Depois de quase uma década dominada por modelos Bluetooth, um movimento curioso começa a ganhar força no segmento de fones de ouvido: consumidores estão redescobrindo os modelos com fio. O que parecia um retrocesso tecnológico, na prática, revela uma mudança de comportamento. Dados recentes da empresa de pesquisas de mercado Circana indicam que, embora os modelos sem fio ainda representem a maior parte do mercado, os fones com cabo voltaram a crescer em 2026, com aumento de receita e interesse impulsionado por nichos específicos e também pela cultura digital. A pesquisa mostra que a tendência "wired" ganhou ainda mais força no segundo semestre de 2025, com um aumento de 10% nas vendas entre julho e dezembro. Depois de anos em que conveniência e recursos extras dominaram a narrativa do mercado (cancelamento de ruído, assistentes virtuais, multiponto), uma parte do público começa a priorizar outros pontos: Menos dependência de carregadores: fones com fio não precisam ser carregados. Pode parecer básico, mas isso elimina um dos maiores pontos de frustração dos modelos wireless Custo-benefício: modelos wireless não englobam custos de sensores, chips e outros tipos de conectividade, por exemplo Longevidade: a ausência de uma bateria interna pode fazer com que um modelo de fone de ouvido com fio dure anos Qualidade de áudio e zero latência: sem compressão para a transmissão sem fio, o áudio tende a ser mais puro e consistente. Fones com fio praticamente eliminam o atraso de áudio, o que é ótimo para quem gosta de jogar ou trabalha com edição de vídeos Além disso, não podemos negar que o visual "retrô cool" dos fones com fio traz de volta a estética dos anos 1990 e 2000, que está em alta. Modelos simples, como os clássicos "earbuds" com fio, voltaram a aparecer em vídeos das redes sociais e até em editoriais de moda. No fim, o cabo nunca deixou de fazer sentido: ele só saiu de moda. |