17 setembro, 2025

Destaques de Inteligência artificial

 

Inteligência Artificial

Terça-feira, 16 de Setembro de 2025

Destaques da Inteligência Artificial

IA tem impacto em mais da metade das grandes empresas do país

Dinheiro, capital, relógio

Olá!

A tecnologia tem impactado diretamente os negócios das empresas líderes de seus setores no Brasil. Notícias da inteligência artificial no marketing disputaram espaço nos últimos dias com temas de comportamento e futuro da humanidade.

Esses são os destaques desta edição. Acomode-se e boa leitura!

O papel da tecnologia no negócio das maiores companhias brasileiras

Mais da metade das empresas que integram o ranking do Valor 1000 diz que a inteligência artificial impacta de forma transformacional os seus negócios (52,6%). Para 42,1% das companhias, porém, os efeitos ainda estão focados em projetos e áreas específicas. Apenas 2,6% destacam que a adoção das ferramentas está em fase de estudos, enquanto outros 2,6% comentam que não esperam ter resultados relevantes no curto prazo. Ninguém, entretanto, disse que a tecnologia não provocará mudanças. A pesquisa foi realizada com os executivos de 28 empresas líderes de seus setores no Brasil.

Em comum, as ganhadoras são comprometidas com investimentos em eficiência, inovação e sustentabilidade. Das 28 empresas que compõem o time das campeãs desta edição, 15 já estavam no topo de seus setores no ano passado: AmbevSotreqRD Saúde AccionaAfyaCPFL EnergiaLojas RennerWEGGerdauCBMMSuzanoSmart FitB3Itaú Embraer.

IA tornou a humanidade mais valiosa do que nunca para o marketing

Os executivos-chefes de marketing (CMOs, na sigla em inglês) têm usado diversas ferramentas de inteligência artificial (IA) no dia a dia, mas ainda se fiam na criatividade humana para tornar a comunicação mais real e impactante. O medo deles é que as campanhas se tornem muito parecidas caso sejam direcionadas apenas pelas tendências dos algoritmos, ignorando conversas diretas com os consumidores. Para fugir da 'homogeneização' e garantir visibilidade, a saída tem sido investir no diferencial criativo da equipe. Essa é a conclusão de um estudo realizado pela agência japonesa Dentsu Creative com mais de 1.950 líderes seniores em 14 países, incluindo o Brasil.

Para 78% das pessoas ouvidas, a IA generativa nunca substituirá a imaginação humana, um sentimento que cresceu 13 pontos percentuais em relação a 2024. "Ironicamente, o levante das máquinas fará com que a humanidade se torne mais valiosa do que nunca", diz o relatório.

Opinião: a diferença entre correlação e causalidade

Imaginar o futuro a partir do avanço da IA, acreditando que a tecnologia é capaz de raciocinar de maneira estruturada como um humano, desconsidera que as relações de causa, efeito, interpretação crítica e questionamento da veracidade dos fatos são atributos essencialmente humanos. A máquina não cria causalidade, ou seja, ela opera sobre correlações estatísticas, ainda que em escala massiva, escreve o diretor do núcleo de inovação e empreendedorismo da FDC e conselheiro de administração e consultivo, Hugo Tadeu.

"Isso não diminui a importância das novas tecnologias. Pelo contrário: conhecer seu potencial deve fazer parte da agenda de qualquer profissional. Mas é fundamental manter a curiosidade, o pensamento crítico e o aprendizado contínuo, sob pena de nos tornarmos 'marionetes digitais', replicando informações de forma acrítica e sem a devida verificação."

Livro: IA pode resolver crises globais e desafiar a autonomia

Entre os lançamentos do mês, está o livro "Gênesis - Inteligência artificial, esperança e espírito humano", da editora Alta Books, no qual os autores Henry A. Kissinger, Craig J. Mundie e Eric Schmidt revelam o impacto real da IA e os dilemas que moldarão o futuro da humanidade. Os escritores mostram como a tecnologia pode tanto resolver crises globais quanto desafiar nossa autonomia, crenças e julgamento. Assim como ela abre caminho para avanços extraordinários, também impõe riscos sem precedentes.

O que leva a geração Z a deixar o sexo em segundo plano

“apagão sexual” da geração Z, que compreende pessoas nascidas entre 1995 e 2010, pode estar ligado à diminuição do tamanho das famílias, o que permite um olhar mais atento para os indivíduos e pode atrapalhar a independência, a liberdade e até mesmo privacidade — e, por tabela, o começo da vida sexual —, de acordo com o livro “iGen: por que os garotos e garotas superconectados de hoje estão crescendo menos rebeldes, mais tolerantes, menos felizes e completamente despreparados para a idade adulta” (nVersos Editora).

O consumo da pornografia também pode estar relacionado, assim como a pressão das redes sociais sobre a aparência física e o estilo de vida. Como os jovens suspeitam que jamais chegarão a ter relações íntimas e vidas iguais àquelas que veem na tela de seus computadores, preferem, mesmo que inconscientemente, não ter relação nenhuma.

A psicanalista Maria Homem diz que a sociedade está diante de uma diminuição geral da relação com o outro de carne e osso, de presença, de corpo, de cheiro, de embate, de conflito direto. “Quem sabe um dia isso tudo, junto com inteligência artificial, junto com avanços na qualidade de imagens e com melhores tecnologias vestíveis [óculos, luvas e peles sintéticas, talvez adereços em nossos órgãos sexuais], faça com que possamos de fato nos livrar por completo do outro. Mas, será que é isso que a gente quer?”

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Natália Flach

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