Quinta-feira, 30 de Abril de 2026No Senado, o plenário rejeitou a indicação de Jorge Messias ao STF (Supremo Tribunal Federal). Com isso, ele torna-se o primeiro indicado a ser reprovado pela Casa desde a redemocratização. Na CCJ, Messias recebeu 16 votos a favor da indicação e 11 contrários. No entanto, não conseguiu alcançar o mínimo de 41 votos no plenário; em reação à derrota na votação que rejeitou a indicação de Jorge Messias ao STF, o governo Lula avalia uma ofensiva para demitir ocupantes de cargos de confiança ligados ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre, na Esplanada dos Ministérios; já Alcolumbre disse a pelo menos três colegas nos últimos dias que não colocará em votação nenhuma eventual nova indicação ao STF antes das eleições presidenciais de outubro; ainda no Legislativo, após barrar Messias, Congresso pode derrubar hoje veto à dosimetria e impor derrota a Lula; na Libertadores, o Flamengo ficou no empate por 1 a 1 com o Estudiantes, enquanto o Palmeiras empatou com o Cerro Porteño por 1 a 1 no Paraguai. |
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Rejeição a Messias
O Senado rejeitou a indicação de Jorge Messias ao STF (Supremo Tribunal Federal) na quarta-feira (29). Com isso, Messias torna-se o primeiro indicado a ser reprovado pela Casa desde a redemocratização. Na CCJ, Messias recebeu 16 votos a favor da indicação e 11 contrários. No entanto, não conseguiu alcançar mínimo de 41 votos no plenário. O histórico de indicações ao Supremo é amplamente favorável à aprovação, o que não se repetiu no caso de Messias. Desde a Constituição de 1988, o ministro que recebeu o menor número de votos no plenário do Senado foi Francisco Rezek, em 1992, com o apoio de 45 senadores. Antes disso, apenas cinco indicados haviam sido rejeitados, todos em 1894, durante o governo de Floriano Peixoto (1891–1894). Para ser aprovado, Messias precisava de ao menos 41 votos favoráveis, mas o placar foi de 42 votos contrários a 34 favoráveis. A rejeição é vista como uma derrota significativa para o governo do presidente Lula. |
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Reação do Governo
O governo Lula avalia uma ofensiva para demitir ocupantes de cargos de confiança ligados ao senador Davi Alcolumbre na Esplanada dos Ministérios, em reação à derrota na votação que rejeitou a indicação de Jorge Messias ao STF, apurou a CNN Brasil. Nos bastidores, o movimento é descrito como uma “declaração de guerra” contra parlamentares e aliados considerados responsáveis pela articulação contrária ao Planalto. A expectativa, segundo interlocutores do governo, é de que as primeiras exonerações comecem a ser publicadas já nas primeiras horas desta quinta-feira (30) no Diário Oficial da União. A deputada federal e ex-ministra das Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann (PT-PR), afirmou que a rejeição do nome de Messias para o STF foi resultado de uma “aliança vergonhosa” no Senado. Já os ministros do STF afirmam sob reserva que foram surpreendidos pela derrota imposta pelo Senado a Messias. Nos bastidores do tribunal, há o temor de que o veto a Messias desencadeia uma crise institucional entre Executivo e Legislativo. |
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Reação da oposição
O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), disse a pelo menos três colegas nos últimos dias que não colocará em votação nenhuma eventual nova indicação ao STF (Supremo Tribunal Federal) antes das eleições presidenciais de outubro. De acordo com parlamentares ouvidos pela CNN, Alcolumbre tem dito que não faz mais sentido apreciar um nome apontado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) a menos de seis meses das eleições. Já o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) afirmou que a rejeição da indicação de Messias ao STF representa um “recado” sobre supostos excessos da Corte e um sinal de desgaste político do governo do Lula no Congresso. Segundo o parlamentar, o placar de 42 votos contrários reflete uma insatisfação mais ampla entre os senadores. “Esse resultado é a prova da falência da sustentação política do governo Lula aqui no Congresso Nacional”, disse. |
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Dosimetria
A derrota da indicação de Jorge Messias ao STF (Supremo Tribunal Federal), na quarta-feira (29), reforçou a avaliação de parlamentares governistas e de oposição de que o Planalto deve sofrer novo revés no Congresso hoje. O veto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ao projeto de lei da dosimetria está previsto para ser analisado às 10h em sessão conjunta da Câmara e do Senado. A oposição afirma ter votos suficientes, com margem de sobra, para derrubar a medida. O projeto que trata da dosimetria das penas aplicadas a condenados por tentativa de golpe de Estado ou por envolvimento nos atos de 8 de janeiro de 2023. A decisão sobre o projeto pode mudar o tempo de prisão e as regras de progressão de regime para esses casos. A chamada dosimetria define como o juiz calcula o tamanho da pena com base na gravidade do crime, nos antecedentes e nas circunstâncias do caso. |
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Rodada de Futebol
Em jogo brigado na Argentina, o Flamengo cedeu e ficou no empate por 1 a 1 com o Estudiantes de La Plata, na quarta-feira (29), pela terceira rodada do grupo A da Copa Libertadores da América. O Rubro-Negro chegou a abrir o placar fora de casa, com gol de Luiz Araújo, mas viu Carrillo empatar para o Estudiantes na etapa final em um lance confuso, que começou com dois gols perdidos pelo time brasileiro. O Flamengo confirmou que o meia Arrascaeta passará por uma cirurgia nesta quinta-feira (30), no Rio de Janeiro, para correção de uma fratura que sofreu na clavícula direita. Já o Palmeiras empatou com o Cerro Porteño por 1 a 1, no estádio La Nueva Olla. Jhon Arias abriu o placar para o time alviverde, enquanto o empate paraguaio saiu em gol contra de Carlos Miguel. O Mirassol venceu o Always Ready por 2 a 0, no estádio José Maria de Campos Maia. O confronto contou com gols de Eduardo e Alesson para os mandantes. Pela Sul-Americana, o Atlético-MG perdeu para o Cienciano por 1 a 0, no Inca Garcilaso de la Vega, no Peru. De cabeça, Neri Bandiera marcou, no primeiro tempo, o único gol da partida. |
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