Só se fala nisso nos cafés das empresas, elevadores, baias, calçadas da Faria Lima e, sobretudo, nos bares. “Vai ser IPO trilionário mesmo essa da Space X?” Vai. Nem o Estreito de Ormuz, coitado, ganhou tantas brechas desde que a empresa protocolou pedido de IPO na Nasdaq, mirando avaliação de cerca de US$ 1,5 trilhão e captação próxima de US$ 80 bilhões, segundo informações do Wall Street Journal. Com tudo isso, a guerra ficou em segundo plano? Não, mas os valores astrofísicos e astronômicos da oferta inicial de ações da empresa do Elon Musk desafiaram as cabeças dos investidores. O mercado, na dúvida, nem saiu do lugar direito - preferiu, no máximo, andar de lado, olhando pro céu, que passou dos limites com os valores da estreia da companhia que promete voar pra pra Lua, Marte e sabe-se lá pra qual fronteira no espaço-tempo - vai ver, nas proximidades do sistema Alpha Centauri, a uns 40 trilhões de quilômetros, mas já fazendo preço bem alto nas Bolsas. Fomos investigar esse quase horizonte de eventos entre os investidores - e outros IPOs menos retumbantes, mas suficientes para manter a rapaziada no mundo da lua. Só perderam, em visibilidade, para a notícia sobre a recuperação judicial da… Estrela. Temos espaço pra tudo isso, sim.