A Tixa de hoje vai ser sobre Eduardo Fischer, o candidato a marqueteiro do Flavitcho. (Tá bom, tá bom, no final tem umas curtas sobre Zambelli e Datafolha.) Fischer é só candidato a marqueteiro porque ele diz que não é “ainda” o marqueteiro. Mas a história é boa. Fischer é um publicitário que ficou conhecido pelo Ronaldo Fenômeno levantando o dedo e fazendo o número 1 depois de cada gol, em referência à Brahma. Mas no mundo dos negócios, sua história foi um castelo de areia. Publicamos a reportagem de Josette Goulart na nossa vertical de marketing e você pode ler por aqui:
Curtas bem curtas:
Datafolha: Flavitcho, mas devagar
A treta é a seguinte. Uma semana atrás, era empate técnico. Hoje, o Datafolha coloca Lula nove pontos na frente de Flavitcho — 40% a 31% — e o petista também abre no segundo turno, 47% a 43%. O caso do filme Dark Horse fez o que fez: 64% dos entrevistados disseram que o senador “agiu mal” ao pedir dinheiro para Vorcaro bancar a produção sobre o pai. Primeiro turno da novela, encerrado. Michelle aparece como plano B do PL no segundo turno: perde por cinco pontos para Lula. A rejeição de ambos, PT e família, segue nas alturas. A polarização agradece. (Valdemar Voldemort que lute.)
Cenas de uma Extradição (Mal-Sucedida)
Carla Zambelli estava presa na Itália desde julho do ano passado. Aí, nessa sexta, a Suprema Corte de Cassação de Roma — última instância da Justiça italiana — anulou a extradição ao Brasil e mandou soltá-la imediatamente. Para os perdidos. Ela foi condenada a 10 anos pelo STF por supostamente ter mandado o hacker Delgatti invadir o sistema do CNJ e fabricar um mandado de prisão falso contra o supremo Xandão. Fugiu antes de ser presa, virou foragida, entrou na lista vermelha da Interpol e acabou detida em Roma em julho. Agora o caso vai para o ministro da Justiça italiano, Carlo Nordio, que tem 45 dias para decidir se extradita ou não. Enquanto isso, Zambelli gravou um vídeo livre dedicando a vitória a Deus. Xandão que lute.
O Banqueiro Troca de Advogado (De Novo)
Vorcaro dispensou o criminalista Juca, o José Luis Oliveira Lima, depois de menos de três meses. Motivo: a proposta de delação que a equipe entregou foi considerada “insuficiente” e “seletiva” pela PF e pela PGR. Em outras palavras: o banqueiro estava omitindo o que os investigadores já sabiam. Além disso, houve uma discussão ríspida entre Juca e o terrivelmente supremo André Mendonça, que avisou que não receberia mais a defesa em seu gabinete. Juca respondeu que recorreria à Segunda Turma. Mendonça não gostou. Adivinha quem saiu?
Davizinho, Seu Suplente Tá com Problema
A PF indiciou Breno Chaves Pinto, segundo suplente do nosso estrela-mor do Senado, Davi Alcolumbre, pelos crimes de associação criminosa, tráfico de influência e corrupção ativa. A acusação: ele usava sua influência política para indicar cargos no Dnit no Amapá e direcionar licitações para as próprias empresas. São ao menos quatro pregões suspeitos em obras da BR-156, contratos que somam mais de R$ 60 milhões. O Coaf registrou R$ 3 milhões em saques em espécie. Tem conversa com servidor passando print interno do sistema antes da publicação dos editais. Tem reunião em hotel com pendrive. E tem trecho de diálogo em que o superintendente do Dnit pede ao suplente que “pressione” Alcolumbre para liberar empenhos. Davizinho disse que não tem nada com isso. Ahã, claro, claro.
Sextemos, BRASEW!
