Parece bobagem, mas é muito fácil cair em ciladas durante a tentativa de perder peso. Acelerar o processo de emagrecimento, pular refeições ou mudar radicalmente de hábitos são estratégias prejudiciais para a saúde e o bem-estar, e acabam boicotando a esperada redução na balança. Especialistas e a ciência concordam que o método mais eficaz é aquele feito de forma progressiva, sem sofrimento, com a adoção de medidas alimentares e de estilo de vida que possam ser mantidas ao longo do tempo. Quanto mais sustentável esse percurso, maior a chance de o peso perdido não voltar. A seguir, veja o que evitar: 1. Pressa para queimar gorduraA ansiedade por resultados rápidos costuma levar à busca por soluções milagrosas, como dietas extremamente restritivas ou promessas de emagrecimento acelerado. O problema é que focar apenas em cortar calorias, sem melhorar a qualidade dos alimentos e a relação com a comida, tende a gerar um ciclo de perda e ganho de peso. O déficit calórico é importante, mas, sem mudança de hábitos, o corpo reage tentando recuperar o que foi perdido. Resultado: frustração e efeito sanfona. 2. Cortar todo tipo de carboidrato Reduzir drasticamente o consumo de carboidratos pode causar fadiga, dores no corpo e queda de energia, já que eles são uma das principais fontes de combustível do organismo. Isso não significa, porém, que devam ser consumidos sem critério. O maior problema está no excesso de carboidratos de baixa qualidade, como açúcar refinado, pães brancos, massas, fast-food, biscoitos e ultraprocessados. Para pessoas saudáveis, os carboidratos devem representar entre 45% e 65% das calorias diárias, priorizando frutas, legumes, tubérculos, grãos integrais e leguminosas. 3. Ignorar a primeira refeição do diaPular o café da manhã ainda é visto por muitos como uma forma de economizar calorias e forçar o corpo a queimar gordura. A ciência mostra o contrário: quem se alimenta ao acordar tende a ter menor risco de obesidade. Estudos com dezenas de milhares de participantes indicam que pessoas que tomam café da manhã apresentam, em média, IMC mais baixo. Comer logo cedo aumenta a saciedade e reduz o consumo exagerado de calorias ao longo do dia. 4. Evitar frutas por medo de engordarA desconfiança em relação às frutas costuma surgir por causa da frutose, um açúcar natural presente nelas. O erro está em ignorar o pacote completo: frutas também fornecem fibras, vitaminas, minerais e compostos bioativos que ajudam no controle do apetite e no bom funcionamento do organismo. As fibras, em especial, aumentam a saciedade e contribuem para o controle do peso quando as frutas fazem parte de uma alimentação equilibrada. 5. Substituir refeições por shakes e sopas Dietas líquidas, à base de shakes ou sopas, prometem emagrecimento rápido, mas não têm comprovação científica sólida de eficácia no longo prazo. Além disso, a falta de textura reduz a sensação de saciedade, fazendo com que a fome volte rapidamente. Por serem altamente restritivas, essas estratégias dificilmente são mantidas e não promovem reeducação alimentar. Ao abandoná-las, a tendência é retomar antigos hábitos e recuperar o peso perdido. 6. Retirar o leite da alimentação sem necessidadeEliminar leite e derivados acreditando que isso reduz inflamação ou evita ganho de peso é um equívoco comum. Para quem não tem intolerância à lactose ou alergia às proteínas do leite, esses alimentos não são vilões. O leite contém gorduras com ação anti-inflamatória e compostos associados à proteção cardiovascular. O que realmente favorece inflamação e ganho de peso é o consumo excessivo de açúcares, gorduras saturadas e alimentos ultraprocessados. *Com informações de reportagem de VivaBem. |