Destaques da Inteligência Artificial IA acelera o comércio mundial em 2025 Olá! A tecnologia pode ser o motor do crescimento do comércio mundial neste ano, se contrapondo às tarifas adotadas pelo presidente americano, Donald Trump, que restringiram as trocas entre países. Notícias de inteligência artificial (IA) nos negócios disputaram espaço nos últimos dias com informações relevantes nas finanças. Esses são os destaques desta edição. Acomode-se e boa leitura! Emergentes e gastos com IA salvam o comércio mundial em 2025Apesar do tarifaço de Donald Trump e enormes incertezas, o comércio mundial poderá crescer 2,4% em volume neste ano impulsionado pelo aumento de gastos com Inteligência Artificial e também com mais trocas entre o resto do mundo, principalmente entre as economias emergentes. O impacto das altas de tarifas unilaterais impostas pelos EUA se deslocou para o ano que vem. Significa que o comércio mundial de mercadorias deve se desacelerar em 2026, conforme projeções apresentadas pela Organização Mundial do Comércio (OMC). Os bens relacionados à IA — incluindo semicondutores, computadores servidores e equipamentos de telecomunicações — impulsionaram quase metade da expansão geral do comércio no primeiro semestre do ano, aumentando 20% em termos de valor em relação a 2024. 'Fintechs' e IA lideram nova fase do capital privado na AL, mostra estudoEmbora a atividade de capital privado, especialmente no segmento de venture capital, tenha mostrado algum arrefecimento na América Latina desde o pico de 2021-2022, os níveis observados no momento seguem bem acima das taxas vistas antes da pandemia. De acordo com o Milken Institute, o número de transações de private equity e venture capital na região aumentou 72% entre 2016 e 2024, no momento em que o foco dos investidores migra para "fintechs" (startups de tecnologia financeira), inteligência artificial e tecnologia climática. Entre janeiro de 2016 e junho deste ano, as empresas brasileiras representaram 44,2% de todas as transações de "fintechs" na região. No mesmo período, as empresas mexicanas captaram a segunda maior participação, com 23,7% das operações de capital privado em "fintechs". Companhias caminham para adoção mais madura da tecnologiaAs aplicações de IA já fazem parte das atividades de oito em cada dez empresas brasileiras, com foco em atividades administrativas e de atendimento ao cliente. Nos próximos meses, entretanto, a IA ganhará complexidade e um papel mais direto nos resultados de negócios. O estudo “Agenda de Negócios - Volume 2: Tecnologias”, da Deloitte, realizado entre janeiro e abril com 402 líderes de empresas brasileiras de grande porte, mostra que quase metade das organizações (49%) planeja incorporar IA em seus produtos ou serviços, sendo que 36% já se encontram em fase de testes ou implementação para esse fim. IA pode elevar produtividade de bancos de 35% a 50%O uso de novas ferramentas de inteligência artificial (IA) pode aumentar a produtividade entre 35% e 50% em várias funções bancárias, segundo um estudo do Boston Consulting Group (BCG). O levantamento aponta, contudo, que uma das grandes dificuldades atualmente é como dar escala ao uso de IA e obter todo o potencial dessa revolução. O estudo indica que os benefícios de produtividade com a digitalização têm sido pequenos até então em algumas regiões, apesar dos altos níveis de investimento. Entre 2018 e 2023, o ganho anual na métrica de ativos por empregado foi de cerca de 8,5% na Arábia Saudita; 5,5% na China; 4% na Indonésia; 3,5% no Brasil; 2,5% no Canadá; 1% nos EUA; 0,5% na Austrália; zero no Reino Unido; e -0,5% na Índia. ‘Mercados estão subestimando todo tipo de risco’, diz Bain CapitalCom o recente rali no mercado de ações americano e os spreads de crédito — diferença de rendimento entre títulos corporativos e públicos — próximos das mínimas históricas nos EUA, Jeffrey Hawkins, sócio e responsável por crédito e “special situations” da Bain Capital, avalia que esses mercados estão “subestimando todos os riscos”. Assim, o executivo diz preferir adotar uma abordagem mais cautelosa no momento, o que diverge do consenso de mercado, que está “olhando para além das turbulências de curto e médio prazo”. Hawkins afirma que parte desse otimismo no mercado de ações é sustentado pela tese dos investimentos em inteligência artificial, embora ainda tenha dúvidas em torno do quão rentável essa tecnologia pode ser para as empresas. Gostou dos temas?Compartilhe a postagem com colegas e amigos interessados no futuro da economia e da tecnologia. Para indicar a newsletter, basta copiar este link e enviar: https://valor.globo.com/newsletter/assine-newsletter/ Para ler mais sobre inteligência artificial, acesse este site , que reúne as notícias sobre a tecnologia. Você pode enviar críticas e sugestões para: natalia.flach@valor.com.br. Abraços, Natália Flach |