Destaques da Inteligência Artificial IA ameaça fórmula das big techs de gastar pouco e lucrar muito Olá! A evolução dos sistemas de inteligência artificial continua a fascinar e a criar polêmicas pelo mundo. Acompanhamos os movimentos das 'big techs', as intrigas entre concorrentes e os avanços em direção à regulamentação do uso da tecnologia. As aplicações da IA nos últimos dias têm desdobramentos no mercado financeiro, na indústria da música e no comportamento da sociedade. Esses são os destaques desta edição. Acomode-se e boa leitura! Cheque astronômico das gigantes de tecnologiaDurante duas décadas, o manual de instruções das grandes empresas de tecnologia foi bastante simples e extremamente bem-sucedido: criar inovações disruptivas, entregar taxas de crescimento impressionantes e manter os gastos sob controle. Um punhado de gigantes como a Alphabet, Amazon, Meta e Microsoft usou esta fórmula para conquistar participação de mercado de empresas tradicionais e impulsionar o mercado de ações dos Estados Unidos a recordes sucessivos. Mas uma parte fundamental do programa — o montante relativamente pequeno de capital necessário para gerar esses lucros enormes — está cada vez mais sob ameaça pela corrida para desenvolver inteligência artificial. Somente essas quatro empresas devem destinar, juntas, mais de US$ 380 bilhões em despesas de capital (capex, em inglês) em seus respectivos anos fiscais. Isso é um salto de mais de 1.300% em relação a uma década atrás. E todas elas se comprometeram a gastar significativamente mais no ano seguinte. Apesar da incerteza quanto aos retornos futuros, os investidores oferecem às gigantes da tecnologia o benefício da dúvida em relação aos seus planos de IA, pelo menos até agora. Leia mais aqui. Segundo Nina Schick, autora do livro "Deep fakes" e especialista em IA e geopolítica, mesmo que os investimentos dos últimos anos tenham sido enormes, não se trata de uma bolha. A especialista ainda destaca que o custo de uso da IA caiu 99,9% em três anos e tende a basicamente chegar a zero daqui algum tempo. "As leis de escala, que dizem que a IA deveria dobrar de eficiência a cada seis meses, estão se provando. Nós estamos entrando em uma nova era de aceleração computacional. Há muito debate sobre se atingimos uma parede, mas para os críticos, o Gemini 3.0 prova que não existe parede. Ele é fenomenalmente melhor". Confira mais da entrevista aqui. IA sustenta crescimento econômico mundialA economia global se mostrou mais resistente do que o esperado em relação aos choques comerciais, em particular por conta da política de tarifas do presidente americano, Donald Trump, afirmou nesta terça-feira (2) a Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE). A organização projeta um crescimento de 3,2% para a economia mundial este ano, puxada por políticas macroeconômicas favoráveis e melhora das condições financeiras, impulsionadas sobretudo pelo mercado de inteligência artificial (IA), o que ajudou a estabilizar a demanda. Veja aqui. O ciclo da IA se romperá primeiro na ÁsiaSe o ciclo de IA for começar a ruir, os primeiros sinais virão da Ásia, onde estão os elos mais tensionados e mais lucrativos na cadeia de fornecimento. Os chips de memória de alta largura de banda (HBM), o encapsulamento avançado de chips e a capacidade instalada de fabricação de chips de ponta, todos elementos essenciais para alimentar os modelos de IA, estão altamente concentrados na Coreia do Sul e em Taiwan. Leia mais. IA deve aumentar a oferta de trabalho na indústria criativaA inteligência artificial deve incrementar a oferta de trabalho para os profissionais da indústria criativa que dominam a tecnologia, com o potencial de gerar novas funções no setor, como o criador de conteúdo com IA e o designer de assistentes de IA personalizados. A conclusão é de uma metanálise do centro de pesquisas do setor de mídia e tecnologia Reglab, que reuniu mais de 50 estudos, como relatórios acadêmicos, setoriais e bases estatísticas do Brasil e da América Latina, de 2022 a 2025. Confira aqui. Como os CEOs planejam investir em IA em 2026O investimento em inteligência artificial (IA) está nos planos da maioria dos executivos para 2026. Um levantamento realizado pela KPMG e obtido com exclusividade pelo Valor mostra que 71% dos CEOS veem a IA como prioridade, sendo que 69% planejam desembolsar entre 10% e 20% do orçamento da empresa na implementação de ferramentas dessa natureza nos próximos 12 meses. Confira mais aqui. Gostou dos temas?Compartilhe a postagem com colegas e amigos interessados no futuro da economia e da tecnologia. Para indicar a newsletter, basta copiar este link e enviar: https://valor.globo.com/newsletter/assine-newsletter/ Para ler mais sobre inteligência artificial, acesse este site, que reúne as notícias sobre a tecnologia. Você pode enviar críticas e sugestões para: natalia.flach@valor.com.br Abraços, Natália Flach |