15 julho, 2026

Arte, Cultura e Humor

 

 Winnie the Pooh!

Die Hard! 
💥

Charlie and the Chocolate Factory! 
🍫🎩

Forest Whitaker! 
🎉

 Iain Armitage!



Fred e Wilma se deslumbram quando Fred é promovido a vice-presidente da Pedregulho e Cia. Como eles não sabem que a promoção é uma trapaça, o casal de amigos Barney e Betty faz de tudo para alertá-los.
Data de lançamento: 15 de julho de 1994 (Brasil) 





Dia do Homem, uma data criada em 1992 pela Ordem Nacional dos Escritores  
HISTORY * 

Vamp é uma telenovela brasileira produzida e exibida pela TV Globo de 15 de julho de 1991 a 7 de fevereiro de 1992, em 179 capítulos. Substituiu Lua Cheia de Amor e foi substituída por Perigosas Peruas, sendo a 45ª "novela das sete" exibida pela emissora.

Escrita por Antônio Calmon, com colaboração de Tiago Santiago, Vinícius Vianna e Lílian Garcia, teve direção de Jorge Fernando, Fábio Sabag e Carlos Manga Jr., com direção geral e de núcleo de Jorge Fernando.

Contou com Cláudia Ohana, Ney Latorraca, Reginaldo Faria, Joana Fomm, Fábio Assunção, Nuno Leal Maia, Patrícya Travassos, Otávio Augusto, Guilherme Leme, Vera Holtz e Marcos Frota nos papéis principais.


Plas John Johnson Jr. foi um saxofonista tenor americano de soul-jazz e hard bop, provavelmente mais conhecido como o solista de saxofone tenor no tema "A Pantera Cor-de-Rosa" de Henry Mancini.  Wikipedia (inglês)
Nascimento: 21 de julho de 1931, Donaldsonville, Luisiana, EUA
Falecimento: 15 de julho de 2026 (idade 94 anos), Granada Hills, Los Angeles, Califórnia, EUA


A Noruega percebeu que sua campanha na Copa do Mundo poderia durar mais do que o estoque de comida levado para os Estados Unidos. A solução foi simples: pedir novos carregamentos do outro lado do Atlântico.
No início do torneio, a seleção desembarcou em Greensboro, na Carolina do Norte, com aproximadamente 580 quilos de produtos noruegueses. Eram 300 quilos de salmão e truta, 100 quilos de halibute, 80 quilos do tradicional queijo marrom e outros 100 quilos de queijo Jarlsberg.
Mas, conforme a equipe avançou na competição, as reservas precisaram ser reforçadas. Informações mais recentes apontam que o volume total enviado da Noruega já ultrapassou 2 mil libras, o equivalente a mais de 900 quilos de alimentos.
Os ingredientes atravessaram o oceano acompanhados por chefs da própria seleção, responsáveis por preparar refeições com peixes, carnes magras, arroz, batatas, massas, frutas e vegetais. Parte dos produtos também é comprada nos Estados Unidos, misturando ingredientes locais com sabores familiares aos jogadores.
O objetivo não era rejeitar a comida americana, mas impedir que os atletas mudassem bruscamente seus hábitos durante o maior torneio do planeta. Em uma competição tão exigente, alimentação, recuperação e conforto psicológico também fazem parte da estratégia.
Erling Haaland é o rosto mais famoso desse cuidado. O atacante mantém uma dieta de milhares de calorias por dia, com várias refeições e grande presença de proteínas e peixes. No entanto, toda a delegação segue o planejamento, não apenas o camisa 9.
Enquanto os adversários estudam como parar Haaland dentro de campo, a Noruega trabalha nos bastidores para garantir que nada falte em seu prato. E, se a campanha continuar, mais comida poderá cruzar o Atlântico para manter vivo o sonho de um país inteiro. Enfim, História



Armageddon 1998

Um asteroide ameaça colidir com a Terra e destruir todas as formas de vida. A solução encontrada é colocar uma bomba nuclear no interior do corpo rochoso. Um perfurador de petróleo é convocado para a missão e reúne uma equipe nada convencional.


Lágrimas do sol 2003

O governo nigeriano está falido e o país à beira de uma guerra civil. Na selva, o tenente A.K. Waters é responsável por liderar uma equipe de soldados na tentativa de resgate da doutora Lena Kendricks. Quando Waters e sua equipe localizam... 

