Bom dia, investidor, Confira os destaques da semana: - IBGE publica dados do IPCA-15 de maio na quarta
- Pnad deve confirmar desemprego em mínimas
- Preços ao produtor devem mostrar se pressão do petróleo continua
- PIB americano tem segunda estimativa na quinta após avanço de 2% na leitura inicial
- EUA: PCE de abril é última leitura da inflação antes do FOMC de junho
- IBGE divulga PIB do 1º trimestre na sexta
- Governo apresenta Caged de abril na sexta após 228 mil vagas criadas em março
IBGE publica dados do IPCA-15 de maio na quarta- O IBGE divulga na quarta o IPCA-15 (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15) de maio, a prévia da inflação oficial do mês. O dado chega depois de leituras fortes ao longo do ano e com o acumulado em 12 meses acima do centro da meta, de 3%, o que aumenta a sensibilidade do mercado a qualquer surpresa, para cima ou para baixo. Até o número sair, a discussão gira em torno de quão persistente é a pressão de alimentos e serviços e de quanto isso reduz o espaço para cortes de juros adiante.
- Em abril, a prévia subiu 0,89%, acima dos 0,44% de março, e levou o acumulado em 12 meses para 4,37%, ante 3,90% na leitura anterior. O resultado foi puxado por Alimentação e bebidas, com alta de 1,46%, e por Transportes, com 1,34%, grupos que juntos responderam por cerca de 65% do índice do mês. No caso de transportes, o destaque foi a gasolina, que avançou 6,23% e teve o maior impacto individual sobre o índice.
- As projeções para a inflação de 2026 vêm subindo de forma seguida no Boletim Focus, do Banco Central, e a mediana mais recente passou para 4,92%, acima do teto da meta, de 4,5% (a meta tem centro em 3%, com banda de 1,5 ponto). A piora nas expectativas levou parte das instituições a elevar também a projeção da Selic para o fim do ano, agora em 13,25%.
Pnad deve confirmar desemprego em mínimas- O IBGE divulga também na quarta os dados da Pnad (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios) Contínua com expectativa de taxa de desocupação estável ou levemente acima dos patamares do 4º trimestre de 2025, quando o indicador atingiu cerca de 5%, o menor nível da série histórica. Projeções preveem continuidade de um mercado de trabalho sem reversão brusca, com eventual alta na desocupação explicada pela desaceleração da atividade.
- No 4º trimestre de 2025, 20 das 27 unidades da federação registraram mínimas históricas de desemprego, e a população ocupada permaneceu em patamar recorde, segundo o IBGE. A massa de rendimento real seguiu crescendo, mas perdeu o fôlego dos anos anteriores.
Preços ao produtor devem mostrar se pressão do petróleo continua- Já na quinta, o IBGE divulga o Índice de Preços ao Produtor de abril, que mede a variação dos preços cobrados pelas indústrias extrativas e de transformação na saída da fábrica, sem impostos e fretes. O índice funciona como um termômetro antecedente da inflação, já que pressões de custo na indústria tendem a chegar depois ao atacado e ao varejo, com efeito sobre o IPCA, sobretudo nos bens industriais.
- Em março, o IPP subiu 2,37%, a maior alta em vários meses, com 18 das 24 atividades industriais registrando aumento de preços. O resultado foi puxado pela indústria extrativa, que avançou 18,65% por causa da alta do petróleo, e teve contribuição relevante de alimentos, que subiram 1,90%, primeiro avanço após dez quedas seguidas. Segundo o IBGE, o movimento refletiu a instabilidade internacional, em especial os conflitos no Oriente Médio, que pressionaram as cotações do petróleo. Mesmo assim, o índice acumulado em 12 meses seguia negativo, em -1,54%.
PIB americano tem segunda estimativa na quinta após avanço de 2% na leitura inicial- O BEA (Bureau of Economic Analysis) divulga no mesmo dia a segunda estimativa do PIB (Produto Interno Bruto) dos EUA referente ao 1º trimestre de 2026. A primeira leitura, publicada em 30 de abril, mostrou crescimento de 2,0% na taxa anualizada, uma aceleração expressiva em relação ao 0,5% do 4º trimestre de 2025, mas abaixo das projeções de mercado, que esperavam entre 2,2% e 2,3%. A segunda estimativa incorpora dados mais completos sobre consumo, estoques e investimentos, e costuma trazer ajustes em relação à leitura inicial.
