 | Por Tommy Beresford em janeiro, 18 2026 |
Tânia Maria
"O Agente Secreto" foi indicado em 10 categorias do International Cinephile Society Awards 2025/2026, incluindo uma indicação para Tania Maria como Melhor Atriz Coadjuvante. Os ganhadores serão anunciados em 09.02.2026: --- PICTURE Dreams (Sex Love) Dry Leaf Hamnet I Only Rest in the Storm Foi Apenas Um Acidente Last Night I Conquered the City of Thebes Marty Supreme The Mastermind Mektoub, My Love: Canto Due Nouvelle Vague Uma Batalha Após a Outra Resurrection O Agente Secreto Valor Sentimental Pecadores Sirât Sound of Falling Strange River Twinless A Hora do Mal Kleber Mendonça Filho
--- DIRECTOR Paul Thomas Anderson – Uma Batalha Após a Outra Dag Johan Haugerud – Dreams (Sex Love) Alexandre Koberidze – Dry Leaf Oliver Laxe – Sirât Kleber Mendonça Filho – O Agente Secreto Kelly Reichardt – The Mastermind Mascha Schilinski – Sound of Falling --- ATOR Timothée Chalamet – Marty Supreme Sope Dirisu – My Father's Shadow Ethan Hawke – Blue Moon Wagner Moura – O Agente Secreto Dylan O'Brien – Twinless Ben Whishaw – Peter Hujar's Day --- ACTRESS Jessie Buckley – Hamnet Rose Byrne – Se Eu Tivesse Pernas, Eu Te Chutava Kathleen Chalfant – Familiar Touch Jennifer Lawrence – Morra, Amor Ella Øverbye – Dreams (Sex Love) Tessa Thompson – Hedda Jessie Buckley
--- ATOR DE APOIO Benicio del Toro – Uma Batalha Após a Outra Jonathan Guilherme – I Only Rest in the Storm Salim Kechiouche – Mektoub, My Love: Canto Due Sean Penn – Uma Batalha Após a Outra Alexander Skarsgård – Pillion Stellan Skarsgård – Valor Sentimental --- ATRIZ DE APOIO Cleo Diára – Eu Só Descansei na Tempestade Nina Hoss – Hedda Inga Ibsdotter Lilleaas – Valor Sentimental Amy Madigan – A Hora do Mal Tânia Maria – O Agente Secreto Teyana Taylor – Uma Batalha Após a Outra --- ENSEMBLE I Only Rest in the Storm Foi Apenas Um Acidente Marty Supreme Uma Batalha Após a Outra O Agente Secreto Valor Sentimental Wagner Moura
--- ORIGINAL SCREENPLAY Dreams (Sex Love) – Dag Johan Haugerud Marty Supreme – Josh Safdie, Ronald Bronstein O Agente Secreto – Kleber Mendonça Filho Valor Sentimental – Eskil Vogt, Joachim Trier Sorry, Baby – Eva Victor A Useful Ghost – Ratchapoom Boonbunchachoke --- ADAPTED SCREENPLAY Bugonia – Will Tracy Hamnet – Chloé Zhao, Maggie O’Farrell A Única Saída – Park Chan-wook, Lee Kyoung-mi, Don McKellar, Jahye Lee Uma Batalha Após a Outra – Paul Thomas Anderson Pillion – Harry Lighton Pin de Fartie – Luciana Acuña, Mariano Llinás, Alejo Moguillansky --- CINEMATOGRAPHY Dry Leaf – Alexandre Koberidze Magellan – Lav Diaz, Artur Tort Uma Batalha Após a Outra – Michael Bauman Resurrection – Dong Jingsong O Agente Secreto – Evgenia Alexandrova Sound of Falling – Fabian Gamper Persiga o Infinito
--- EDITING A House of Dynamite – Kirk Baxter Marty Supreme – Ronald Bronstein, Josh Safdie Uma Batalha Após a Outra – Andy Jurgensen O Agente Secreto – Matheus Farias, Eduardo Serrano Sirât – Cristóbal Fernández Sound of Falling – Evelyn Rack, Billie Mind --- DESIGN DE PRODUÇÃO Frankenstein – Tamara Deverell Marty Supreme – Jack Fisk O Plano Fenício – Adam Stockhausen Ressurreição – Liu Qiang O Agente Secreto – Thales Junqueira O Som da Queda – Cosima Vellenzer --- SCORE Dry Leaf – Giorgi Koberidze Marty Supreme – Daniel Lopatin The Mastermind – Rob Mazurek Uma Batalha Após a Outra – Jonny Greenwood Resurrection – M83 Sirât – Kangding Ray Timothée Chalamet