Tears of the Sun




Substitutos 2009

O agente do FBI Tom Greer vive em um mundo onde robôs tomam o lugar das pessoas, protegendo-as da violência. Estes humanoides, aparentemente perfeitos e reais, possibilitam à população experimentar comodidade e segurança. Greer e a sua parceira Peters são chamados para investigar a morte de um estudante universitário, cujo substituto é destruído. Em um mundo de máscaras, Greer precisa decidir quem é real e em quem pode confiar, arriscando a sua própria vida para resolver o caso.




Aurora Miranda Leão*

Imagem do Pantanal, na versão 2022, estrondoso sucesso no horário nobre da TV Globo.

Ele era o pai, avô, tio ou padrinho que, a maioria de nós, gostaria de ter. Bonachão, amigo, alegre, prestativo, acolhedor, contador de causos, grande prosador, Benedito Ruy Barbosa era um homem movido pela emoção e fazia questão de não esconder isso. Um sábio, afirmo com veemência.

O neto Bruno Luperi – herdeiro mais notório de seu vasto arsenal de histórias, publicitário e dramaturgo como o avô, escreveu com ele a novela “Velho Chico” (2016) e assina as releituras de “Pantanal” (2022) e “Renascer” (2024) – conta lembrar de ter visto o avô, diversas vezes, rindo ou chorando, sozinho, diante da máquina de escrever, encantado com seu próprio universo ficcional.

Benedito Ruy Barbosa, nome fundamental para a telenovela, responsável por uma guinada marcante e prolífica na construção de cronotopos[1] no espaço televisual, partiu no último 7 de julho de 2026, abrindo imensa lacuna na Literatura do Brasil.

Benedito Ruy Barbosa (Fonte: @pensefilosofiabr)

Autor de obras seminais para a Teledramaturgia, embora não tenha sido o primeiro a ambientar histórias no campo, detém o pioneirismo de mostrar com consistência e verossimilhança a vida vivida nos rincões deste imenso continente chamado Brasil. Suas novelas e personagens foram/são esteio para debates cruciais sobre identidade nacional e pertencimento cultural. Criador da primeira novela educativa do país (“Meu Pedacinho de Chão”, produção conjunta da TV Cultura e TV Globo), exibida em 1971, foi um timoneiro ao trazer ao universo televisivo a discussão de temas cruciais onde antes havia abundância apenas de pautas referentes ao cotidiano das grandes cidades, sobretudo Rio e São Paulo.

O “Velho do Rio”, personagem central da obra beneditiana – ícone do Realismo Mágico, em franca dialogia com a literatura do continente latino, berço e polo irradiador dessa forma de expressão -, com Osmar Prado em interpretação magnânima (Pantanal, 2022).

Inventor do “Velho do Rio”, da Juma Marruá, a mulher que vira onça, do Tião Galinha, do Zé Inocêncio, da sem-terra Luana, do Coronel Epa, da professora Juliana, do capataz  Zelão e do garoto Serelepe – além de outros queridos personagens do “Meu pedacinho de chão” -, Benedito gestou um baú de criações marcantes e fundamentais para que o Sertão chegasse ao horário nobre com toda sua relevância na formação da identidade cultural brasileira e no contexto sociopolítico do país.

A sem-terra Luana, interpretada por Patrícia Pillar, marcante personagem da lendária “O Rei do Gado” (TV Globo, 1996/1997).

Dizemos Sertão entendendo esse tão amplo universo – histórico, físico, geográfico e dramatúrgico – como qualquer grande faixa de terra afastada do litoral, incluindo suas diversas outras denominações: roça, arado, campo, pampa, pantanal, bioma, jalapão, floresta, selva. Tudo é Ser-Tão, um nome que, ainda hoje, leva muitos a enxergarem apenas atraso e vida pacata e sem atribulações, distante da pressa dos ponteiros e dos batimentos acelerados da vida urbana. Completo desconhecimento, que as novelas do ‘Seu Benedito’ trataram de dissipar com ênfase e extremo apuro literário.

Juma e Maria Marruá, filha e mãe, mulheres fortes e magnéticas da obra de Benedito Ruy Barbosa: incentivo ao feminismo.

