Nobel premia estudo sobre inovação Olá! O Nobel de Economia 2025 consagrou uma teoria elaborada há 30 anos que contribuiu para os debates atuais sobre a inteligência artificial. Notícias sobre inovação nos negócios disputaram espaço nos últimos dias com informações relevantes relativas ao meio ambiente. Esses são os destaques desta edição. Acomode-se e boa leitura! Inovação é laureada em prêmioO papel da inovação no crescimento econômico sustentado, as consequências para setores afetados pela chamada destruição criativa e as políticas de incentivo aos investimentos em pesquisa e desenvolvimento estão no centro dos estudos dos vencedores do Nobel de Economia de 2025, Joel Mokyr, Philippe Aghion e Peter Howitt. Os trabalhos dos premiados tratam do impacto, na economia, da chegada de novas tecnologias, que substituem as mais antigas. O tema remonta à Revolução Industrial, mas se mantém atual no momento de avanço da inteligência artificial e ritmo cada vez mais acelerado de mudanças tecnológicas. Para o pesquisador emérito do Instituto de Matemática Pura e Aplicada (Impa) e professor da Escola Brasileira de Economia e Finanças (FGV EPGE) Aloisio Araujo, os estudos contribuíram para os debates atuais sobre IA. “Muita gente perde emprego com substituição de tecnologias. Mas é possível compensar os perdedores. Sociedades modernas e democracias têm esse processo compensatório e isso deve continuar. E isso se aplica hoje à questão da inteligência artificial e às grandes empresas de tecnologia”. ‘Brasil não pode ser servo da tecnologia dos EUA’, alerta Nobel de EconomiaNa lógica de que a inovação por meio de novas ideias é motor do desenvolvimento econômico, o prêmio Nobel da Economia de 2018, Paul Romer, alertou que há um risco embutido nesse processo: o surgimento e fortalecimento de monopólios. Para o economista, essa situação já se manifesta no controle crescente da tecnologia e da inteligência artificial por parte de algumas gigantes do setor, o que também implica domínio sobre o comportamento social via redes digitais. No caso do Brasil — um dos países que mais utilizam esse tipo de tecnologia —, Romer recomenda regulação pública para preservar “a soberania digital e política”. “O Brasil não pode ser servo dos senhores feudais da tecnologia dos Estados Unidos. Não deixem que as gigantes da tecnologia destruam seus sistemas político e econômico”, recomendou o economista. Empresas brasileiras investem em servidores próprios para impulsionar negóciosAs companhias brasileiras seguem apostando em computadores servidores próprios e intensificaram investimentos, no último ano, para acompanhar as mais recentes inovações em inteligência artificial em suas operações, mostra pesquisa exclusiva da Kyndryl, antecipada ao Valor. A ascensão de servidores em nuvem, operados por companhias “white label”, como Amazon Web Services (AWS), Microsoft e Google Cloud, vinha diminuindo a importância de as empresas terem servidores próprios, os chamados mainframes, mas a pesquisa aponta uma reversão nesta tendência. "White label" é a empresa que desenvolve produto ou serviço que será comercializado por terceiro com sua própria marca. A pesquisa mostra também que a IA mudou de uma consideração futura para um gatilho de negócios atual: quase 90% das organizações no mundo e, também no Brasil, implantaram ou planejam implantar IA generativa nos seus mainframes como forma de impulsionar negócios. Monitoramento do clima avança e salva mais vidasUma expedição registrou tempestades na Amazônia, região com maior incidência de raios do planeta, usando uma interface inovadora de monitoramento climático. A série “Caça-Tempestades” revela a experiência liderada pelo trio formado pela cineasta Iara Cardoso, o cientista Osmar Pinto Jr. e o jornalista Ernesto Paglia. Após a exibição de uma versão compacta no “Fantástico”, a produção estreará no "History Channel". Osmar Pinto Jr., coordenador do Grupo de Eletricidade Atmosférica (Elat) do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), explica que as mudanças climáticas vêm reduzindo o ciclo de vida das tempestades na Amazônia, tornando-as mais rápidas e intensas. Com satélites, supercomputação e inteligência artificial, os dados podem ser processados em tempo real, criando séries longas que permitem analisar o comportamento de cada bioma. IA reforça as proteções para impedir ataquesProdutos baseados em inteligência artificial são cada vez mais usados na cibersegurança, abrangendo aplicações, conteúdo, dispositivos e web até o centro de operações de segurança. A tecnologia garante rapidez e eficiência na prevenção, detecção de anomalias e respostas rápidas em tempo real na infraestrutura de segurança das empresas. Há uma grande opção de ferramentas e serviços de gerenciamento de cibersegurança em tecnologias inovadoras, como IA e blockchain. Outra tendência é a filosofia Zero Trust (confiança zero), que estabelece políticas para cada conexão individual entre usuários, dispositivos, aplicativos e dados. Governança é a resposta contra ameaças de hackersTreinamento, conscientização e processos bem definidos. Para combater uma artilharia que dispara milhões de ataques cibernéticos por mês contra empresas e instituições financeiras, de saúde e de governos, toda tecnologia disponível pode se perder se não houver governança. As consequências do vazamento de dados vão desde impactos financeiros e sanções legais aos danos de reputação, que podem ter efeitos devastadores. Investir em segurança, concordam especialistas que se reuniram no Futurecom, passa por uma visão sistêmica da ameaça e dos recursos. Nesse cenário, não se deve esperar que “regras de bom senso” sejam as fiadoras da proteção. Gostou dos temas?Compartilhe a postagem com colegas e amigos interessados no futuro da economia e da tecnologia. Para indicar a newsletter, basta copiar este link e enviar: https://valor.globo.com/newsletter/assine-newsletter/ Para ler mais sobre inteligência artificial, acesse este site, que reúne as notícias sobre a tecnologia. Você pode enviar críticas e sugestões para: natalia.flach@valor.com.br. Abraços, Natália Flach |