A geopolítica imperialista nunca dorme, e seus tentáculos no Brasil mostram, mais uma vez, a que vieram. A recente articulação para que os Estados Unidos classifiquem as facções criminosas brasileiras, como o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV), sob o rótulo de “organizações terroristas” não é uma medida de segurança pública. É, na verdade, uma indisfarçável ferramenta de coerção geopolítica externa, desenhada para impor o medo, relativizar nossa soberania e preparar o terreno para narrativas de intervenção. O mais alarmante, contudo, não é a sanha intervencionista de Washington, mas sim a comemoração entusiástica dessa medida pela extrema-direita brasileira, liderada pelo clã Bolsonaro. Ao aplaudirem a tutela estrangeira sobre os problemas internos do país, esses setores escancaram sua verdadeira face: a de autênticos vendilhões da Pátria. |