OI #1370: a democracia na era dos algoritmos, a herança colonial no jornalismo e as manipulações no noticiário internacional
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📰 Artigos da semana
🤖 O debate público deixou de ser humano para ser governado por algoritmos. Marcelo Copelli mostra como o foco no engajamento corrói a democracia e transforma o dissenso em ameaça.
🚨 A cobertura da criminalidade no Brasil frequentemente funciona como uma ferramenta de controle social. Cleyton Douglas Vital explora as raízes coloniais do jornalismo policial e o impacto ético de transformar o medo em recurso político.
⚖️ O maniqueísmo que divide o mundo entre “mocinhos” e “vilões” é uma armadilha discursiva frequente nos noticiários. Francisco Fernandes Ladeira desconstrói os “atalhos cognitivos” usados pela mídia para sustentar narrativas imperialistas sobre a Palestina, Ucrânia e Venezuela.
📄 Denúncias graves exigem provas que vão além de fontes sigilosas. Ramon Lamoso de Gusmão recorre ao legado de Seymour Hersh para reforçar a importância do rigor documental.
🔐 O sigilo de fontes é uma ferramenta de investigação, não um fim em si mesmo. Carlos Castilho defende que a proteção do informante deve obrigatoriamente resultar na transparência de dados reais.
🌍 Quando a mídia naturaliza uma intervenção estrangeira, cria precedentes perigosos. Ramsés Albertoni questiona o léxico “asséptico” e a adesão a enquadramentos prontos na cobertura sobre a Venezuela.
🛢️ A captura de Maduro por forças dos EUA reacende o debate sobre soberania, petróleo e intervenção. Para Carlos Wagner, o argumento “contra a ditadura” funciona como camuflagem para interesses econômicos.
🛡️ O ano começa com tensão global e uma tragédia evitável. Rui Martins liga o desrespeito à soberania na Venezuela à ideia de que a força pode virar regra e aponta a negligência como fio condutor.
🎬 A adaptação de “Os meninos do Brasil” para a Netflix reacende um passado real: Mengele circulou pelo Cone Sul e se escondeu no Brasil. Sheila Sacks costura documentos desclassificados e relatos de atrocidades em Auschwitz para reconstruir essa trajetória.
🌱 A COP-30 passou, mas a pauta climática não pode virar “evento”. No balanço de 2025, Nico Costamilan e Eloisa Beling Loose apontam contradições entre discurso ambiental e decisões como licenciamento e petróleo, além da disputa por narrativas em ano pré-eleitoral.
🧭 O jornalismo é sobre o outro e não admite invenção. Gustavo Sobral apresenta o “método Malcolm”: uma reflexão direta sobre os limites do ofício.
🏛️ O reconhecimento do patrimônio cultural imaterial deveria ser um exercício de democracia. Humberto Cunha Filho discute como o Decreto 3.551/2000 concentra a iniciativa e a decisão em instâncias formais, deixando comunidades informais à margem.
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📚 Curadoria
Como a IA vai afetar o jornalismo em 2026? Especialistas explicam. Reuters Institute, Marina Adami, Dr Felix Simon e Eduardo Suárez.
Relatório aponta queda histórica da liberdade de expressão no mundo. ONU.
As big tech são aliadas ou uma ameaça à liberdade de imprensa? Columbia Journalism Review, Emily Bell.
Meta volta atrás e amplia presença no jornalismo com conteúdo editorial em soluções de IA. Mundo do Marketing, Ian Cândido.
Abraji abre chamada de sugestões para a 21ª edição do Congresso.Abraji.
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