--- SOUND DESIGN Morra, Amor – Tim Burns, Paul Davies Uma Batalha Após a Outra – Christopher Scarabosio Reflection in a Dead Diamond – Daniel Bruylandt O Agente Secreto – Tijn Hazen Sirât – Laia Casanovas Sound of Falling – Billie Mind, Jürgen Schulz --- FILME DE ANIMAÇÃO Arco – Ugo Bienvenu, Gilles Cazaux Boys Go to Jupiter – Julian Glander Guerreiras do K-Pop – Chris Appelhans, Maggie Kang Lesbian Space Princess – Emma Hough Hobbs, Leela Varghese Little Amélie or the Character of Rain – Liane-Cho Han, Maïlys Vallade Zootopia 2 – Jared Bush, Byron Howard --- DOCUMENTÁRIO Cover-Up – Mark Obenhaus, Laura Poitras Fiume o morte! – Igor Bezinovic Memory – Vladlena Sandu The Perfect Neighbor – Geeta Gandbhir Put Your Soul on Your Hand and Walk – Sepideh Farsi With Hasan in Gaza – Kamal Aljafari Tessa Thompson
--- FILME DE ESTREIA Garça Azul – Sophy Romvari Toque Familiar – Sarah Friedland Ontem à Noite Conquistei a Cidade de Tebas – Gabriel Azorín Desculpe, Querida – Eva Victor Rio Estranho – Jaume Claret Muxart Um Fantasma Útil – Ratchapoom Boonbunchachoke --- BREAKTHROUGH PERFORMANCE Chase Infiniti – Uma Batalha Após a Outra Guillaume Marbeck – Nouvelle Vague Santiago Mateus – Last Night I Conquered the City of Thebes Jessica Pennington – Mektoub, My Love: Canto Due Ubeimar Rios – A Poet Eva Victor – Sorry, Baby
Sempre que surgirem campanhas sistemáticas na mídia, contra alvos específicos, a informação mais relevante a ser levantada é: a quem serve? |
É preciso uma visão de conjunto para entender o que acontece nesse tiroteio com a Policia Federal. |
Peça 1 – a partidarização da Polícia Federal |
- Caso Paulo Lacerda: em plena Operação Satiagraha, Lacerda, então diretor da ABIN, foi acusado falsamente de instalar grampos telefônicos, em articulação de ministros do STF com apoio da revista Veja. Apesar de a denúncia ter sido desmentida, Lula cedeu às pressões e o afastou.
- Consequência : a saída de Lacerda abriu espaço para a politização da PF, que nos anos seguintes atuou em favor de Aécio Neves e, depois, se consolidou na Lava Jato, usando vazamentos seletivos como arma.
Na época da demissão de Lacerda, Lula incumbiu a então Ministra-Chefe da Casa Civil e Tarso Genro de telefonarem para Mino Carta, Paulo Henrique Amorim e eu, para garantir que nada mudaria. Éramos os três que estávamos na linha de frente do combate ao Opportunity. |
Logo após o impeachment, fiz uma entrevista com Dilma. Terminada a entrevista, ela me contou que, na época, o ex-ministro Márcio Thomaz Bastos telefonou pedindo “encarecidamente” que alertasse Lula para não tirar Paulo Lacerda. Se isso ocorresse, não haveria nenhuma liderança capaz de impedir a politização ampla da PF. |
Não adiantou. Nos anos seguintes, o que se viu foi a montagem de grupos deletérios na PF, e a parceria com jornalistas-sela (que se deixam cavalgar pelas fontes), culminando na Operação Lava Jato, o maior episódio de antijornalismo da história. Suas armas eram, justamente, o vazamento de informações. |
Peça 2 – o padrão jornalístico da Lava Jato |
O padrão jornalístico da Lava Jato é o seguinte: |
- Vazamento inicial: uma nota sem provas concretas ou sem evidências de crime. Como os vazamentos vêm das forças policiais envolvidas com a operação, fornecem uma vantagem inicial para os jornalistas aliados.
- Amplificação midiática: cada nota é seguida de um sequência de matérias escandalosas ou denúncias frágeis, fatos ou rumores, pouco importa, para garantir a continuidade.
