Num jantar para investidores, o empresário paulistano Alexandre Frankel, presidente do conselho da construtora Vitacon e CEO da startup Housi, comentou como ergueu seus primeiros empreendimentos: com a ajuda dos "famosos 'friends and family'" [amigos e família], afirmou.
Autor de livros, autodeclarado "protagonista da revolução do mercado imobiliário" e adepto de ideias como a de "hackear o mercado", Frankel se projetou na internet, atuando como porta-voz de um discurso de inovação e rentabilidade no setor.
Levantamento do UOL indica que Frankel mantém 555 CNPJs —353 deles referentes a um modelo de investimento chamado SCP (Sociedade em Conta de Participação), que escapa da fiscalização da CVM (Comissão de Valores Mobiliários).
Advogados ouvidos pela reportagem dizem que, se a oferta desses investimentos foi pública, além do núcleo "friends and family", a captação é irregular e pode indicar um esquema de pirâmide.
Conforme me explicou o advogado Antônio Tessitore, o que os "players" passaram a fazer foi o seguinte: como a lei proíbe a venda antes de o empreendimento ter um memorial de incorporação imobiliária, abrem-se SCPs com investidores pulverizados, chamados de "cotistas".
Na prática, porém, o marketing dessas operações se assemelha ao de uma compra comum na planta ou ao de um investimento financeiro com promessa de retorno fixo —e alto.
Trata-se de um "hack" de mercado. Acontece que isso é irregular.
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