Cabo eleitoral e manipulação de vídeo, a vida política da IA![]() Olá! Nesta edição, exploramos como a Inteligência Artificial (IA) está redefinindo o cenário econômico e político global. Do impacto das fake news nas eleições argentinas e as preocupações para 2026 no Brasil, aos riscos geopolíticos da superinteligência, passando pelo futuro da qualificação profissional no Brasil e as oportunidades da IA na sustentabilidade (e até na saúde!), você encontrará análises cruciais para entender o novo mundo. Acomode-se e vamos aos insights! IA e Eleições: O Alerta Argentino para o BrasilAs recentes eleições legislativas em Buenos Aires reforçaram a preocupação de que o uso de inteligência artificial para disseminar "fake news" pode influenciar significativamente os resultados das urnas e colocar o Cone Sul em risco. Na véspera do pleito na Argentina, um vídeo falso, gerado por IA, circulou nas redes sociais, mostrando o ex-presidente Mauricio Macri supostamente pedindo votos para o partido do atual presidente Javier Milei, La Libertad Avanza (LLA). Apesar de desmentido, o conteúdo teve ampla repercussão e pode ter impactado a decisão dos eleitores. A disseminação de conteúdo falso por IA não só põe em xeque a integridade do processo eleitoral, mas também levanta questões sobre a confiança nas instituições e a estabilidade do ambiente de negócios, fatores cruciais para investidores. Acompanhe as análises sobre o tema dos jornalistas César Felício e Maria Cristina Fernandes, do Valor. A rodada eleitoral na Argentina reforçou o tamanho do desafio para o Brasil. O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) tem demonstrado repetidamente preocupação com o uso de IA em campanhas eleitorais. Contudo, a falta de aprovação de questões regulatórias no Congresso tem travado o avanço de medidas importantes. A corrida pela superinteligência pode acabar em guerra? EntendaEric Schmidt, ex-CEO do Google, afirma que estamos subestimando o impacto da IA. Em entrevista recente, Schmidt projeta que a superinteligência pode tornar-se realidade em até seis anos. Nesse cenário, o executivo alerta que a disputa tecnológica entre potências como EUA e China pode escalar para um conflito militar. Isso porque com a superinteligência a evolução da IA não depende mais dos humanos. Assim, os riscos geopolíticos se multiplicam, como você pode conferir nesta reportagem. Brasil fora do jogo? Falta de qualificação ameaça futuro no mercado da IAApesar do avanço global da IA, o Brasil ainda patina na formação de profissionais preparados para lidar com a tecnologia. A falta de um arcabouço regulatório que permita o investimento em larga escala em parcerias universidade-empresa tem travado o país, alertam executivos de Qualcomm, Schneider Electric, IBM e o Instituto de Matemática Pura e Aplicada (Impa). “A parceria com a universidade é superimportante, mas não se sabe como é duro fazer os programas com universidades porque não existe arcabouço regulatório que permita à empresa investir em alta escala", disse op residente da Qualcomm na América Latina, Luiz Tonisi . "Eu queria deixar esse relato porque às vezes parece que as empresas não querem fazer as coisas.” O diretor-geral do Impa, Marcelo Viana, classificou como “divórcio” a distância ainda existente entre o que companhias precisam e a qualificação de estudantes e trabalhadores. Sem agilidade, o país corre o risco de perder relevância econômica, produtividade e a capacidade de atrair investimentos no mercado de IA. Para o diretor-executivo da Schneider Electric, Rafael Segrera, nem o Brasil, nem o mundo estão preparados. “Mas há nações atuando de maneira muito mais empreendedora, com o conhecimento requerido, dando um passo à frente”, afirma Segrera. “Existe um gargalo e um desafio, que é a quantidade e o tipo de conhecimento necessários que a inteligência artificial nos traz.” IA, clima e azeite: por que o Sul Global precisa da tecnologia (e da COP30)Na Etiópia, uma IA que calcula fertilizantes pode aumentar em 65% a produtividade agrícola — uma revolução para países em desenvolvimento. A história, apresentada em um seminário sobre clima e IA em Brasília, aponta para um futuro onde tecnologia e sustentabilidade caminham juntas. Entenda como isso exige infraestrutura digital pública — e vontade política. Em uma análise sobre o paradoxo econômico e a inteligência artificial, veja que os formuladores de políticas públicas precisarão considerar, desde já, o impacto da IA na alocação de recursos energéticos. Gostou desta análise?Compartilhe com colegas e amigos interessados no futuro da economia e da tecnologia. Lembre-se, para compartilhar a newsletter com outras pessoas, basta copiar este link e enviar para cadastramento: https://valor.globo.com/newsletter/assine-newsletter/ Para ler mais sobre inteligência artificial, acesse este site, que reúne as notícias sobre a tecnologia. Você pode enviar críticas e sugestões para: ivone.santana@valor.com.br Abraços, Ivone Santana Editora-assistente de Ciência e Inovação do Valor |
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![]() | Inteligência Artificial | Quarta-feira, 21 de Maio de 2025 |













