14 outubro, 2025

Instituto Moreira Salles

 

IMS Poços apresenta exposição de Eduardo Coutinho, um dos principais cineastas brasileiros

Neste sábado (18/10), o IMS Poços abre a mostra Ocupação Eduardo Coutinho. Concebida pelo Itaú Cultural em parceria com o IMS, a exposição apresenta a trajetória e a obra de Eduardo Coutinho (1933–2014), um dos mais importantes documentaristas brasileiros, conhecido por explorar os limites entre realidade e ficção e por destacar a força da fala em seus filmes.

Com curadoria de Carlos Alberto Mattos, a ocupação reúne material audiovisual, documentos, fotografias, objetos pessoais e de colegas de profissão, além de trechos de filmes, como Jogo de cena e As canções. O público poderá conhecer de perto itens marcantes de seu processo criativo, como a cadeira usada em entrevistas, cadernos de anotações, roteiros e a máquina de escrever portátil do cineasta. 

“A potência da fala e a escuta atenta foram centrais na obra de Coutinho. Queremos que o público perceba essa força e também as nuances do jogo entre realidade e representação presentes nos filmes”, destaca Mattos. 
Programação de abertura: 
A exposição estará aberta ao público a partir das 9h. Às 16h, o Cinema do IMS Poços exibe o filme As canções, dirigido por Coutinho. Em seguida, às 17h45, o curador Carlos Alberto Mattos conduz uma visita mediada pela mostra. Encerrando a programação, às 18h30, o Chalé do centro cultural recebe o Kê que rola – Discotecagem e karaokê, comandado por MC Castor e DJ Leopac. O evento celebra a música e a memória afetiva coletiva, convidando o público a escolher e cantar suas canções preferidas. Além do karaokê, a DJ K-mina participa com um set especial de grandes sucessos da música brasileira. Todas as atividades são gratuitas. saiba mais
Sobre Eduardo Coutinho

Coutinho iniciou a carreira na ficção, como roteirista e diretor. Chegou ao documentário pelos caminhos da televisão, ao realizar reportagens para o Globo Repórter. Consagrou-se no gênero em 1985, com Cabra marcado para morrer, obra considerada um marco do cinema brasileiro e mundial. Em 1999, aos 66 anos, viveu um novo impulso criativo com Santo forte, ponto de partida para uma série de filmes consagrados: Babilônia 2000Edifício MasterPeõesO fim e o princípioJogo de cenaMoscouAs canções e Um dia na vida. Seu último trabalho, Últimas conversas, foi concluído por João Moreira Salles e lançado em 2015 no festival É Tudo Verdade. saiba mais
cinema | IMS Poços e IMS Paulista
Especial Eduardo Coutinho no cinema de Poços

O destaque do Cinema do IMS Poços dialoga com a abertura da Ocupação Coutinho. Durante todo o período da exposição, o centro cultural apresenta uma seleção de filmes do diretor, junto a textos críticos e outras atividades. No sábado (18/10), às 16h, a programação abre com a sessão gratuita de As canções. No domingo (19/10). às 16h, será exibido o clássico Dona Flor e seus dois maridos (1976), de Bruno Barreto, filme com roteiro adaptado por Coutinho. Durante a semana, também serão exibidos O último azul (quinta, às 19h), de Gabriel Mascaro, e Toque familiar (sexta, às 19h), de Sarah Friedland. Confira a programação completa aqui
49ª Mostra Internacional de Cinema de São Paulo

A partir desta quinta (16/10), o Cinema do IMS Paulista recebe parte da programação de um dos maiores festivais da América Latina, a Mostra Internacional de Cinema de São Paulo. Nesta edição, o festival apresenta mais de 370 títulos, entre longas, curtas e séries, de 80 países. No IMS, o público poderá conferir, até o dia 30 de outubro, filmes brasileiros e estrangeiros inéditos, que se destacaram em premiações nacionais e internacionais, além de obras restauradas, como Garota de Ipanema, de Leon Hirszman. A lista completa dos títulos exibidos no centro cultural será divulgada em breve no site do IMS. Confira a programação completa da mostra aqui.
exposições | IMS Paulista
Gordon Parks: a América sou eu

O IMS Paulista exibe a exposição Gordon Parks: a América sou eu. A retrospectiva apresenta a trajetória, a obra e o legado do fotógrafo Gordon Parks (1912-2006), que documentou a história da população negra norte-americana no século 20, dos movimentos sociais à vida cotidiana. A mostra reúne cerca de 200 fotografias, além de filmes, depoimentos e publicações. Entre as obras exibidas, estão retratos de nomes centrais do movimento negro americano, como Malcolm X, Martin Luther King e Muhammad Ali, além de séries consagradas que abordam temas como infância e religião. saiba mais
Paiter suruí, Gente de Verdade