- A composição do resultado coloca em dúvida a solidez do crescimento. Investimento, exportações, gastos do governo e consumo das famílias contribuíram positivamente, mas parte da aceleração veio de fatores pontuais: a reversão dos efeitos da paralisação federal sobre a remuneração do funcionalismo e os gastos com defesa ligados ao conflito no Oriente Médio. O consumo das famílias, que responde por cerca de 70% do PIB americano, desacelerou em relação ao 4º trimestre, tornando o crescimento mais dependente de componentes não recorrentes.
- O foco de quinta deve estar menos no número cheio e mais na revisão do consumo privado, o componente com maior capacidade de mudar a leitura sobre a força real da demanda interna. O resultado ajuda o Fed a avaliar se a retomada do crescimento tem base ampla ou reflete principalmente fatores temporários, o que pesa no debate sobre o ritmo de eventuais cortes de juros.
EUA: PCE de abril é última leitura da inflação antes do FOMC de junho- O BEA divulga também na quinta o PCE (Índice de Preços de Despesas com Consumo Pessoal) de abril, o indicador de inflação de referência do Fed. Em março, o PCE cheio subiu 3,5% em 12 meses e 0,7% no mês, pressionado pelos combustíveis em meio ao conflito no Oriente Médio, enquanto o núcleo, que exclui alimentos e energia, avançou 3,2% em 12 meses e 0,3% no mês, em linha com o esperado pelo mercado.
- O dado de abril tem peso redobrado no calendário atual: é a última leitura de preços antes da reunião do FOMC (Comitê Federal de Mercado Aberto) de 16 e 17 de junho, a primeira presidida pelo novo chair do Fed, Kevin Warsh, que assumiu o cargo recentemente no lugar de Jerome Powell. Com o núcleo do PCE rodando acima de 3% em 12 meses e bem distante da meta de 2%, a barra para qualquer sinalização de cortes é alta.
IBGE divulga PIB do 1º trimestre na sexta- O IBGE divulga na sexta o PIB (Produto Interno Bruto) do 1º trimestre de 2026, a primeira leitura oficial da atividade econômica brasileira nos três primeiros meses do ano. A prévia do dado, medida pelo IBC-Br (Índice de Atividade Econômica do Banco Central), apontou crescimento de 1,3% no trimestre em relação ao 4º trimestre de 2025, sinalizando recuperação após a virtual estagnação do fim do ano passado. Em termos anuais, o consenso de mercado projeta alta em torno de 4,5% a 5% na comparação com o 1º trimestre de 2025.
- A composição esperada aponta os serviços como principal motor, com a agropecuária perdendo fôlego após o ciclo forte de 2025 e a indústria contribuindo de forma mais modesta. O Banco Central mantém projeção de crescimento de 1,6% para o ano, enquanto a Fazenda trabalha com 2,3%. O intervalo reflete a incerteza sobre o quanto o bom começo de ano vai se sustentar diante dos juros ainda elevados e de condições financeiras globais apertadas.
Governo apresenta Caged de abril na sexta após 228 mil vagas criadas em março- O Ministério do Trabalho e Emprego divulga também na sexta o Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados) de abril de 2026. Em março, o mercado formal criou 228 mil vagas líquidas, resultado acima das projeções de analistas, que esperavam algo em torno de 170 mil novas contratações, segundo dados do próprio MTE. O dado de abril deve mostrar se o ritmo de criação de empregos se manteve ou começou a acomodar.
- Para abril, consultorias e bancos trabalham com saldo entre 180 mil e 230 mil vagas, volume que reflete um mercado formal ainda em bom ritmo, mas com geração de empregos mais gradual do que em anos anteriores. Serviços e comércio devem seguir liderando as admissões, enquanto indústria e construção civil tendem a apresentar desempenho mais modesto, em linha com a leitura de economia crescendo de forma positiva.
Veja o fechamento de dólar e Bolsa na sexta (22): - Dólar: +0,55%, a R$ 5,028
- B3 (Ibovespa): -0,81%, aos 176.209,61 pontos
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