| PUBLISHNEWS, REDAÇÃO, 13/01/2026 Nascido e criado numa pequena cidade do País de Gales, em meio à guerra e à crise econômica, Anthony Hopkins cresceu cercado de homens “durões”, que não sabiam lidar com os próprios sentimentos. Na escola, era considerado por todos um caso perdido. Até que, numa noite de sábado, assistiu a uma adaptação de Hamlet. A paixão por atuar despertada pela peça o levaria ao sucesso por caminhos que ninguém seria capaz de prever. Com uma narrativa repleta de vulnerabilidade, Hopkins disseca em Até que deu tudo certo (Sextante, 304 pp, R$ 69,90 – Trad.: Rogério Galindo) os pontos altos de sua carreira e o que há por trás do desenvolvimento de seus personagens mais memoráveis, como Hannibal Lecter e o protagonista de Meu pai — papéis que lhe deram dois Oscar de melhor ator. Mas não deixa de fora os pontos baixos de sua jornada. O ator revela a fragilidade emocional que o fazia evitar conexões e, sobretudo, o vício em álcool, que lhe custou o primeiro casamento e o relacionamento com sua única filha, e quase destruiu sua vida. Isso o levou ao caminho da sobriedade, um compromisso que mantém há décadas.
PUBLISHNEWS, REDAÇÃO, 13/01/2026 Publicado na Argentina em 2024, o primeiro livro de Julieta Correa nasce no exato ponto em que opostos ou alternativas, em vez de divergir, convergem: memória e romance, fato médico e ficção literária, perda e presença, luto e humor. A essas confluências vem se somar mais uma, entre os diários da mãe e as anotações escritas pela filha. A mãe é Sari, mulher de espírito e de letras, às voltas com uma moléstia sem nome que vai fazendo tabula rasa de suas faculdades, de sua verve, de sua voz. A filha é a autora de Por que são tão lindos os cavalos? (Editora 34, 208 pp, R$ 79 — Trad.: Mirella Carnicelli), às voltas com o emprego, a pandemia, o confinamento e, cada vez mais, os sintomas, as consultas, os lapsos e os silêncios de Sari. Sem pressa nem plano, Por que são tão lindos os cavalos? parece ir tomando forma diante dos olhos de quem o lê.
PUBLISHNEWS, REDAÇÃO, 13/01/2026 Em Lendo Lolita em Teerã (Record, 490 pp, R$ 89,90 — Trad.: Fernando Esteves), Azar Nafisi revisita as memórias da época em que lecionou literatura inglesa na Universidade de Teerã, no Irã, de 1979 até 1981, quando foi expulsa da faculdade por se recusar a usar o véu. Entre a vocação e a proibição, Nafisi teve que descobrir maneiras de continuar a ensinar literatura apesar de não ter mais o espaço da sala de aula. Na sua própria casa, organizou encontros secretos com sete alunas durante dois anos a fim de continuar a apresentar e debater os clássicos da literatura ocidental — como Orgulho e preconceito (Jane Austen), Madame Bovary (Gustav Flaubert), Lolita (Vladmir Nabokov), Daisy Miller (Henry James) e O grande Gatsby (F. Scott Fitzgerald). A partir das discussões literárias realizadas com a professora, as alunas puderam refletir sobre como as histórias narradas nos livros ecoavam em suas próprias realidades, tanto na esfera pessoal como social.
PUBLISHNEWS, REDAÇÃO, 13/01/2026 Em pré-venda, o livro Eles se amaram em Auschwitz (Planeta, 400 pp, R$ 89,90 — Trad.: Wélida Muniz), de Keben Blankfeld, conta a história de dois sobreviventes do Holocausto que se apaixonaram em Auschwitz, vivendo os piores anos de suas vidas em busca de momentos de alívio e afeto junto ao outro, apenas para serem separados na libertação. Tudo começou quando os olhares de Zippi Spitzer e David Wisnia se encontraram. Naquele instante, nasceu uma história de amor que poderia ter acontecido em qualquer lugar, mas que teve de enfrentar o pior cenário possível: ambos eram prisioneiros do campo de extermínio mais infame da história, e, se o romance fosse descoberto, significaria o fim para ambos.
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