A Pedigree lançou ontem (26) a plataforma melhoramigo.ai, uma ferramenta que pretende estimular a adoção responsável de cães de estimação.
O teaser da campanha, focada no digital e mídia exterior, prometia uma inteligência artificial capaz de encontrar um 'novo melhor amigo'.
A iniciativa ainda teve a participação do influenciador Felipe Pereira, o Felca. No vídeo pré-lançamento, ele questionou a utilização de uma ferramenta de IA para escolhas de amizades.
Agora, Felca explica que a IA não substituirá um amigo de verdade, mas que, com a plataforma, é possível encontrar um cão disponível para adoção -e que ele pode, sim, ser seu melhor amigo.
Na busca
A melhoramigo.ia é uma plataforma que pretende facilitar o processo de busca por animais. Para isso, há um "teste de compatibilidade" entre o potencial tutor e os cães disponíveis, com base em perguntas que traçam a personalidade do usuário para encontrar o cão que mais combina com o seu estilo de vida.
A iniciativa é uma espécie de segunda fase da campanha "Caramelo", que fez sucesso no ano passado, e divulgava a adoção responsável. O UOL Mídia e Marketing conversou com Ricardo Marinho, gerente de marketing de Pedigree na Mars Pet Nutrition Brasil. Confira:
Como surgiu essa nova fase da campanha?
A gente prefere enquadrar o movimento como mais uma ação dentro do programa "Adotar é Tudo de Bom", que já tem 17 anos de existência e soma 88 mil cães encaminhados para novos lares.
Depois do sucesso da campanha anterior, que focava na dura realidade do abandono, a ideia agora foi mudar o ponto de vista da comunicação sem alterar o propósito.
Em vez de explorar o problema, a nova abordagem destaca o impacto positivo que um cachorro pode ter na vida das pessoas: seja na rotina, na saúde emocional ou na sensação de companhia. É uma lente diferente para o mesmo propósito, que é estimular a adoção responsável.
A iniciativa também incorpora tecnologia ao processo, com uma ferramenta que ajuda a aproximar perfis de tutores e pets, mas sem abrir mão da responsabilidade: a decisão final continua passando pelo contato presencial e pelo processo conduzido pelas ONGs parceiras.
Como o Felca entra nessa iniciativa?
A escolha do Felca como parceiro passa por um processo criterioso de análise de risco e potencial, algo que já havia sido feito em campanhas anteriores.
No caso específico desta ação, pesou o alinhamento dele temas como saúde mental e comportamento, além da forma como ele conduz debates públicos.
Ele traz pontos relevantes, diferentes perspectivas e faz isso com cuidado, sem estimular polarizações. Esse equilíbrio é essencial para uma campanha que toca em questões sensíveis, como solidão, relações humanas e adoção de animais.
Ao mesmo tempo, o alcance dele também foi determinante: a ideia é ampliar a conversa e engajar mais pessoas, mas de maneira responsável, construtiva e humana. Ele tem esse balanço entre impacto e cuidado, que era o que a gente buscava.
E como fazer mais sucesso do que com Caramelo?
A avaliação interna é de que não se trata exatamente de "superar" Caramelo, mas de evoluir a discussão e ampliar o território da causa.
Por isso, os indicadores de sucesso vão além de métricas tradicionais de campanha. Um dos principais KPIs continua sendo o fortalecimento da associação da marca com o tema da adoção, algo medido por pesquisas recorrentes.
Além disso, a empresa acompanha o número de adoções geradas, tanto de forma direta, via plataforma, quanto indireta, a partir do aumento da conscientização.
Há ainda o monitoramento da repercussão: volume de conversas, engajamento e, principalmente, o tom dessas interações, para entender se o tema está sendo tratado de forma positiva.
Embora exista também uma leitura de impacto em vendas, ela tende a ser mais indireta nesta campanha. Mais do que repetir um case, a ideia é manter o assunto relevante, gerar conversa e, principalmente, aumentar o número de cães adotados.