O candidato a ministro do Supremo Tribunal Federal precisa de uma campanha bem estruturada para passar por sabatina e votação no Senado. O candidato que não tem o apoio da cúpula do Congresso precisa de muito mais. O ministro-chefe da AGU (Advocacia-Geral da União), Jorge Messias, foi indicado pelo presidente Lula, contrariando o apoio ostensivo da maioria dos senadores a Rodrigo Pacheco (PSD-MG). Encontrou um ambiente inóspito no Salão Azul do Congresso Nacional e vem precisando amassar barro há quatro meses, desde o anúncio de seu nome. Aliados do governo fecharam as portas, mas alguns nomes da oposição foram mais receptivos. E, se isso ocorreu, é preciso dar o crédito a um aliado improvável e fundamental. O ministro do STF André Mendonça, indicado pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) como o "terrivelmente evangélico" do tribunal, identificou-se com Messias. Depois de muitos cafés e de um périplo por gabinetes nos três Poderes, descobrimos como Mendonça se tornou vital para o "calvário" de Messias: com quem ele falou, que portas abriu e que gestos fez para cooperar com o "irmão de fé". As semelhanças entre os dois são muitas. E, em Brasília, algumas relações se forjam assim, contra as expectativas e os interesses. A aliança entre Messias e Mendonça, sem dúvida, é uma dessas surpresas que o roteiro da política nacional nos oferece. LEIA A REPORTAGEM COMPLETA NO UOL PRIME |