Enredo Meu Lugar é cercado de luta e suor, esperança num mundo melhor! O show tem que continuar
Presidente: Ailton Martinelli (Branco)
Carnavalesco: Amarildo de Mello
Intérprete: Darlan Alves
AGO! Patakori Ogun! Ogunhê! A Casa de Ogum recebe o filho de Xangô –Kawô Kabiecile!
“... É, pois é! O mais importante é a fé...”
Sob a regência e os desígnios de Ifá em procissão de fé a X-9 Paulistana - a casa de Ogum e consagrada pelos Eres, abre suas portas para receber e homenagear o filho de Xangô Arlindo Cruz. O homem de fé. De reza! De cânticos, de cantos e devoção!
. De reza! De cânticos, de cantos e devoção!
Laroyê Exu! Abra nossos caminhos! Dá licença! Vamos fazer festa! Vamos tomar um“Banho de fé” cantando em poesia e oração vamos também evocar ritual de cura ao nosso poeta Arlindo Cruz e reverenciar suas origens religiosas. Vai embora tristeza aqui o “Pierrot do Samba” abraçado ao seu banjo não chora.
Ora yê yê ô! Oxum! Como raios de sol que brilha em cor de ouro. No Aiye nasce o Abiasé predestinado... Do ventre de uma Oxum - iluminado chega um tesouro. E logo, logo, no inicio de sua vida mostraria a que viria.
Filho da fé e da resistência! Da arte e da devoção. Ao som dos atabaques e do “tritilhar” dos adjás foi gerada a sua devoção.
Muito respeito ao pai Xangô! Agradecido a mãe Oxum, e a todos os orixás, assimseguia o pródigo menino. Cavaquinho na mão! Bejiroó! Fé e crença na pureza das crianças a sua vida acalentar.
Salve a falange dos Eres! Salve Ibejadas! Seu boiadeiro é caboclo bom! E os malandros sempre foram boa companhia em suas caminhadas!
Alegrias, paixão e amor para o filho de Xangô. Serpenteando e bailando um colorido invadia sua vida e trazia mais inspiração em sua obra.
Arroboboi! “Vem brilhar no meu carnaval minha porta-bandeira, na avenida do meu coração você é a primeira”. O Arco Iris surgiu no Orun! Chegava Oxumaré para encantar, conquistar e preencher seu coração! Uma linda família surgia. Salve Virgem Maria!
Meu lugar é cercado de luta e suor, esperança num mundo melhor! O show tem que continuar (Arlindo Neto, André Diniz, Claudio Russo, Márcio André Filho, Marcelo Valencia e Darlan Alves)
Meu Lugar é Cercado de Luta e Suor, Esperança Num Mundo Melhor! O Show Tem Que Continuar
Compositores Arlindo Neto, André Diniz, Claudio Russo, Márcio André Filho, Marcelo Valencia e Darlan Alves
Samba de arerê pra você voltar
Zona norte é madureira
Ando louco de saudade, olha o povo pedindo bis...
Ainda é tempo pra viver feliz !
Não subestime um filho de xangô
A recompor a vida
O alujá ecoa forte no rum,
O ylê de ogum, convida
O ídolo, parceiro, companheiro, irmão,
Símbolo maior do samba em minha geração,
Gênio, pai herói... O clarão da lua cheia, candeia
Nos versos que ele semeou
Gira bailarina, seu eterno amor
A porta bandeira, frutos na tamarineira
La-laiá, laiá, laiá...
O banjo no peito, sambista perfeito, o mestre imortal
Lá, laiá, laiá...
O samba agradece, floresce no fundo do nosso quintal
Aos olhos graciosos de oxalá
Serrinha marejou o seu olhar
Que brilha na coroa imperial
Um lume imponente, divinal
Da lança de são jorge protetor
A esperança de um quixote sonhador
É voz dos humildes por um pedaço de chão,
Voz dos humildes por um pedaço de pão
Favela, de gente sofrida mas que valoriza a própria raiz
Aquela que sente na pele as chagas da vida, a dor do país
• Polo Cultural e Esportivo Grande Otelo – Sambódromo do Anhembi
G.R.C.S.E.S. ACADÊMICOS DO TUCURUVI
Enredo Liberdade – O Canto Retumbante de Um Povo Heroico
Presidente: Hussein Abdo El Selan (Seu Jamil)
Diretor de Bateria: Mestre Guma Sena
Carnavalesco: Dione Leite
Intérprete: Leonardo Bessa
Muita coisa mudou em 15 anos. O Brasil sagrou-se pentacampeão, a política se viu em um novo momento, éramos “a bola da vez”. Em pouco tempo, o país foi da bonança à tempestade. Nesse meio, o grito de campeão ganhou – e deu lugar – a outros brados. A representatividade de vários grupos e minorias tornou-se fundamental para a garantia de direitos e o combate ao preconceito, à intolerância e à capacidade de todos viverem dignamente em um país tão diverso, tão complexo.
É com essa tônica que a Acadêmicos do Tucuruvi virá para o próximo Carnaval. Em 2019 a liberdade dará o tom com todos os brasileiros que gritam por um mundo mais justo, mais livre.
O enredo “Liberdade – O Canto Retumbante de Um Povo Heroico” vai traçar um panorama dos “gritos” que permeiam a história do país. De peito aberto, e sem medo, como diz o samba alusivo da escola.
Do grito primordial de liberdade entoado pelos índios, donos primeiros da nossa terra que viam suas liberdades aprisionadas pelo colonizador, passando pelo lamento do negro rei trazido ao Brasil para ser escravizado e a quebra dos grilhões, ao grito do Inconfidente e do Ipiranga, o enredo chegará aos nossos dias de tantos gritos e manifestações que mudaram (e estão mudando) o curso da história.
O grito contra o racismo, a intolerância, a política defenestrada tão necessários nesses novos tempos estará presente no enredo da Tucuruvi, que vira a página depois dos problemas enfrentados no Carnaval 2018: um incêndio destruiu a maior parte das fantasias a poucas semanas do desfile oficial, e a escola ficou fora da disputa, sem ser pontuada.
Um tema importante para um carnaval Paulistano pouco afeito a críticas sociais e reflexões nos últimos anos. Palco de uma das maiores manifestações culturais e populares do mundo, o Carnaval pode (e deve) ser lugar para esse tipo de abordagem – desde que não seja a crítica pela crítica. A folia paulistana, cada vez mais crescente em visibilidade, não pode perder o trem da história – sobretudo em momentos tão espinhosos como esses que enfrentamos.
Liberdade – O Canto Retumbante de Um Povo Heroico(Fábio Jelleya, Henrique Barba, Jc Castilho, Edu Borel, Marcelo Nunes, Newtinho, Igor Soró, Tim Peixoto, Brunão Govetri, Leandro Augusto e Leonardo Bessa)
Samba Enredo
Liberdade – O Canto Retumbante de Um Povo Heroico
Compositores Fábio Jelleya, Henrique Barba, Jc Castilho, Edu Borel, Marcelo Nunes, Newtinho, Igor Soró, Tim Peixoto, Brunão Govetri, Leandro Augusto e Leonardo Bessa)