Destaques da Inteligência Artificial IA pode transformar a gestão pública Olá! A tecnologia tem impactado positivamente os servicos públicos ao redor do mundo, e a expectativa é que a adoção de iniciativas parecidas no Brasil se traduzam em benefícios para a população local em alguns anos. Notícias de inteligência artificial nos negócios disputaram espaço nos últimos dias com críticas ao uso das ferramentas. Esses são os destaques desta edição. Acomode-se e boa leitura! IA pode transformar serviços públicos no BrasilA inteligência artificial (IA) está ganhando protagonismo na transformação da gestão pública em todo o mundo. Com o avanço das tecnologias digitais, governos buscam soluções que tornem os serviços mais rápidos, acessíveis e eficientes . A IA surge como peça-chave nesse processo e já é possível identificar resultados. Segundo a edição 2025 da pesquisa “Government Trends”, da Deloitte, a adoção dessa tecnologia no setor público já não é mais uma promessa: trata-se de um movimento em expansão, com impactos concretos na vida dos cidadãos e das empresas. Em Buenos Aires, o chatbot Boti processou mais de 58 milhões de interações com a população em 2022, oferecendo atendimento 24 horas por dia. Já em Nova Jersey, nos Estados Unidos, o assistente virtual NJ AI Assistant ajudou a reduzir em 35% o tempo de resposta aos cidadãos e elevou em 50% a taxa de resolução de demandas da Receita Estadual. O Brasil quer ir nessa mesma direção. Por isso, o governo federal criou um grupo interministerial em maio para coordenar a construção do novo Plano Brasileiro de Inteligência Artificial, e a IA deverá acelerar a digitalização do país, promovendo avanços em áreas como saúde, segurança, educação, mobilidade e meio ambiente. Menos de um quinto das empresas está preparada para IA generativaInteligência artificial generativa (IA Gen) é um tema comum nas rodas de executivos, entretanto, a adoção da tecnologia pelas empresas ainda está longe de ser ampla. A pesquisa “IA Generativa no Brasil: o que diferencia a experimentação de transformação”, publicada pela MIT Technology Review Brasil em parceria com a Peers Consulting + Technology, aponta que apenas 17,7% das companhias estão plenamente preparadas no que se refere a essa inovação, com orçamento destinado para essas iniciativas. Outras 30,5% dizem que estão parcialmente prontas. Segundo os respondentes, as áreas em que a IA Gen são mais aplicadas são tecnologia da informação (57%), atendimento ao cliente (52%), operações (50%) e marketing e vendas (47%). Por outro lado, áreas de suporte, como por exemplo, RH, jurídico e finanças, aparecem em segundo plano na jornada de adoção. 'IA é uma das maiores iscas que a humanidade já produziu', diz NicolelisA inteligência artificial (IA) é "um dos maiores engodos" que a humanidade já produziu, afirma o médico e neurocientista Miguel Nicolelis. Para ele, a definição desse sistema é "nem inteligente, nem artificial" (Nina). Nicolelis afirma que o acrônimo "descreve a visão da vasta maioria dos neurocientistas da maior venda de 'snakeol' - o óleo de cobra que os americanos usam para descrever o que é enganação”. Nem os próprios neurocientistas conseguem descrever com precisão o que é a inteligência. “O que a gente [neurocientistas] chama de inteligência não tem a ver com o que os 'overlords' [líderes poderosos e dominantes] do 'Silicon Valley' chamam de IA, até porque, nenhum deles sabe o que está produzindo”, diz ele. O neurocientista afirma que quanto mais as pessoas delegam funções para a máquina, mais perde atributos cognitivos "e o cérebro vai percebendo que não precisa mais gastar energia com isso". Brasil lidera o otimismo sobre IA na América LatinaOs brasileiros são os mais otimistas entre os profissionais da América Latina em relação ao impacto da inteligência artificial no ambiente de trabalho. A conclusão é de uma pesquisa realizada pelo ADP Research, centro de pesquisa da ADP, multinacional de soluções de RH, com 38 mil trabalhadores em todo o mundo. “Um em cada quatro brasileiros [26%] acredita que a IA terá um efeito positivo em suas tarefas, enquanto a média regional é de um a cada cinco [19%]”, compara Mariane Guerra, vice-presidente Latam da ADP. “Esse otimismo, entretanto, não elimina o medo, pois 10% dos entrevistados dizem nutrir uma ‘preocupação’ em relação à possível substituição do seu trabalho, pela tecnologia.” Economia digital tem aumento de 38% na criação de vagasO número de trabalhadores na economia digital cresceu 38% em 2014 e 2024, para 2,1 milhões de pessoas . O crescimento foi de quase 40% entre 2014 e 2023, seguido por recuo de 0,8% em 2024, ante o ano anterior. O grupo considera apenas aqueles que trabalham em serviços de tecnologia da informação e comunicação (TIC), telecomunicações, além da fabricação, comércio e reparação de produtos de TIC. Os dados são de estudo dos pesquisadores da consultoria Macroplan Pedro Rubin e Pedro Gesteira, sob coordenação dos diretores Adriana Fontes e Éber Gonçalves, apresentado recentemente em XIX Encontro da Associação Brasileira de Estudos do Trabalho (Abet). O trabalho mostra a evolução dos empregos na economia digital nos últimos 11 anos e sua participação no total dos trabalhadores, assim como mudanças no perfil dos profissionais, por características como grau de instrução, posição na ocupação, renda e distribuição geográfica. A intensificação da digitalização das atividades após a pandemia e a integração do Brasil nas cadeias produtivas de serviços de tecnologia da informação ajudam a explicar o crescimento expressivo das vagas nos últimos anos, segundo os autores. Gostou dos temas?Compartilhe a postagem com colegas e amigos interessados no futuro da economia e da tecnologia. Para indicar a newsletter, basta copiar este link e enviar: https://valor.globo.com/newsletter/assine-newsletter/ Para ler mais sobre inteligência artificial, acesse este site , que reúne as notícias sobre a tecnologia. Você pode enviar críticas e sugestões para: natalia.flach@valor.com.br. Abraços, Natália Flach |