Henrique Vaz, Mateus Costa-Ribeiro e Mike Mac-Vicar, da Enter
Aportes Enter. Fundada por Mateus Costa-Ribeiro, a legaltech levantou US$ 35 milhões (em torno de R$ 186 milhões, na conversão atual) em uma rodada Série A liderada pelo Founders Fund e acompanhada pela Sequoia. Com o aporte — o maior do tipo já registrado para uma startup brasileira de IA —, a empresa está avaliada em US$ 350 milhões. A Enter utiliza inteligência artificial para otimizar a defesa de empresas em ações judiciais de consumidores, e atende clientes como Mercado Livre, Airbnb, Santander, Itaú e Magalu. O capital será destinado a expansão da carteira de clientes, contratação de novos funcionários e ampliação da tecnologia para novas áreas, como contencioso administrativo e direito trabalhista.
BotCity. Com uma solução que auxilia grandes empresas na governança e no monitoramento de automações de processos, a startup anunciou a captação de R$ 65 milhões em uma rodada Série A . O aporte foi liderado pelo fundo norte-americano Four Rivers, com participação de Y Combinator, Astella, Upload Ventures e outros investidores, e será usado para estruturar o go-to market, ampliar a equipe e acelerar a expansão internacional nos EUA e na Europa. A empresa, que já havia captado R$ 15 milhões em 2021, tem triplicado seu crescimento anualmente e mira consolidar sua atuação global com o avanço da IA generativa e a crescente demanda por governança em automações.
Caf. A startup especializada em identidade digital e inteligência antifraude captou R$ 50 milhões em uma rodada liderada pelo L4 Venture Builder, reforçando sua expansão no Brasil e na América Latina. Fundada em 2019, a startup utiliza inteligência artificial para oferecer soluções de verificação de identidade e detecção de fraudes para bancos, fintechs, marketplaces, e-commerces e empresas de criptomoedas. O aporte permitirá acelerar o desenvolvimento de produtos que identificam fraudes em documentos não estruturados, além de expandir a atuação da Caf junto a clientes como iFood Pago, Vivo, Asaas, Localiza e Magalu.
Mappa. A startup de recrutamento por voz levantou recentemente US$ 3,4 milhões (cerca de R$ 18 milhões) em rodada liderada pela Draper Associates, com participação de fundos como Serac Ventures, Riverwalk Capital e SoGal Ventures. O aporte será destinado à expansão das equipes técnica e comercial, ao fortalecimento de integrações com plataformas como Airtable, Notion e Excel, e à escalabilidade da tecnologia proprietária, que analisa mais de 30 biomarcadores vocais para conectar candidatos e empresas com maior assertividade. A startup foi fundada em 2022 por Sarah Lucena nos Estados Unidos. Após faturar US$ 3,7 milhões em 2024, a Mappa projeta chegar a US$ 5 milhões em 2025 e US$ 10 milhões em 2026, preparando uma Série A nos próximos seis meses para acelerar a expansão global. WorkAI. A startup especializada em colaboradores virtuais de inteligência artificial acaba de captar R$ 5,5 milhões em uma rodada liderada pela M2 Digital, dos executivos Marcelo Zalcberg (ex-Herbalife Brasil) e Marcelo Smarrito (ex-Bodytech e XP). O investimento será usado para aprimorar a tecnologia, aumentar a agilidade dos atendentes virtuais e expandir sua aplicação para setores como e-commerce, varejo, logística e agronegócio. Com 25 clientes ativos e crescimento mensal entre 30% e 40%, a empresa projeta atingir 100 clientes e R$ 1 milhão em faturamento até o fim de 2025, consolidando sua proposta de entregar soluções de IA personalizadas e integradas a sistemas como WhatsApp, ERPs e CRMs.
Typcal. A foodtech paranaense focada no uso de fungos para desenvolver insumos para a indústria alimentícia levantou € 350 mil (cerca de R$ 2,1 milhões) em uma rodada liderada pela investidora belga Biotope. O aporte será usado para consolidar a tecnologia própria, expandir a operação comercial e inaugurar uma fábrica em Curitiba (PR) e uma filial na Bélgica. A Typcal se diferencia por ter um processo de fermentação patenteado, que utiliza resíduos da indústria de alimentos e produz uma proteína até 7 mil vezes mais eficiente do que a soja, com menor impacto ambiental. Com acordos já avançados com indústrias no Brasil e na Europa, a foodtech projeta faturar R$ 5 milhões em 2026 e prepara uma Série A para escalar a produção e multiplicar por dez o faturamento. |