28 janeiro, 2026

Destaques de Inteligência artificial

 

Pressão popular coloca megaprojetos de 'data centers' na defensiva

Olá!

A construção acelerada de "data centers" para processar sistemas de inteligência artificial (IA) tem gerado cada vez mais controvérsias em vários países.

Esse tipo de infraestrutura levanta questionamentos ambientais, pois pode causar poluição e consome grandes volumes de água e de energia, pressionando também os preços da eletricidade para consumidores residenciais.

Descontentes com os efeitos desses impactos, moradores de algumas regiões dos Estados Unidos têm se mobilizado contra projetos do setor.

Nesta edição, contamos como o fenômeno "Nimby" ("Not in my backyard", ou "Não no meu quintal") tem ganhado força entre comunidades americanas.

E, por falar em riscos, cientistas ajustaram novamente o "Relógio do Juízo Final", que mede simbolicamente o quão próxima a humanidade estaria de uma catástrofe global.

Você confere ainda notícias e análises sobre finanças, entretenimento, política e mercado de trabalho, sempre sob o impacto crescente da inteligência artificial.

Acomode-se e aproveite a leitura!

‘Data centers’ tentam conter críticas a seus megaprojetos

Algumas das maiores operadoras de "data centers" dos Estados Unidos estão planejando uma ofensiva com intensa atuação de lobby neste ano, com o setor tentando conter a reação pública contrária aos megaprojetos que sustentam o boom da inteligência artificial.

Os executivos-chefes da Digital Realty, QTS e NTT Data alertaram, recentemente, que o setor tem feito, até agora, um trabalho insuficiente para lidar com a crescente oposição relacionada ao aumento dos custos de energia associados à expansão da tecnologia, do Texas ao Wisconsin.

Grupos de tecnologia e operadoras de centros de dados têm sido acusados por moradores de agravar a poluição do ar, consumir grandes quantidades de água e pressionar para cima os preços da energia.

Em outra frente, na tentativa de reduzir a poluição com as instalações multimilionárias, as empresas de tecnologia americanas estão se tornando compradoras de concreto de baixo carbono. Entenda como essa mudança está s endo implementada.

Meta firma acordo de até US$ 6 bi para comprar cabos de fibra óptica

A Meta fechou um acordo no valor de até US$ 6 bilhões para comprar cabos de fibra óptica da Corning, um movimento que visa acelerar a expansão de sua rede de "data centers" nos Estados Unidos, voltados a sistemas de inteligência artificial.

Como parte do acordo, a Corning informou que fornecerá à Meta sua mais nova geração de fibra óptica, cabos e hardware de conectividade, componentes essenciais para a operação de "data centers" de IA de alta escala .

Entenda por que cientistas ajustam o ‘Relógio do Juízo Final’

Cientistas atômicos ajustaram o "Relógio do Juízo Final" para mais perto do que nunca da meia-noite, citando o comportamento agressivo das potências nucleares dos Estados Unidos, da Rússia e da China.

Os pesquisadores também citaram o desgaste do controle sobre armas nucleares, guerras na Ucrânia e no Oriente Médio e preocupações com o uso da inteligência artificial como fatores que aumentam os riscos de desastres globais.

O Bulletin of the Atomic Scientists ajustou o relógio para 85 segundos antes da meia-noite, ponto teórico da aniquilação.

Estouro da bolha de IA é um dos maiores riscos para o bitcoin, diz CEO da Ripio

O CEO da Ripio, Sebástian Serrano, disse que um efeito cascata em ativos de tecnologia por causa de um estouro da bolha das ações de inteligência artificial está entre os maiores riscos para o bitcoin (BTC).

A Ripio é uma das maiores empresas de criptomoedas e serviços financeiros baseados em tecnologia blockchain na América Latina.

Serrano avalia que o impacto poderia atingir fortemente as ações da Strategy, maior empresa de tesouraria de bitcoin do mundo.

Em outra reportagem sobre essa supervalorização das empresas de tecnologia, o chefe da Google DeepMind, Sir Demis Hassabis, diz que "ficaremos bem" se a bolha estourar.

Já o CEO da Microsoft, Satya Nadella, faz um alerta: a IA corre o risco de se tornar uma bolha especulativa se seu uso não se espalhar além das "big techs" e dos países de alta renda.

Pinterest cortará 15% da equipe em reestruturação focada em IA

O Pinterest disse que cortará até cerca de 15% de sua força de trabalho, ou aproximadamente 700 empregos, como parte de uma reestruturação destinada a redirecionar recursos para as áreas de maior crescimento, como inteligência artificial.

Segundo a plataforma de mídia social, a reestruturação ajudará a apoiar suas iniciativas de transformação, incluindo a realocação de recursos para cargos e equipes focados em IA.

Professora da Universidade Yale reflete sobre o papel da IA no futuro da educação

O avanço rápido dos grandes modelos de linguagem (LLM, na sigla em inglês) nos dois últimos anos levou alguns pensadores a argumentar que em breve a inteligência artificial tornará o ensino superior obsoleto, em especial na área de ciências humanas.

Por essa avaliação, os jovens se dariam melhor se, em vez de cursarem uma faculdade, fizessem seu aprendizado diretamente no local de trabalho.

Pinelopi Koujianou Goldberg, professora de economia na Universidade Yale, discorda dessa avaliação.

Agentes de IA ganham perfis brasileiros

A Nvidia e a WideLabs, startup especializada em desenvolver modelos de IA brasileiros, anunciaram o Nemotron Personas Brazil, um banco de perfis sintéticos para a criação de agentes de IA que refletem a diversidade do país.

O Nemotron Personas Brazil reúne 6 milhões de personas criadas com a base de dados públicos do IBGE, disse o CEO e sócio da WideLabs, Nelson Leoni, ao Valor.

Confira na reportagem como esses perfis foram construídos e como podem ser aplicados.

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Abraços,

Ivone Santana

Editora-assistente de Cîência e Inovação do Valor

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