O pregão de ontem estava bocejante, com a liquidez em patamares rasos, com a água batendo nas canelas. O assunto do dia foi, como a gente sabe, a história da Alpargatas - se você estava pisando em solos estrangeiros, a gente relembra: na segunda-feira (22), a Alpargatas perdeu 2,39% na B3 e encerrou o dia a R$ 11,44, segundo dados da Elos Ayta Consultoria, numa desvalorização de R$ 152 milhões em uma sessão. O gatilho para a balbúrdia foi a campanha publicitária da Havaianas, estrelada por Fernanda Torres, que irritou bolhas políticas. Deixou pelo menos os investidores animados com o burburinho nas redes, onde os memes chutaram jacas e portas. Hoje as ações da fabricante das sandálias reagiram com pés nas costas e deixaram as perdas no chinelo - embora o escarcéu ainda continue, perdendo em comentários, imagine, para o impacto do nome do novo ticker da Petz, o fofo AUAU3. Tá animado o mercado antes do Natal. Ao menos a Bolsa sobe com os pés nas costas, a despeito de tudo. Sem andar de lado. E agora? Bom, hoje só na sexta. Juízo, sem ser o final, nestes dois dias de feriados! Natal feliz e delicioso pra você. |
Quero pra mim e assim seja, amém. Papéis têm ganhado espaço no portfólio de pessoas físicas, principalmente em meio a incertezas no crédito privado. O que você precisa saber pra encher o bolso de grana - sem ser apostar na Mega da Virada. |
Depois da tempestade, vem o quê? Ah, sim, a pisadinha em terrenos menos pantanosos que as perdas, além das zoeiras e reclamações, do dia anterior. Papéis da Alpargatas avançam após repercussão política negativa de campanha publicitária; analistas veem impacto pontual e sem efeito estrutural nos fundamentos. Ah, bom. Um passo para a normalidade. |
“Ano desafiador”? Tem algum que não seja? Crédito privado, ativos isentos e os riscos que o investidor precisa ter em um provável cenário de queda de juros. É botar o time em campo e partir para a torcida. A gente dá uma força na escalação. |
Novidades na aérea. Papéis da empresa passaram a ser negociados em lote de 10 mil ações, o que mexeu em seu preço de tela. Pode decolar por aqui pra entender e voar baixo com elas. |
Tem mais? Ora, tem, claro. Plataforma gratuita da Bolsa brasileira reúne investimentos de diferentes corretoras em um só lugar. Bom pras finanças. Pra você “surfar bem”, com o apetite a risco maior que o que você terá na comilança do Natal. Ninguém segura a gente! |
Nesta semana de Natal, o Ibovespa já opera nos níveis preguiçosos, calmos, quase sonolentos. Jogando com o regulamento debaixo do braço, depois dos ganhos no ano, o mercado toca pro lado e depois devolve pro goleiro. Não é ressaca contagiosa da torcida do Corinthians, depois da façanha do título de ontem no Maracanã. É a tradicional liquidez mais fraquinha de fim de ano, sem contar - complementam os gurus da Faria Lima - a “cautela com o cenário fiscal e eleitoral, além da pressão da curva de juros após o Focus indicar Selic mais alta em 2026”. Logo, logo, a liquidez vai ser artigo em falta, enquanto o pessoal só pensa em ceia de Natal, presentes de última hora, piadas com pavês e, claro, a contagem pro réveillon antes de se mandar pro litoral, aproveitando o caixa levemente mais robusto do 13º. Mas, só pra lembrar, ainda estamos em pleno rali no modo plantão, oferecendo muito apetite a risco antes dos comes e bebes das farras de fim de ano com previsões para o Ibovespa, sugestões para economizar no Natal, Axia, ex-Eletrobras, e criptomoedas. Delícia de compasso de espera. Sirva-se sem moderação. |
Dias melhores não virão? Pera, ajeita isso e explica pra gente, E-Investidor. Pois não. Dados da Economatica mostram que a volatilidade sobe com as eleições; polarização política e incerteza em relação ao fiscal vão fazer peso, principalmente no segundo semestre. Não precisa sofrer antes, não! Lembra das previsões para este ano? Mas deixa isso aí “no radar”, só para garantir. |
Segura a onda. Cada banco adota condições próprias para a modalidade, com taxas, prazos e até nomes diferentes. Olhando já o aplicativo, eu hein. |
A ex-Eletrobras tem novidades. Mudanças na estrutura acionária da empresa criam ação preferencial classe C (PNC), com ticker AXIA7. Rebranding de ações? Siga esse fio para não perder a meada. |
Tô dentro. Stablecoins ganham escala, atraem bancos e grandes empresas, mas a falta de garantias, supervisão e proteção ao consumidor levanta alertas sobre riscos sistêmicos. Pra não dizer que a gente não avisou! |
Saravalle faz o balanço que a gente precisa ver pra entender o ano quase no fim. Ajuste monetário externo e fluxo de capitais favoreceram ativos de risco, apesar de incertezas políticas e fiscais domésticas. Foi dureza, mas sobrevivemos, em resumo. E agora. Conta tudo, mestre. Sufoco. E, claro, férias, descanso, venham, estamos precisando, mais do que nunca. |
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