- Construção narrativa: suspeitas se acumulam, mesmo sem evidências, reforçando a musculatura da campanha.
- Frente ampla: instala-se a adesão de outros veículos, entrando na disputa de notícias dentro da pauta definida pelas primeiras denúncias.
- Álibi universal: a intimidação da crítica é a alegação convencional: quem é contra é a favor da corrupção.
Um grande jornalista investigativo, José Roberto Alencar, tinha uma definição exemplar sobre lobby. |
Há duas maneiras de fazer o lobby: |
- a primeira, defendendo o lobista;
- a segunda, mais eficiente, atacando os adversários do lobista.
Sempre que surgirem campanhas sistemáticas na mídia, contra alvos específicos, a informação mais relevante a ser levantada é: a quem serve? |
Hoje em dia, há um sem-número de interesses ameaçados pela ação da parte legal da PF, com o amplo apoio do Supremo Tribunal Federal. |
- a atuação contra o crime organizado no mercado financeiro, através das operações Colossus e Carbono Oculto;
- as operações contra o crime organizado instalado no Congresso Nacional, agindo através das emendas secretas;
- a operação, avalizada por Toffoli, que levantou os arquivos da 13a Vara Federal, em um inquérito que poderá levar à prisão do ex-juiz Sérgio Moro e, por tabela, de procuradores e delegados envolvidos na trama.
A parceria lavajatista entre PF e jornalistas foi desarmada – e desmoralizada – com a operação Spoofing. |
Quando a PF teve acesso ao material levantado por Walter Delgatti, a primeira atitude do então Ministro da Justiça Sérgio Moro, foi ligar a vários parlamentares declarando que estava atento para poupá-los de eventuais denúncias e vazamentos. |
Quem tem a informação, tem o poder. |
Quando surgiu o caso Master, os Ministros manifestaram a preocupação de que poudesse se transformar em uma nova Lava Jato. |
- Um escândalo que envolve desde caciques do Centrão a autoridades atuais, que aceitaram propostas do banco antes de saber de suas irregularidades.
- Vem no bojo da Operação Colossus, envolvendo todo o mercado financeiro.
- A apreensão em massa de celulares e computadores, gera uma quantidade infinita de informações.
- Os vazadores podem direcionar a cobertura selecionando as informações para vazamento.
- Apesar da óbvia intimidade entre os dirigentes do Master e as lideranças do Centrão, a cobertura ficou focalizada exclusivamente no contrato da esposa de Alexandre de Moraes, extravagante, pelos valores sugeridos.
De fato, com o caso Master, o lavajatismo volta à toda, com os mesmos objetivos de antes: com os delegados lavajatistas utilizando vazamentos para o chamado jornalismo-sela para ampliar seus poderes e voltar ao reino dos vazamentos com objetivos políticos. |
Peça 5 – os cuidados de Alexandre de Moraes |
Inquérito das fake news: quando Alexandre de Moraes instaurou o inquérito, trouxe policiais de sua confiança, consciente da contaminação da PF após a saída de Paulo Lacerda. |
Inquérito da 13a Vara – Toffoli só conseguiu avançar nessa operação quando colocou um delegado profissional, e foi alertado para boicotes que partiam de outros setores envolvidos no caso. |
Nos últimos tempos, a PF parecia ter recuperado seu profissionalismo, com operações contra o crime organizado sem vazamentos e sem show midiático, sob o comando de um delegado sério. |
Provavelmente foi esse comportamento que fez o STF se descuidar. |
O primeiro vazamento foi contra o Ministro Moraes. Seguiu-se a suspeita de que lavajatistas do COAF e da Receita tivessem acessado dados dos ministros. |
Peça 6 – aula prática do modelo jornalístico Lava Jato |
Na Peça 2 expliquei o modelo de cobertura Lava Jato. |
A força da campanha está na capacidade de colocar, enfileiradas, várias sequências de denúncias, tendo como ponto de partida o primeiro vazamento. Amplia-se a onda e deflagra-se um movimento de denúncias por toda a imprensa, sem nenhum contraponto. O efeito-manada é invencível no jornalismo pátrio. |
No caso, de Moraes, na sequência veio a história dos supostos telefonemas a Galípolo (atribuídos a “fontes do mercado”), transformando dicas em denúncia, desacompanhada de qualquer prova ou evidência. |
