Quando o corpo ingere mais energia do que gasta, o que sobra vira um estoque de gordura. Dependendo de alguns fatores, como sexo, idade e estilo de vida, essa gordura fica mais concentrada em algum ponto.
Na região da barriga, ela é chamada de visceral ou abdominal e é considerada a mais perigosa para a saúde. Esse tipo de gordura não é visível, mas oferece riscos sérios ao funcionamento do corpo, ao liberar substâncias inflamatórias que podem prejudicar órgãos como fígado, pâncreas, intestino e coração, aumentando o risco de doenças cardiovasculares, diabetes tipo 2, pressão alta, alguns tipos de câncer e até declínio cognitivo.
Atenção! Mesmo pessoas magras podem ter gordura visceral em excesso, uma vez que esse acúmulo depende tanto de genética quanto de hábitos de vida. Alimentação rica em ultraprocessados, sedentarismo e consumo de álcool são facilitadores.
A fita métrica pode ajudar a identificar o excesso de gordura abdominal: medidas acima de 101,5 cm para homens e 89 cm para mulheres, na altura do umbigo, já indicam risco aumentado. Exames como bioimpedância e ressonância magnética são mais precisos.