O centro cultural também apresenta a mostra Paiter Suruí, Gente de Verdade: um projeto do Coletivo Lakapoy. A exposição exibe um acervo inédito de fotografias familiares tiradas majoritariamente pelo povo indígena Paiter Suruí. O acervo histórico inclui cenas e retratos produzidos desde a década de 1970, período em que as primeiras câmeras chegaram ao território, localizado entre Rondônia e Mato Grosso. Também são exibidos fotos e vídeos recentes, ressaltando a fotografia como uma ferramenta de memória, resistência e afirmação dos direitos indígenas. saiba mais
biblioteca de fotografia
Últimas semanas | Mostra de fotolivros indígenas

Até o dia 30 de outubro, a Biblioteca de Fotografia apresenta a exposição Mirada aos filhos da terra: o livro como território de imagem, memória e resistência dos povos indígenas. Com curadoria da museóloga, artista e pesquisadora Jé Hãmãgãy, a mostra propõe uma travessia visual do sul ao norte das Américas por meio de 20 fotolivros que tratam da construção, disputa e reapropriação das imagens dos povos originários. Entre os títulos apresentados, estão Ãpekôyp Yvy – Corpos Terra, de Priscila Tapajowara, Sandrieli Kaiowá e Vanessa Pataxó; Hêmba, de Edgar Kanaykõ Xakriabá; e Os Guarani Mbyá, de Vherá Poty e Danilo Christidis, considerada a primeira publicação fotográfica com coautoria indígena no Brasil. saiba mais
outros destaques
brasiliana fotográfica
O jornalista e abolicionista José do Patrocínio


Andrea Wanderley, editora e pesquisadora da Brasiliana Fotográfica, homenageia neste artigo José do Patrocínio (1853–1905), jornalista, escritor e um dos maiores líderes do movimento abolicionista no Brasil. Nascido em Campos dos Goytacazes, destacou-se pela oratória e pelos textos combativos, denunciando a escravidão e as injustiças sociais. Após a abolição, criou o jornal Cidade do Rio e continuou atuando na defesa da igualdade racial e dos direitos civis. Conhecido como o “Tigre da Abolição”, é lembrado como símbolo da luta pela liberdade e da força transformadora da imprensa. leia aqui
testemunha ocular
Um novo olhar para Antônio Gaudério


Aos 49 anos, o fotojornalista Antônio Gaudério sofreu um grave acidente e perdeu completamente a memória. Sua filha, Ana Aurora Borges, então com 13 anos, viu o trabalho do pai ser esquecido ao longo dos anos. Já adulta, decidiu resgatar esse legado. Em 2019, começou a revisitar o acervo de Gaudério, com negativos, filmes e HDs esquecidos, e passou a mostrar as imagens ao próprio autor. Hoje, aos 66 anos, Gaudério revisita o próprio acervo ao lado da filha, que vê nesse processo não apenas um resgate da memória pública, mas também uma nova forma de se relacionar com o pai. leia aqui
loja do IMS
Publicação | Gordon Parks

Com 312 páginas, o livro Gordon Parks: a América sou eu apresenta ao público a obra de um dos mais relevantes fotógrafos do século XX. A publicação ressalta a produção artística de Parks, engajada no combate ao racismo e na valorização das culturas negras. Resultado da parceria entre o IMS e a Fundação Gordon Parks, a edição reúne cerca de 300 fotografias, além de textos das curadoras Janaina Damaceno e Iliriana Fontoura Rodrigues, de Sergio Burgi, coordenador de Fotografia do IMS, e uma entrevista com o fotógrafo Walter Firmo. O livro traz ainda uma cronologia detalhada da vida e da obra de Parks, oferecendo um panorama abrangente de sua dimensão artística, política e humana. compre aqui
Legenda e crédito das imagens: Eduardo Coutinho e Adrian Cooper nas filmagens de O fio da memória (1991). Arquivo Eduardo Coutinho/Acervo IMS; Eduardo Coutinho. Foto de Zeca Guimarães; Cena de As canções, de Eduardo Coutinho; Capa da 49ª Mostra Internacional de Cinema de São Paulo; Mulher e cachorro na janela, Harlem, Nova Iorque, 1943. Foto de Gordon Parks/Cortesia © Fundação Gordon Parks; Zafinate Suruí, Aldeia Apoena Meirelles, 2024. As histórias vividas pelos bisavós de Zafinate foram sempre contadas por Itabira, seu pai. O bisavô Moykabeáh, ou Ikõr, que era o grande pajé, foi uma pessoa muito importante para o povo; com seus rituais espirituais, ele fazia a guarda da nação. Foto de Coletivo Lakapoy; Capas dos fotolivros presentes na mostra Mirada aos filhos da terra; José do Patrocinio, 189? /Acervo FBN;  Antônio Gaudério e a filha, Ana Aurora Borges, olham uma imagem do fotógrafo. Foto de Marina Monteiro. 
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