Desde o ano passado, notamos que todo os meses os salários de integrantes da AGU (Advocacia-Geral da União) têm penduricalhos fixos que destoam de outras carreiras.
Ao mesmo tempo, ouvíamos relatos de fontes criticando os chamados "honorários" que os advogados públicos recebiam por causas milionárias que a União vencia na Justiça.
O beneficio é pago mesmo para os advogados da União que nem sequer atuam nestes casos.
A partir daí, começamos a levantar os dados de milhões de pagamentos de servidores públicos, levantar dados de processos judiciais e conversar com dezenas de fontes e especialistas, em São Paulo e Brasília.
Foi quando nos deparamos com uma estrutura privada, que conta com "apoio" de dois ministérios e é gerida somente por servidores da AGU para distribuir esses honorários.
Sim, eles têm uma entidade deles para distribuir recursos para eles próprios e, para completar, usam pareceres sigilosos da própria AGU para justificar pagamentos.
Muitas vezes, esses pagamentos furam o teto dos salários.
Como se não bastasse, os próprios advogados públicos aposentados questionam a falta de transparência dos gastos da AGU.
A entidade já recebeu mais de R$ 14 bilhões nos últimos anos sem explicar o que faz com os recursos.
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