Uma grande questão preocupa o governo Lula nesta pré-campanha eleitoral em que o presidente tenta a reeleição: se a economia está melhorando, por que o eleitor não está percebendo isso no dia a dia? O colunista Leonardo Sakamoto dá uma pista: estudo do Ibevar (Instituto Brasileiro de Executivos de Varejo) e da FIA Business School, citado em reportagem de João José Oliveira no UOL, mostra que as bets, as apostas online, se tornaram o maior fator de endividamento das famílias. Para Sakamoto, há o risco de as bets acabarem com o governo que, ironicamente, foi o que tentou regulá-las. Já Vinicius Torres Freire, da Folha de S.Paulo, argumenta que a queda de Lula nas pesquisas se deve a problemas velhos na gestão da economia, inclusive alguns que ele próprio criou. E a colunista Mariana Barbosa relata que o problema do endividamento não é devido apenas à taxa de juros, mas também ao excesso de bancarização (e de crédito) proporcionado pela tecnologia e não devidamente regulamentado. Já Hélio Schwartsman, da Folha, afirma que, apesar do vaivém das pesquisas, Lula segue sendo um candidato competitivo mesmo se a guerra do Irã piorar muito a economia. Schwartsman lembra que todo presidente no cargo é competitivo —e até Bolsonaro foi, mesmo com a pandemia, a inflação da Guerra da Ucrânia e com ameaças de golpismo. Leonardo Sakamoto: Bets se tornam adversárias eleitorais de Lula ao endividar trabalhadores Vinicius Torres Freire: Nervoso com pesquisas, Lula 3 descobre só agora problemas velhos, alguns que ele mesmo criou Mariana Barbosa: Não é só a taxa de juros, presidente Helio Schwartsman: O vaivém das pesquisas Fábio Zanini: Se 1/3 da população não é Lula nem Flávio, por que a terceira via não emplaca? José Roberto de Toledo e Thais Bilenky: Ceará é laboratório de eleição presidencial para Lula Mônica Bergamo: Grupo de Boulos e Erika Hilton decide disputar eleição pelo PSOL, mas pode sair depois |