Diogo Freitas e Mateus Noronha, fundadores da Revena
Aportes Revena. A plataforma de inteligência artificial com soluções de automação do ciclo de receita hospitalar anunciou uma rodada seed de R$ 40 milhões. O aporte, liderado pelo Canary, com participação de Flourish Ventures e Caravela Capital, será destinado ao fortalecimento do produto, da tecnologia e do time. Fundada pelos engenheiros do Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA) Mateus Noronha e Diogo Freitas, a startup cresceu 20 vezes em 2025 e já atende mais de 60 hospitais com agentes de IA integrados a ERPs para interpretar dados clínicos e contratos. A tecnologia reduz entre 65% e 75% do trabalho operacional, acelera em 23% o ciclo de faturamento e evita perdas entre 6% e 12%.
Lerian. A startup de infraestrutura financeira open-source levantou R$ 30 milhões em uma rodada seed liderada pela MAYA Capital, com participação da Norte Ventures, Supera Capital, Crivo Ventures, Blustone e do investidor Kevin Efrusy (Accel). A captação superou a meta inicial de US$ 3 milhões (R$ 15,5 milhões) e ocorre pouco mais de um ano após a startup receber R$ 18 milhões. Os recursos serão direcionados principalmente a investimentos em tecnologia, com foco em IA aplicada à plataforma, além da estruturação das áreas comercial e de customer success e marketing para consolidação da operação no Brasil e início da expansão internacional.
Anbetec. Focada em tecnologia financeira, a empresa garantiu um cheque de R$ 30 milhões da SRM Ventures. A startup, fundada em 2018, conecta múltiplos ERPs, bancos, adquirentes, boletos, Pix e cartões em uma única camada. Também usa inteligência artificial para conciliação bancária, auditoria de recebíveis, projeção de fluxo de caixa e concessão de crédito embutido de distribuidores, atacadistas e varejistas. A Anbetec tem a meta de crescer mais de 200% em 2026.
Delfos. Com o uso da inteligência artificial em soluções de manutenção preditiva para geração de energia renovável, a startup captou uma extensão de Série A de 3 milhões de euros (cerca de R$ 18,8 milhões). A rodada foi liderada pelo Copel Ventures, fundo de corporate venture capital gerido pela VOX Capital, com participação de DOMO.VC, Headline, Contrarian Ventures e EDP Ventures. Com o aporte, a empresa planeja acelerar a expansão na Europa, fortalecer o time comercial global e ampliar o desenvolvimento de soluções para novas fontes de geração, transmissão e armazenagem de energia. Embora tenha sido fundada no Brasil, a Delfos atende clientes no continente europeu desde 2023 e tem sua plataforma de IA aplicada na geração eólica da Copel.
MediQuo. A plataforma de telemedicina atraiu um aporte seed de R$ 8,4 milhões da Algar, empresa de TI e Telecom do Grupo Algar. A relação entre as empresas começou em 2022, quando a MediQuo passou a integrar os serviços de telemedicina nos planos da Algar. A parceria impulsionou o crescimento da startup – mais de 80% do faturamento de 2022 veio desse acordo. A injeção de capital será destinada a desenvolvimento tecnológico da plataforma, expansão comercial com foco no B2B e fortalecimento da governança.
Futuriza. Fashiontech que utiliza inteligência artificial para prototipar e apresentar peças de roupa em e-commerces, a startup captou uma rodada seed de US$ 1,25 milhão (R$ 6,5 milhões), liderada pela Quartzo Capital, por meio do Fundo Soberano do Espírito Santo (Funses), com participação da JoinVC e da Antler. A plataforma da Futuriza permite a criação de fotos e vídeos realistas gerados por IA para e-commerce e atende marcas nacionais como Farm, Hering, Brandili e Lez a Lez, além de clientes nos Estados Unidos. O objetivo é aprimorar a tecnologia e acelerar a expansão internacional.
Jabuti AGI. A startup de IA agêntica – sistemas de inteligência artificial com capacidade de tomar decisões – para canais de atendimento recebeu investimento de R$ 2,1 milhões da DOMO.VC. A empresa também foi selecionada pela AWS para um programa global de apoio a startups de alto potencial, com foco na otimização de sua arquitetura de agentes. Fundada em 2023 e bootstrap até agora, a empresa cresceu 700% em 2025 e atua em setores como financeiro, cobrança, saúde e telecomunicações, processando mais de 180 mil atendimentos diários para clientes como o banco BV. Com o investimento, a Jabuti pretende evoluir o produto e reforçar a infraestrutura, mirando faturamento de R$ 25 milhões em 2026. |