Bom dia!
As bolsas globais vão terminando a semana em viés de queda, com investidores se conformando com o fato de que a guerra no Oriente Médio ainda vai se estender por bastante tempo. O lado meio cheio do copo, por outro lado, vem dos recuos do presidente americano, Donald Trump.
Na quinta, ele adiou mais uma vez o ultimato dado ao Irã para a reabertura do Estreito de Ormuz. Se por um lado isso significa que o petróleo da região continua represado, por outro poupa a infraestrutura necessária para o escoamento da produção quando houver uma solução para o conflito.
O petróleo avança na faixa de 1,5% e se reaproxima dos US$ 110 por barril do tipo brent, a deixa para as bolsas recuarem. O EWZ, fundo que representa as ações brasileiras em Nova York, acompanha a tendência negativa e cede cerca de 0,5%.
O Brasil começa a assimilar os impactos da guerra sobre a economia. Na véspera, o IBGE apontou que o IPCA-15 avançou mais do que esperado, puxado pelos preços dos alimentos. Reajustes nas contas de luz também devem influenciar a inflação ao longo do ano, tudo isso sem falar nos efeitos mais diretos do choque do petróleo, que já levou a reajustes dos combustíveis nas bombas.
A turbulência chega em um momento em que a economia segue resiliente. Nesta sexta, o IBGE divulgará a taxa de desemprego, que vem se mantendo nas mínimas históricas. Bons negócios.
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