Jovens ampliam rejeição à IA e às big techs![]() Olá! Cresce uma rejeição simultânea à inteligência artificial e às big techs entre jovens, justamente no momento em que essas empresas prometem transformar o trabalho e a vida social. O ex-CEO do Google, Eric Schmidt, pôde comprovar a falta de otimismo da nova geração ao fazer um discurso na formatura dos alunos de 2026 da Universidade do Arizona na sexta-feira (15). Ele foi interrompido diversas vezes por vaias ao longo dos 14 minutos de discurso. A rejeição não se limita à IA. O pano de fundo da revolta é uma contradição envolvendo as big techs. Embora critiquem as gigantes de tecnologia, os jovens seguem como usuários intensivos das plataformas. Schmidt parece não ter encontrado os melhores argumentos para conter a fúria da plateia. Disse, em meio às vaias, que entendia o medo dos jovens. Medo do futuro, das máquinas, de empregos desaparecendo, enfim, "uma bagunça que não foram vocês que criaram". As vaias aumentaram. Mas o desconforto da nova geração parece ir além do medo de perder empregos para máquinas. Um estudo realizado pelo Pew Research Center em 2025 apontou que 53% dos americanos acreditam que a IA tende a piorar a capacidade de as pessoas pensarem criativamente e formar relacionamentos significativos. E isso se intensifica entre os mais jovens. A desconfiança não se restringe à nova geração. O mesmo relatório mostra que metade dos cidadãos americanos está mais preocupada do que otimista com a IA. E a desinformação on-line está entre os principais motivos. Na Nasdaq, as ações da Alphabet, controladora do Google, caíram 2,34% nesta terça-feira (19). O contraste foi simbólico: no mesmo dia em que o Google anunciou novas ferramentas de IA para seu mecanismo de busca, investidores reduziram exposição à big tech. Diante de gastos de capital estimados em US$ 190 bilhões pela companhia, quem põe dinheiro no negócio pode ter se perguntado se haverá retorno. Com essas e outras reflexões, acomode-se e vamos às notícias! Elon Musk perde processo contra OpenAI sobre desvio de missão da empresaO julgamento do processo aberto por Elon Musk contra a OpenAI terminou com derrota para o bilionário dono da Tesla e da SpaceX. Musk perdeu por unanimidade na votação do júri do tribunal federal de Oakland, na Califórnia, em primeira instância. O júri entendeu que OpenAI não é responsável perante Musk por supostamente ter se desviado de sua missão original de beneficiar a humanidade. Além disso, concluiu que Musk entrou com o processo tarde demais e os fatos já haviam expirado. No tribunal, o homem mais rico do mundo não prevaleceu sobre a empresa que ele mesmo ajudou a criar e, talvez por uma falha na perspectiva futura do negócio, deixou a sociedade antes de a startup explodir no mercado com o sucesso do ChatGPT. Por trás desse processo estão a insatisfação do bilionário com o crescimento meteórico da OpenAI — hoje avaliada em US$ 852 bilhões no mercado privado após sua rodada de captação mais recente —, o que deflagrou movimentos para tentar superar aquela que se tornou sua rival. Do lado da OpenAI, o risco de travar a oferta inicial de ações (IPO) que a companhia pretende fazer fica praticamente anulado. Mas essa derrota não encerra o caso. Os advogados de Musk prometem recorrer e a batalha deve prosseguir. O que a IA precisa aprender para ser 'super'A ausência de um modelo científico capaz de explicar como a inteligência humana constrói e interpreta a realidade impõe um importante limite estrutural ao avanço da inteligência artificial geral (IAG), segundo especialistas. Sem esse entendimento, os sistemas podem se aproximar do comportamento inteligente, mas tendem a permanecer distantes de um modelo cognitivo equivalente ao do cérebro humano, o que manteria a IAG mais no campo da utopia tecnológica do que de um objetivo factível no curto prazo. Especialistas explicam por que a IAG ainda não foi construída, embora empresas prometessem apresentar a novidade em 2025. Para Luis Lamb, conselheiro especial de inteligência artificial do AI Innovation Institute da Stony Brook University, em Nova York, os sistemas podem se tornar mais eficientes, mas permanecem limitados ao reconhecimento de padrões, sem desenvolver compreensão do mundo nos termos humanos. Confira as explicações de Lamb e de outros pesquisadores sobre o assunto. Intel pressiona fabricantes de PCs a migrar para chips mais avançadosNa guerra de semicondutores, a Intel está incentivando fabricantes de notebooks e PCs a adotarem seus chips mais avançados para computadores pessoais. A iniciativa ocorre em meio à pressão crescente da demanda por capacidade de processamento voltada à inteligência artificial. Além disso, a companhia tenta aproveitar a corrida da IA para recuperar protagonismo na produção de semicondutores avançados. Há relatos também de que a escassez de CPUs já supera a de chips de memória. Confira os detalhes na reportagem do Nikkei Asia. Os avanços da IA na análise dos CEOs da Nvidia e DellOs principais avanços da inteligência artificial foram debatidos durante a abertura do Dell Technologies World 2026, em Las Vegas, nos Estados Unidos, na segunda-feira (18), pelo fundador e CEO da Dell, Michael Dell, e o chefe da Nvidia, Jensen Huang, segundo reportagem da jornalista Thâmara Kaoru, na Época Negócios. Nesse palco, o CEO da Nvidia destacou a era da IA útil, em uma referência aos sistemas que automatizam fluxos de trabalho e resolvem problemas do dia a dia. Ao apresentar um exemplo prático do uso do sistema, Huang afirmou que os resultados de adoção de IA generativa, antes mínimos, agora mudaram com os sistemas agênticos (modelos que atuam autonomamente). A demanda para esses modelos cresceu entre 100 e 1.000 vezes no meio empresarial, o que demonstra maior adoção da tecnologia nas companhias. Michael Dell fez recomendações sobre o uso de agentes autônomos que, por passarem a operar com credenciais, memória e acesso a dados corporativos, precisam de uma nova arquitetura de proteção digital. No futuro, um engenheiro poderá orquestrar agentes de IA, diz o chefe da Nvidia. Nesse cenário, portanto, o profissional especializado humano não será substituído, mas sim dominará a tecnologia. Outra recomendação sobre a inteligência artificial empresarial foi feita pelo presidente da Dell para América Latina, Luís Gonçalves: É preciso considerar a IA como uma iniciativa de médio e longo prazo, e não como um projeto pontual. Aproveite a leitura!Compartilhe a publicação com colegas e amigos interessados no futuro da economia e da tecnologia. Para indicar a newsletter, basta copiar este link e enviar: https://valor.globo.com/newsletter/assine-newsletter/ Para ler mais sobre inteligência artificial, acesse este site, que reúne as notícias sobre a tecnologia. Você pode enviar críticas e sugestões para: ivone.santana@valor.com.br Abraços, Ivone Santana Editora-assistente de Ciência e Inovação do Valor |
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