29 março, 2025

O Melhor da Semana na Ciência e Tecnologia

 

BALATRO

Viciante e lucrativo

Mal foi lançado, sensivelmente há um ano, rapidamente começaram a surgir relatos de jornalistas da especialidade que se diziam viciados num novo jogo – Balatro. Os meses foram passando e este desconhecido título começou a ganhar uma verdadeira legião de fãs. Os números não enganam – Balatro vendeu mais de cinco milhões de cópias, em diferentes plataformas, e ninguém sabe quem é o seu criador! 
O conceito é relativamente simples, mas altamente viciante para todos os que se atrevem a experimentar. O jogador tem um número limitado de jogadas para produzir as melhores combinações de cartas possível, um pouco à semelhança do que acontece no poker. Mas há uma vertente de aleatoriedade e de estratégia associada – existem cartas especiais, os jokers (daí o nome Balatro, a palavra em latim para definir o bobo da corte), que permitem fazer combinações de pontuações cada vez mais complexas. E quando der por ela, já estará vidrado na dificuldade cada vez maior, mas sempre ali quase acessível, dos desafios que há para superar. 
Sobre a identidade do criador do jogo, alguém saberá, em boa verdade, quem ele é, mas o ‘mundo’ não sabe. Sabe que é um programador canadiano que dá pelo nome LocalThunk. E é isto. Uma história que impressiona ainda mais nos dias que correm, nos quais manter um total anonimato online, sobretudo quando se é famoso e rico, parece uma ideia distópica. 
O mais recente episódio de modéstia aconteceu esta semana, quando Balatro foi distinguido como melhor jogo do ano (!) no evento Games Developers Choice (além de ter arrecadado mais três prémios…). Em vez de capitalizar o momento e a fama, LocalThunk manteve-se reservado, tendo pedido ao representante da editora do jogo (Playstack) que recebesse os ‘canecos’ em seu nome. "O LocalThunk já era uma pessoa que não gostava dos holofotes e agora é mais difícil lidar com esse tipo de pressão. Julgo que a escolha de permanecer, desde o início, no anonimato vai ajudá-lo no longo prazo", sublinhou Wout van Halderen, da Playstack. 
E para os que pensam que esta é uma espécie de Banksy dos videojogos, cujas obras, associadas ao mistério do anonimato do autor, ajudam a tornar mais fortes as mensagens das criações e o seu impacto, LocalThunk também não está para aí virado. "Ele só queria que o deixassem em paz para fazer o jogo e viver a sua vida". 
E esta, hein? Um homem simples, que criou um jogo altamente viciante (e que por sinal tornou-se altamente lucrativo), que só quer fazer isso mesmo, continuar a trabalhar no seu jogo. 
Boas leituras.

 
 

Estiloso e confortável

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E... ação!

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Neste episódio fazemos a antecipação de mais uma edição do Campeonato de Portugal de Novas Energias - PRIO, que começa neste fim de semana em Monfortinho, e explicamos ainda os cheques que o Estado tem para a compra de veículos elétricos.