Bom dia, investidor, Confira os destaques desta sexta: - Kevin Warsh assume hoje a presidência do Fed sob pressão de Trump por juros mais baixos
- Governo apresenta balanço bimestral das contas públicas
- Confiança do consumidor dos EUA deve confirmar mínima histórica
Kevin Warsh assume hoje a presidência do Fed sob pressão de Trump por juros mais baixos- Kevin Warsh toma posse hoje como presidente do Fed em cerimônia na Casa Branca com a presença de Donald Trump. Economista e jurista, Warsh já atuou como diretor da instituição entre 2006 e 2011, com papel relevante durante a crise financeira de 2008. Ele foi indicado por Trump em janeiro para substituir Jerome Powell, cujo mandato se encerrou em 15 de maio, e teve sua confirmação aprovada pelo Senado na semana passada em votação apertada de 54 a 45, com divisão quase inteiramente partidária.
- A posse ocorre num momento de tensão entre a Casa Branca e o Fed, marcado por cobranças públicas de Trump por cortes mais agressivos de juros. Durante a sabatina no Senado, Warsh prometeu independência e rejeitou a ideia de ser um "fantoche" do presidente, mas o ceticismo persiste entre democratas e parte do mercado. Warsh assume com inflação ainda acima da meta de 2%, mercado de trabalho apertado e pressão adicional de custos de energia associada ao fechamento do estreito de Ormuz, o que deixa pouco espaço técnico para flexibilização monetária sem risco de novo surto inflacionário.
- Investidores vão prestar atenção especialmente no tom do discurso de posse: qualquer sinalização de compromisso com decisões baseadas em dados tende a acalmar os mercados de renda fixa e câmbio, enquanto frases que soem como alinhamento com a pressão da Casa Branca por cortes rápidos podem aumentar a volatilidade. A primeira reunião do FOMC presidida por Warsh está marcada para 16 e 17 de junho.
Governo apresenta balanço bimestral das contas públicas- O governo federal divulga hoje o Relatório de Avaliação de Receitas e Despesas Primárias (RARDP), peça bimestral elaborada pela Secretaria do Tesouro Nacional, pela Secretaria de Orçamento Federal e pela Receita Federal. É nesse documento que o Executivo recalibra as estimativas de arrecadação e despesas para o ano, revisa o cenário para o resultado primário e decide se a trajetória das contas públicas ainda é compatível com a meta fiscal definida na Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) e no arcabouço fiscal.
- O ponto central que o mercado vai observar é se o governo precisará anunciar novo bloqueio ou contingenciamento de gastos. Quando a receita reestimada não é suficiente para garantir o cumprimento da meta, a Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) obriga o Executivo a limitar empenhos. Em 2024, um relatório bimestral resultou em bloqueio de R$ 11,2 bilhões e contingenciamento adicional de R$ 3,8 bilhões, o que serve de referência para calibrar a magnitude de eventuais ajustes agora.
Confiança do consumidor dos EUA deve confirmar mínima histórica- O índice de confiança do consumidor da Universidade de Michigan divulga hoje, às 11h (horário de Brasília), a leitura final de maio. A projeção é de 48,2 pontos, praticamente confirmando a prévia já divulgada no começo do mês e mantendo o indicador em um dos níveis mais baixos desde o início da série histórica. Em abril, o índice já havia recuado para 49,8, também em território historicamente baixo.
- A deterioração reflete inflação ainda persistente, com destaque para combustíveis, e a piora do ambiente geopolítico, em especial as tensões com o Irã e o conflito no Oriente Médio. O índice acumula queda superior a 20% em relação a um ano atrás, sinalizando que o pessimismo das famílias americanas não é conjuntural, mas se aprofunda ao longo dos meses.
Veja o fechamento de dólar e Bolsa na quinta (21): - Dólar: -0,06%, a R$ 5,001
- B3 (Ibovespa): +0,17%, aos 177.649,86 pontos
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