Destaques da Inteligência Artificial IA das 'big techs' na mira da Comissão Europeia Olá! A evolução dos sistemas de inteligência artificial continua a fascinar e a criar polêmicas pelo mundo. Acompanhamos os movimentos das 'big techs', as intrigas entre concorrentes e os avanços em direção à regulamentação do uso da tecnologia. As aplicações da IA nos últimos dias têm desdobramentos no mercado financeiro, na indústria da música e no comportamento da sociedade. Esses são os destaques desta edição. Acomode-se e boa leitura! UE investiga Google pelo uso de conteúdo on-line para IA e política de IA da Meta no WhatsAppA Comissão Europeia abriu uma investigação antitruste para avaliar se o Google está violando as regras de concorrência da UE ao usar conteúdo online de editores da web e do YouTube para fins de inteligência artificial. A Comissão disse estar preocupada com a possibilidade de a "big tech" ter usado conteúdo de editores da web para gerar serviços com inteligência artificial em suas páginas de resultados de busca sem a devida compensação aos editores e sem lhes oferecer a possibilidade de recusar tal uso de seu conteúdo. Entenda a investigação aqui. A Comissão também está investigando a política de acesso de provedores de inteligência artificial ao WhatsApp. O temor é que a holding controladora, Meta, impeça grupos rivais de IA de oferecer seus serviços por meio da plataforma de conversas. As autoridades antitruste italianas já investigam a Meta sob alegações de que a empresa teria usado sua posição dominante para integrar IA ao WhatsApp sem o consentimento dos usuários. Confira mais informações aqui. Sete em cada 10 jovens dizem que IA é aliada na aprendizagemJovens de 14 a 29 anos consideram plataformas de inteligência artificial como ferramentas auxiliares promissoras quando o assunto é aprendizagem em escolas, cursos e universidades, de acordo com a pesquisa da Demà Aprendiz em parceria com a Nexus. Dos 2.016 respondentes, 69% disseram que a IA pode ajudar mais do que atrapalhar nesse processo, enquanto 24% creem que essa tecnologia pode prejudicar. No quesito empregabilidade e IA, a estatística se amplia e 84% dos entrevistados consideram a ferramenta como fator impactante para conseguir uma vaga de trabalho de qualidade. Desse total, 34% pensam ser relevante dominar as tecnologias para produtividade; 32% consideram um diferencial no currículo, mas não fundamental para garantir o emprego, porém 14% já qualificam a ferramenta como imprescindível. Leia mais aqui. O levantamento aponta ainda que 69% dos entrevistados querem ter um emprego com carteira e horários fixos contra 29% que preferem um posto informal, sem registro e sem rotina, enquanto 2% não souberem responder. Veja mais aqui. Publicidade busca equilíbrio entre IA e o fator humanoEm três anos de popularização da inteligência artificial (IA) generativa, com o lançamento do ChatGPT, da OpenAI, o uso da ferramenta avançou em ritmo crescente. A redução de tempo de produção e custos prometida pela IA tem atraído de microempreendedores a grandes anunciantes. Para especialistas ouvidos pelo Valor, a eficiência é bem-vinda, mas o fator humano é o que faz diferença no engajamento do público com as marcas. O uso é mais aceito por parte da audiência que tem utilizado com mais frequência a ferramenta. Prova disso é que o número de brasileiros que usou IA em 2025 é o dobro do de 2024, chegando a 61 milhões de pessoas. Ainda assim, as marcas estão cautelosas com a adoção. O índice do Google que mede a maturidade digital de grandes anunciantes aponta para um cenário mediano no país. Apenas 14% das empresas brasileiras estão nos estágios mais avançados do uso dessas ferramentas. Confira mais informações aqui. A primeira campanha publicitária do mundo a utilizar IA foi instalada há 10 anos em um ponto de ônibus da Oxford Street, em Londres. O pôster interpretava a reação do público: se a fisionomia da audiência parecesse positiva, o mobiliário urbano exibia outro anúncio da marca de café fictícia chamada Bahio, mas, se houvesse algum tipo de estranhamento, o reclame era imediatamente descartado. A iniciativa foi criada pelas agências de publicidade M&C Saatch e Posterscope, em parceria com a empresa de mídia externa Clear Channel (hoje chamada de Bauer Media Outdoor). A ideia não era promover uma marca propriamente dita - daí o uso de uma fictícia -, mas sim testar a tecnologia. Veja mais aqui. Redata precisa garantir competitividade da indústria tecnológica localO prazo para que o Regime Especial de Tributação para Serviços de Datacenter (Redata) se torne lei antes que a medida provisória perca a validade, em fevereiro, é uma das principais preocupações dos integrantes da Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica (Abinee). Outra é garantir que o regime não afetará a competitividade da indústria brasileira de informática. O regime prevê isenção de impostos como PIS, Cofins e impostos de importação para equipamentos voltados a centros de dados sem similar nacional, a partir de 2026. O prazo de validade da MP que instituiu o Redata também é um ponto crítico, especialmente após a proposta de inclusão do regime no Projeto de Lei de regulamenta a inteligência artificial no país, o PL 2338/2023. A proposta foi sinalizada pelo relator do “PL da IA”, o deputado Aguinaldo Ribeiro (PP-PB), no início de novembro. Entenda melhor o regime. Ações da Microsoft são melhor aposta em IA, ‘bolha ou não bolha’, diz analistaA Microsoft continua sendo a melhor aposta em ações de inteligência artificial (IA), apesar das preocupações de que possa estar envolta a uma bolha, afirmou Gil Luria, analista da D.A. Davidson, em uma nota a clientes. Os temores cresceram à medida que grandes empresas de tecnologia, incluindo Microsoft, Meta Platforms, Amazon, Alphabet e Oracle, investiram pesado em infraestrutura de data centers para atender à forte demanda por poder computacional -- em especial à da OpenAI. Há uma preocupação crescente de que o impulso da dona do ChatGPT não seja sustentável. Confira mais aqui. Gostou dos temas?Compartilhe a postagem com colegas e amigos interessados no futuro da economia e da tecnologia. Para indicar a newsletter, basta copiar este link e enviar: https://valor.globo.com/newsletter/assine-newsletter/ Para ler mais sobre inteligência artificial, acesse este site, que reúne as notícias sobre a tecnologia. 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