Finalmente, a partir de 28 de março, vamos todos poder circular pelo segundo prédio que passa a compor o Masp. Desde 2019, o público mais atento deve ter percebido uma construção vizinha ao museu, que passou boa parte desses seis anos coberta com tapumes e telas. Ali estava o edifício Dumont-Adams, que foi comprado nos anos 2000 pelo então presidente do Masp, o arquiteto Júlio Neves, já pensando nessa ampliação. Coube à equipe da curadoria do museu pensar numa programação à altura dessa abertura. Cinco exposições nos aguardam no Edifício Pietro, todas feitas a partir de recortes do acervo: “Histórias do Masp”, no 6ª andar: uma síntese de alguns aspectos mais importantes da história de 77 anos do museu. Paredes vermelhas, a cor do Masp, acolhem documentos, fotografias, artigos de jornal e obras de arte.
“Renoir”, no 5º andar: mostra com 12 pinturas e uma escultura do artista francês. Essas obras foram adquiridas pelo Masp no fim dos anos 40, graças à mediação de Pietro Maria Bardi e Assis Chateaubriand junto a potenciais doadores privados e instituições europeias.
“Geometrias”, no 4º andar: um conjunto de 62 obras que usam formas geométricas em sua composição. Há desde peças dos anos 50, feitas por nomes como Amilcar de Castro, Lygia Pape e Lygia Clark, até artistas contemporâneos, caso de Daiara Tukano, Rodrigo Andrade, Paulo Pasta e Luisa Lambri.
“Artes da África”, no 3º andar: com expografia assinada pelo escritório da arquiteta Gabriela de Matos, a mostra reúne mais de 40 peças em madeira ligadas ao corpo e sua representação, vindas em sua maioria de países da África Ocidental. Duas delas, você confere aqui, em primeira mão: . Os artistas brasileiros biarritzzz e Cipriano apresentam trabalhos que foram comissionados especialmente para a exposição.
“Isaac Julien: Lina Bo Bardi – Um Maravilhoso Emaranhado”, no 2º andar: videoinstalação com nove projeções simultâneas que constroem uma narrativa não-linear sobre o legado de Lina Bo Bardi, principalmente sua visão vanguardista sobre a arte e a cultura popular no Brasil.
Há cenas gravadas no próprio Masp, no Teatro Oficina, no Sesc Pompeia e no MAM da Bahia. Esse andar promete ter fila já que é a atriz Fernanda Torres quem interpreta Lina na juventude, e Fernanda Montenegro quem faz Lina Bo Bardi na maturidade. Não dá para perder! |