Ciência e conservação se encontram na Casa de Portinari | O Museu Casa de Portinari recebeu o conservador Julio Moraes e a pesquisadora do Instituto de Física da USP Márcia Rizzutto em um encontro que destacou a importância do diálogo entre ciência e preservação. As visitas foram planejadas em conjunto, já que os estudos de conservação e restauro dependem dos dados levantados pela física para avançar nas propostas de preservação dos murais da Casa. No âmbito do Programa Conexões Museus SP, Márcia apresentou uma palestra voltada a profissionais de museus, ressaltando como a pesquisa científica complementa a prática da conservação. Atendendo a um pedido da equipe técnica, iniciou também uma nova investigação sobre a relação entre os murais e os pigmentos utilizados por Candido Portinari. Com quase quarenta anos de dedicação à coleção, Julio Moraes compartilhou experiências que enriqueceram a fala da pesquisadora e demonstrou entusiasmo com os resultados obtidos, em especial os relacionados à Capela da Nonna. O encontro reforçou a necessidade de manter viva a cooperação entre ciência e patrimônio para garantir a preservação do legado de Portinari. | |
 | Parcerias fortalecem projetos do Núcleo Educativo | O Núcleo Educativo do Museu e Auditório amplia sua atuação com iniciativas que unem educação, cultura e meio ambiente. Na Trilha Zig-Zag, em celebração ao Dia do Controle da Poluição, a equipe foi convidada a percorrer o caminho histórico e realizar a limpeza do local, em uma ação de conscientização sobre preservação e retirada de resíduos deixados pela ação humana. Outra frente é a participação no curso extensivo de monitores do Carde - Arte Design Museu, em parceria com o Projeto República da UFMG. A iniciativa incentiva a troca de saberes e forma novos agentes culturais, ampliando o alcance educativo das instituições. O setor também dá continuidade aos programas “Outono”, em um lar de idosos; “Todos no Museu”, com atividades na Casa Abrigo de Campos do Jordão, voltado ao atendimento de pessoas em situação de vulnerabilidade social; e “Mais Sentidos”, desenvolvido na APAE do município e voltado ao público com deficiência, com propostas lúdicas e sensoriais. As ações fortalecem o papel do Núcleo Educativo na construção de experiências inclusivas e transformadoras. |
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 | Exposição virtual revela a dança dos povos Terena e Kaingang | Já está disponível no site do Museu Índia Vanuíre a exposição virtual “A Dança como Representação dos Povos Terena e Kaingang de Kopenoti – Terra Indígena Araribá”. A mostra apresenta a dança como expressão cultural central das comunidades da Aldeia Kopenoti, traduzindo a ligação com a ancestralidade, a espiritualidade, a natureza e os laços comunitários que sustentam suas tradições. Ao trazer esse patrimônio para o ambiente digital, a exposição amplia o acesso e promove diálogos entre diferentes públicos. Estudantes, educadores, pesquisadores e a comunidade em geral encontram no recurso uma oportunidade de conhecer e refletir sobre a diversidade cultural indígena do Centro-Oeste Paulista, fortalecendo o respeito e a valorização dessas práticas. Mais do que uma mostra cultural, a iniciativa constitui um espaço de encontro entre mundos, em que a dança se afirma como linguagem viva e elo entre passado, presente e futuro. Ao documentar e difundir o significado das danças tradicionais, a exposição preserva memórias, transmite valores e reafirma a relevância dos povos de Kopenoti para a identidade plural do Brasil. |
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 | Manto coletivo: memórias compartilhadas no MCI | O Museu das Culturas Indígenas recebeu a oficina de criação de um manto coletivo, realizada em parceria com o Museu da Pessoa, dentro da ação “Vidas, Vozes e Saberes em um Mundo em Chamas”. A proposta reuniu diferentes participantes para compartilhar experiências e registrar narrativas sobre os impactos das mudanças climáticas, as lutas por justiça socioambiental e as formas de resistência e cuidado que surgem nos territórios e comunidades. A atividade foi conduzida por educadores e mediadores culturais das duas instituições, em um espaço de escuta e colaboração. Os presentes compartilharam suas histórias, narraram medos e incertezas frente à crise climática, mas também sobre sonhos de futuro, experiências de cuidado coletivo e soluções em construção nos territórios. Esse momento de troca inspirou a criação conjunta do manto coletivo, confeccionado com tecidos, linhas, tintas e resíduos reaproveitados. O resultado é uma peça carregada de significados, que costura memórias individuais e coletivas em uma narrativa comum. Esse manto seguirá viagem até Belém (PA), onde será exibido no Museu do Estado do Pará (MEP), no Palácio Lauro Sodré, durante a COP30 - a Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas. |
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