Bom dia, investidor, Confira os destaques de hoje: - Desemprego sobe para 5,8% no trimestre encerrado em fevereiro
- EUA: confiança do consumidor deve apresentar piora
Desemprego sobe para 5,8% no trimestre encerrado em fevereiro- A taxa de desocupação voltou a crescer no trimestre encerrado em fevereiro, atingindo 5,8%, segundo a Pnad (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios) Contínua Mensal, divulgada hoje pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). O número representa 6,2 milhões de pessoas em busca de emprego, 600 mil a mais do que no trimestre encerrado em janeiro.
- A perda de vagas foi concentrada em administração pública, defesa, seguridade social, educação, saúde e serviços sociais (menos 696 mil pessoas) e na construção (menos 245 mil), setores que historicamente encolhem no início do ano com o encerramento de contratos temporários. Mesmo assim, a taxa é a menor para um trimestre encerrado em fevereiro desde o início da série histórica, em 2012.
- A população ocupada recuou 0,8% no trimestre, somando 102,1 milhões de pessoas, queda de 874 mil postos ante o período anterior. Na comparação anual, porém, o saldo é positivo: alta de 1,5%, com 1,5 milhão de ocupados a mais do que no mesmo trimestre de 2024. O salário real habitual de todos os trabalhos atingiu novo recorde, chegando a R$ 3.679, alta de 2,0% no trimestre e de 5,2% em 12 meses.
EUA: confiança do consumidor deve apresentar piora- A Universidade de Michigan divulga hoje a leitura final do índice de sentimento do consumidor americano de março, com expectativa do mercado em torno de 54 pontos. A leitura preliminar foi de 55,5, recuando em relação aos 56,6 registrados em fevereiro, o que já indicava piora do humor das famílias americanas com o cenário à frente.
- O subíndice de expectativas ficou em 54,1 na leitura prévia, abaixo da percepção de condições correntes (57,8 pontos), sinalizando que o pessimismo está concentrado no futuro, não no presente. Entre os fatores que pesam sobre o sentimento estão as tensões geopolíticas envolvendo EUA e Irã e as expectativas de inflação para os próximos 12 meses, que estão em 3,4%, ainda acima da faixa de 2,3% a 3,0% observada no pré-pandemia.
- Um resultado acima de 54,0 tende a ser interpretado como ligeiramente positivo para consumo e atividade, podendo pressionar dólar e juros longos na margem. Abaixo desse nível, reforça a ideia de desaceleração do consumo nos EUA, o que pode influenciar bolsas e abrir espaço para apostas em cortes de juros pelo Fed ao longo do ano.
Veja o fechamento de dólar e Bolsa na quinta (26): - Dólar: +0,69%, a R$ 5,256
- B3 (Ibovespa): -1,45%, aos 182.732,67 pontos.
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