E, agora, os investimentos de recursos ligados ao Master no resort montado por parentes de Toffoli. Para aumentar a “gravidade” da denúncia, veio a informação de que Toffoli já havia se hospedado no resort. |
Os fundos aplicaram em um ativo real, com valor de mercado definido ou pagaram um sobrepreço? É o ponto central para separar uma operação comercial de um suborno. Mas pouco importa. Detalhes, ainda que essenciais, atrapalham o carnaval. Afinal, nós ganhamos para conquistar likes. |
O carrossel tem que rodar, assim como a relevante informação de que Toffoli foi de carona em um jatinho para assistir a um jogo do Palmeiras, e, junto com ele, também de carona, estava um advogado conhecido, colega do Largo São Francisco. E dois dias depois saiu o sorteio do STF, passando o caso Master para Toffoli. |
É o mesmíssimo sistema da Lava Jato, de estabelecer correlações sem sentido: o caso caiu para Toffoli porque ele e um advogado de um diretor do Master viajaram juntos de carona. Mas sempre confiando na ignorância do leitor-massa. |
É evidente que suspeitas devem ser apuradas, é evidente que são situações incômodas para o STF, exigindo um código de conduta. Mas, aí, nosso jogo volta para a Peça 3: a quem serve essa campanha? |
Peça 7 – as complicações de Toffoli |
Tem-se, de um lado, portanto, a ala lavajatista da PF recorrendo a vazamentos e reativando sua parceria com o jornalismo lavajatista. De outro lado, um Ministro fechado, sem interlocução com a imprensa e sem estratégia clara de defesa. É o campo aberto para levar tiro. |
Tome-se o caso dos quatro auditores que Toffoli indicou para as investigações. |
Como um deles é meu homônimo, Luíz Nassif (com Z) – o nome completo é Luíz Filipe da Cruz Nassif e não temos nenhum parentesco – fui investigar seu currículo. |
Prof. Luíz Filipe da Cruz Nassif |
- Graduado em Engenharia da Computação pelo Instituto Militar de Engenharia. Mestre em Engenharia Elétrica com ênfase em Segurança da Informação e Informática Forense pela Universidade de Brasília. Professor da Academia Nacional de Polícia e do Instituto de Pós-Graduação.
- Já atuou como professor da Faculdade de Tecnologia Avançada, professor convidado da Escola Nacional do Ministério Público e da Secretaria de Estado de Fazenda do Rio de Janeiro. Ex-oficial do Exército, servindo no Centro Tecnológico do Exército em 2006.
- Perito Criminal Federal da Polícia Federal desde 2006.
- Trabalhou no Setor Técnico-Científico da Superintendência da Polícia Federal em São Paulo por 11 anos.
- Atualmente trabalha no Serviço de Perícias de Informática do Instituto Nacional de Criminalística, desenvolvendo pesquisas e projetos nas áreas de Computação Forense, reconhecimento de padrões e recuperação de dados.
- Criador, líder do projeto e principal desenvolvedor do software de análise de dados IPED, utilizado em mais de 40 países.
Ou seja, um técnico de renome internacional, orgulho da PF, pelo currículo provavelmente o mais respeitado perito da PF. Seria o último nome a ser pensado, caso houvesse intenção de Toffoli de mascarar a investigação. |
Nenhuma informação ficará fora dessa perícia. Não há como. |
A única diferença é que não haverá vazamentos de informações, alimentando a estratégia lavajatista. |
Se a estratégia Lava Jato não conseguir derrubar Toffolli, suspeitas serão investigadas pela parte séria da PF, acusações serão embasadas em evidências e provas. |
E não haverá maneira de um Ministro, isoladamente, interferir no julgamento final: que falta antes de um julgamento “definitivo” |
Antes que o STF possa julgar (votar) as acusações — caso elas sejam formalizadas como uma ação penal — os seguintes passos típicos ainda podem ocorrer: |
- Conclusão das diligências investigativas (PF/PGR) e envio de um relatório final ao STF;
- Apresentação de denúncia pelo Ministério Público Federal (ou PGR) ao STF, se houver indícios suficientes;
- Distribuição da ação penal entre os ministros, com sorteio de relator;
- Oitiva dos investigados e produção de provas na Corte, sob sigilo;
- Julgamento em plenário (se envolver ministros/parlamentares), ou em turma, dependendo do caso e das regras internas do STF.
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