Em breve, os robôs estarão entre nós Olá! O ano já começa com uma série de novidades vindas do evento Consumer Electronics Show (CES), em Los Angeles, e com a expectativa de que robôs autômatos deixem de existir apenas em histórias de ficção e passem a ser presença constante em lojas, fábricas, galpões, hotéis, hospitais - até mesmo dentro de casa. O mercado global de robôs pode ultrapassar US$ 5 trilhões até 2050, com mais de um bilhão de humanoides em atividade, 90% deles (930 milhões) em tarefas industriais e comerciais, estima o banco Morgan Stanley. Outros 80 milhões vão atuar nos lares. O Citibank é ainda mais incisivo: prevê que 1,3 bilhão de robôs com IA em geral estarão em circulação em 2035, com 4 bilhões deles em 2050. Os humanoides, em particular, serão 648 milhões de unidades e movimentarão US$ 7 trilhões ao fim do período. É o sinal de que 2026 promete ser bem agitado para a indústria de tecnologia, sob os olhares atentos dos investidores aos retornos sobre os gastos de capital das "big techs" e ao temor de estouro de uma bolha em IA. Acomode-se, aproveite a leitura! Mercado de humanoides pode movimentar US$ 5 tri até 2050A era dos robôs com IA é o tema da lista das 10 tecnologias do Valor para 2026, em sua 17ª edição. Destacamos as principais funções que os autômatos devem assumir nos próximos anos: entregadores, garçons e baristas, inspetores de segurança e bombeiros, médicos, motoristas, mordomos e assistentes, operários, pedreiros e serventes, policiais e recepcionistas. Muitos deles serão multifunção. Além da IA, o movimento em torno dos robôs humanoides é sustentado por avanços em componentes físicos como sensores avançados, baterias de longa duração e materiais leves, incluindo a chamada “soft robotics”, que imita a pele e as articulações humanas, com efeito muito mais realista. A tendência é que os custos caiam, como costuma ocorrer com tecnologias ao longo de tempo. O custo unitário de um robô, que em 2024 era de US$ 200 mil em países desenvolvidos, pode chegar a US$ 150 mil em 2028 e a US$ 50 mil em 2050. Em países de renda mais baixa, mais aptos a se beneficiarem da cadeia de suprimentos chinesa, o custo pode cair para US$ 15 mil. Confira mais sobre o assunto aqui. Empresas apostam em IA para criar nova onda de consumoA revolução da IA generativa é o trunfo das indústrias de eletroeletrônicos, eletrodomésticos e chips para estimular um novo ciclo de consumo global. O cenário das apostas é Las Vegas (EUA), onde acontece uma das maiores feiras da indústria de tecnologia, a CES 2026, nesta semana. Quem começou dando as cartas sobre o futuro da IA foi o executivo-chefe (CEOs) da líder de chips Nvidia, Jensen Huang, que anunciou no evento a nova geração de unidades de processamento gráfico (GPUs) de IA para “data centers” chamada Rubin, que chega ao mercado no segundo semestre de 2026. Estimular o consumidor a levar a IA para casa é a estratégia de grandes fabricantes que anunciaram novidades na prévia do evento. “Nossa missão é clara: ser seu companheiro para uma vida com IA”, disse o diretor executivo da divisão de experiência de dispositivos da gigante sul-coreana de eletroeletrônicos Samsung, TM Roh, em um discurso no evento, informou a Dow Jones. Veja mais aqui. Por sua vez, a diretora-presidente da Advanced Micro Devices (AMD), Lisa Su, acredita que a revolução da inteligência artificial na computação está apenas no começo. “Estamos apenas começando a perceber o poder da IA. A IA é a tecnologia mais importante dos últimos 50 anos. Posso dizer que é absolutamente a prioridade número 1 na AMD.” Su apresentou uma nova adição à futura série de hardware de IA para data centers AMD Instinct MI400, chamada MI440X, com 8 unidades de processamento gráfico (GPUs), projetada para implementações empresariais de IA locais. Confira mais aqui. Já a Intel lançou o Panther Lake, seu novo chip de inteligência artificial (IA), buscando tranquilizar os investidores sobre o primeiro