A formação da nacionalidade, a imigração, a reforma agrária, o coronelismo, o patriarcado, a educação e a necessidade do respeito ao meio ambiente, realçando o Brasil como território historicamente marcado por desigualdades sociais gritantes, são pilares de sua vultosa obra. Aliás, isso que a imprensa e tanta gente chama de “Brasil Profundo”, presença fulcral na literacia de Benedito Ruy Barbosa, é um termo cunhado pelo escritor Euclides da Cunha (1866-1909) no seu clássico “Os Sertões” (1902), livro obrigatório para quem quer que pretenda entender ou saber mais e melhor sobre o Brasil e sua vastidão de terras.

O próprio Benedito disse em entrevista, publicada em 2008[2]:

E não escondia entusiasmo ao falar de como seus personagens brotaram de pessoas com quem ele cruzou pelo caminho: “Esse é o meu universo. Eu seria incapaz de escrever uma história sobre Ipanema, Leblon ou Copacabana. Não me atreveria. Então, que me deixem falar sobre o sul de Minas, Goiás, interior de São Paulo” (BARBOSA, 2008, p. 233).

O nome de Benedito Ruy Barbosa, conforme apontamos em várias ocasiões, é a grande vacância entre os imortais da Academia Brasileira de Letras (ABL): “Ouso dizer que Benedito tem importância similar a de Euclides da Cunha: se hoje o sertão tem uma obra fundamental na televisão para ser visto em toda sua magnitude, é a Benedito que devemos esse olhar acurado e honesto sobre a sertanidade no âmago da teledramaturgia. Assim como Euclides tirou o sertão de seus 300 anos de invisibilidade na história do país, através de seu notável jornalismo literário, Benedito, como profícuo ‘herdeiro’ dessa obra, colocou o povo sertanejo e a luta pela reforma agrária – ainda hoje o problema crucial do Brasil – no cerne da telenovela, a ficção popular do Brasil”.

Foi isso o que afirmamos em entrevista ao querido colega Valmir Moratelli (Revista Veja) no dia da passagem de Benedito para o andar de cima, em matéria da qual consta também a análise dos professores/pesquisadores Mauro Alencar e Tatiana Siciliano. Para conferir, acesse: https://veja.abril.com.br/cultura/o-legado-de-benedito-ruy-barbosa-segundo-pesquisadores-de-tv/

Cena emocionante do final da versão 2022 de “Pantanal”, obra de excelência, reescrita por Bruno Luperi, Na foto, Zé Inocêncio conversa com os netos, momento no qual o discurso extrapola os limites ficcionais. Na cena da vida real, vemos Marcos Palmeira contracenando com os bisnetos de Benedito, filhos do grande herdeiro da obra beneditiana. Prova inconteste da exímia poética de Luperi (em magistral parceria com a direção de Gustavo Fernandez), assinando com excelência uma comovente homenagem ao avô amado. Em casos assim, a narrativa vira Poesia e engendra um raro Trancurso da Comunicação, extrapolando os cânones da teleficção. E isso já é tema para um próximo artigo.

Benedito Ruy Barbosa, o neto Bruno Luperi, que cresceu ouvindo o avô contar histórias, e o bisneto Theo, que participou do capítulo final de “Pantanal”.

A tristeza é grande, a saudade será profunda mas a imensidão do seu legado será nutriente eterno para quantos fazem, vierem a fazer, estudar, pesquisar, realizar, entender e criar Teledramaturgia. Uma Salva de Palmas para este dramaturgo genial, que nos legou personagens memoráveis e que para sempre estará na história como Patrimônio Cultural do Brasil – belo, profundo, incontornável e necessário. Gratidão por Tudo & Tanto, mestre Benedito.

*Aurora Miranda Leão é jornalista e especialista em Audiovisual, pesquisa Dramaturgia e tem doutorado em Comunicação sobre o Setrtão e suas representações e resistências na Dramaturgia. doutora em Comunicação. http://www.auroradecinema.wordpress.com


[1] Conceito do intelectual russo Mikhail Bakhtin que descreve a interligação e a indissociabilidade entre o tempo e o espaço numa narrativa.

[2] BARBOSA, Benedito Ruy. Depoimento. In: AUTORES: Histórias da teledramaturgia. Rio de Janeiro: Editora Globo, 2008. v. 1, p. 186-248.


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