26 março, 2026

Agência Patrícia Galvão

 


26 de março de 2026

 

Três de cada dez vítimas de feminicídio no Brasil já tinham registrado denúncia contra o autor  
[Folha de S. Paulo] Dados inéditos do Ministério da Justiça mostram que 30% das mulheres vítimas de feminicídio no país em 2025 já tinham registrado denúncia contra a pessoa que viria a ser o autor do assassinato. No ano passado, o Brasil bateu recorde desse tipo de crime, com 1.561 casos registrados, uma média de quatro vítimas por dia. O total supera os 1.501 registros de 2024 e é o maior da série histórica em dez anos. Das 481 (30,8% do total) mulheres que registraram boletim de ocorrência contra o autor, 20% foram mortas em até 24 meses após o primeiro registro. Os dados não mostram quantas tiveram medidas protetivas solicitadas e disponibilizadas. Foto: Freepik. Mais »

Um quarto das estudantes adolescentes já foi alvo de violência sexual 
[Agência BrasilUm quarto das estudantes adolescentes do Brasil já sofreu alguma situação de violência sexual, incluindo toques, beijos ou exposição de partes íntimas sem consentimento. O alerta faz parte da Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar (PeNSe), divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Em relação a 2019, último ano em que a pesquisa foi feita, o percentual de meninas que relataram essas violências nas respostas aumentou 5,9 pontos percentuais. O IBGE destaca ainda que 11,7% das estudantes entrevistadas contaram que foram forçadas ou intimidadas para se submeterem a relações sexuais. Nesse caso, o aumento em relação a 2019 foi de 2,9 pontos percentuais. Mais »

[Folha de S. PauloNo país, o câncer do colo do útero matou quase 20 mulheres por dia em 2025, com 7.249 óbitos no ano, segundo dados preliminares do Ministério da Saúde. Para o triênio 2026-2028, o Inca (Instituto Nacional de Câncer) estima 19.310 casos novos por ano, número superior ao triênio anterior (2023–2025), quando a estimativa era de 17.000. Segundo a estimativa do Inca para o triênio 2026-2028, nas regiões Norte e Nordeste, o câncer do colo do útero ocupa a segunda posição entre os tipos mais incidentes em mulheres, atrás apenas do câncer de mama. A taxa de incidência no Norte é de 22,79 casos por 100 mil mulheres, quase o dobro do Sudeste, de 14,06. No Amazonas, chega a 28,57, a mais alta do país. Mais »

Outras Notícias    
'Serei a próxima': casos de violência contra mulher criam onda de ansiedade 

Dayse: a guardiã que ninguém protegeu, por Samira Bueno 

Se nós os parimos, por que eles nos matam?, por Valcléia Lima 

Além da violência: os impactos psicológicos do estupro coletivo na vida das mulheres 

Como a violência contra a mulher também afeta crianças? 

Machismo no futebol brasileiro: 8 episódios que expõem violência e desigualdade de gênero 

Centro vai integrar dados para combater violência contra mulheres 

Senado Federal aprova projeto que torna misoginia crime equivalente ao de racismo 

Falta de dados raciais impede políticas eficazes de combate à violência de gênero 

Hospital Cachoeirinha volta a oferecer aborto legal após decisão judicial 

Defensorias Públicas são chave para acesso ao aborto legal, mas barreiras persistem 

CIDH insta o Brasil a respeitar e garantir o direito ao parto humanizado 

Mulheres negras produzem 44% do trabalho de cuidado no país 

70% das mulheres com deficiência nunca foram promovidas 

Mulheres no Brasil trabalharam “de graça” até agora em 2026 

Mulheres e meninas são mais afetadas por desigualdade no acesso à água 

Agenda
f605397920ddfc798626.jpgEnap abre inscrições para o curso “O Protagonismo das Mulheres: passos para a atuação política das mulheres em espaços de poder e decisão” 
Que tal fortalecer sua atuação política ou dar os primeiros passos nesse caminho? Essa formação online e gratuita convida à reflexão sobre igualdade de gênero e a presença das mulheres em espaços de poder e tomada de decisão. O curso tem 30 horas de duração e é oferecido na plataforma da Escola Virtual de Governo. O conteúdo está dividido em três módulos: a trajetória das mulheres na política; políticas de igualdade de gênero e mecanismos de incentivo à participação feminina; e os desafios e barreiras enfrentados na ocupação desses espaços. Promovido pela Enap, com conteúdo do Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania, o curso é aberto ao público. Inscreva-se! Mais »

Violência contra as Mulheres em Dados  

                                               
f605397920ddfc798626.jpg
47% dos assassinatos de mulheres em 2024 foram cometidos com arma de fogo 
A 5ª edição do relatório Pela vida das mulheres: O papel da arma de fogo na violência de gênero, elaborado pelo Instituto Sou da Paz, apresenta um panorama da violência letal e não letal contra as mulheres, com foco no uso de armas de fogo. Com base em dados da saúde e da segurança pública, o estudo mostra que a violência segue presente e desigual — com crescimento dos feminicídios e maior impacto sobre mulheres negras. A análise também destaca diferenças regionais, os meios de agressão e como o uso de armas aumenta a letalidade. Mais »

imagem