produto fabricado com seu processo de fabricação de última geração, chamado 18A. Confira aqui. A Meta anunciou que decidiu suspender a expansão internacional de seus óculos Ray-Ban Display devido à baixa oferta e à forte demanda do produto nos Estados Unidos. A dona do Facebook e do Instagram planejava lançar seus óculos inteligentes de realidade aumentada Meta Ray-Ban Display no Reino Unido, França, Itália e Canadá a partir do início deste ano, após o sucesso obtido com versões anteriores. Entenda a decisão aqui. Nvidia projeta dobrar receita na América Latina no ano fiscal de 2026A líder de chips para inteligência artificial Nvidia se prepara para fechar o ano fiscal de 2026, no dia 31 de janeiro, dobrando as vendas na América Latina. A expectativa para o novo ciclo também é elevada, em especial, por causa da nova geração de chips de IA Rubin, anunciada pelo executivo-chefe (CEO) da Nvidia, Jensen Huang (veja nota anterior). "A gente vai realmente atingir o nosso objetivo de crescer 100% esse ano e continuar crescendo 100%", disse o diretor da divisão de negócios da Nvidia para a América Latina, Marcio Aguiar, ao Valor , nesta terça-feira (6). "O que para muitas empresas é algo que é fora da realidade, para nós, ainda é pouco em relação ao potencial de tudo que a gente vem anunciando", comentou Aguiar. Entenda a estratégia da companhia. IA e conexão humana mais autêntica devem marcar o ano de 2026O ano de 2026 deve ser marcado pela consolidação da inteligência artificial (IA) e pela busca por conexões humanas mais autênticas, movimentos que tendem a nortear as estratégias de comunicação dos anunciantes. Essa é a avaliação de um levantamento da consultoria Kantar, que reúne dez previsões sobre como tecnologia, dados e comportamento do consumidor devem remodelar o marketing nos próximos 12 meses. O levantamento indica um avanço acelerado da IA ao longo da jornada de consumo, com agentes pessoais atuando como intermediários de compra e influenciando decisões sobre produtos e serviços. Na prática, isso exigirá que as marcas passem a dialogar não apenas com consumidores, mas também com sistemas algorítmicos. Atualmente, 24% dos usuários de IA já utilizam assistentes de compra, enquanto 74% recorrem a recomendações guiadas. Leia mais aqui. Outra pesquisa aponta que, em 2026, os consumidores viverão entre extremos: vão adotar novas tecnologias com rapidez e ao mesmo tempo buscar pausas e limites; circularão por ambientes digitais, enquanto sentirão falta de referências analógicas; valorizarão personalização inteligente e rejeitarão a repetição algorítmica. Essa é a conclusão do estudo da Dentsu Creative com 4,5 mil pessoas de sete países, incluindo o Brasil. Nesse cenário, a tendência é que haja uma busca pelo escapismo em meio a um contexto de ansiedade e conflitos, impulsionando o consumo de fantasias e produtos associados ao universo “fofo”. Confira mais aqui. Uso de IA generativa no Brasil é maior que no mundoO panorama da adoção de inteligência artificial (IA) do Brasil revela alguns contrastes importantes em relação às tendências globais, segundo o Relatório de Impacto dos Dados e da IA: O imperativo da confiança, um estudo global conduzido pelo IDC, em parceria com o SAS. O país apresenta um uso de IA generativa maior do que a média global (91% x 81%), mas a adoção da IA tradicional, agêntica e quântica está abaixo dos níveis globais (-3,6%, -5,6%, -5,7%), sugerindo uma adoção mais lenta das formas mais emergentes da tecnologia. Confira mais sobre esse cenário aqui. Gostou dos temas?Compartilhe a postagem com colegas e amigos interessados no futuro da economia e da tecnologia. Para indicar a newsletter, basta copiar este link e enviar: https://valor.globo.com/newsletter/assine-newsletter/ Para ler mais sobre inteligência artificial, acesse este site, que reúne as notícias sobre a tecnologia. Você pode enviar críticas e sugestões para: ivone.santana@valor.com.br Abraços, Natália Flach |