Bom dia!
Os mercados financeiros abraçaram a notícia de que os Estados Unidos enviaram ao Irã um plano em quinze pontos para por fim à guerra que eles mesmos começaram, ao lado de Israel. O otimismo derruba o petróleo para abaixo dos US$ 100 o barril e alça as bolsas globais para o positivo. O EWZ, fundo que representa as ações brasileiras em Nova York, salta 1,75% nesta manhã, e aponta para um pregão positivo na Faria Lima.
A oferta americana teria sido encaminhada ao Paquistão, que se ofereceu como mediador do conflito. O problema é que o Irã nega qualquer tipo de negociação direta ou indireta entre os dois países. Para investidores, isso parece ser um mero detalhe, ao menos por hoje.
As notícias ligadas à guerra têm deixado os mercados extremamente voláteis – e aberto espaço para movimentações questionáveis. O site americano CNBC mostrou que, na segunda-feira, quinze minutos antes de o presidente Donald Trump anunciar o adiamento de cinco dias do seu ultimato ao Irã, houve uma negociação atípica tanto nos mercados futuros de petróleo quanto com os futuros americanos.
Só com os contratos de petróleo, a movimentação foi estimada, pelo jornal 'Financial Times', em mais de US$ 580 milhões. As operações têm características de insider trading, quando alguém opera no mercado financeiro com base em informações privilegiadas, o que é um crime. Mais curioso é que se trata de um potencial crime com base em afirmações que parecem desconectadas da realidade. Bons negócios.
|