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| Brasil, o país dos Bilhões em corrupção |
PF descobre que esquema de pirâmide financeira lavou dinheiro que desviou mais de R$ 1,6 bilhões com a compra de mais de 130 imóveis no Rio
Mentor intelectual do golpe seria Douver Torres Braga, dono do Feirão das Malhas, em Duque de Caxias, além de um shopping em Itaipava, segundo investigações da Polícia Federal![]() Alvo de agentes da PF e do FBI, o brasileiro Douver Torres Braga, foi condenado nos EUA por lesar 100 mil investidores americanos — Foto: Reprodução Mistura de animador e missionário, Douver Torres Braga liderava esquema bilionário de pirâmide com criptomoedas. "Eu posso e vou transformar a minha vida, eu vou ser o futuro milionário." Com essa frase, repetida em uníssono por plateias entusiasmadas, Douver Torres Braga, de 48 anos, misturava o carisma de um animador de auditório com o fervor de um missionário. Preso em fevereiro na Suíça pela Interpol, Douver é acusado de lesar mais de 100 mil investidores, entre brasileiros e americanos, por meio de um esquema fraudulento de pirâmide financeira envolvendo criptomoedas. Na manhã desta quarta-feira, a Polícia Federal do Rio de Janeiro deflagrou a Operação Fantasos, com o objetivo de seguir o rastro do dinheiro lavado por Douver e sua organização criminosa. A investigação identificou mais de 130 imóveis no Rio de Janeiro, além de carros de luxo, uma embarcação e vários relógios adquiridos com recursos ilícitos. No Brasil, o golpe foi aplicado, pelo menos, no Rio de Janeiro, na Bahia e em São Paulo. No Rio, a quadrilha atuava em Petrópolis, na Região Serrana. Cinquenta agentes da PF cumpriram 11 mandados de busca e apreensão em Petrópolis e Angra dos Reis. A Justiça determinou o sequestro de bens e valores até o montante de R$ 1,6 bilhão, valor desviado dos investidores do esquema que prometia rentabilidade de 11% ao mês em investimentos com bitcoins. Durante a operação, agentes das agências americanas FBI (Federal Bureau of Investigation), HSI (Homeland Security Investigations) e IRS-CI (Internal Revenue Service Criminal Investigation) acompanharam as buscas. Segundo a PF, o objetivo era coletar provas para reforçar a investigação, identificar outros envolvidos no esquema criminoso e recuperar bens e ativos adquiridos com os lucros dos crimes. Entre os veículos apreendidos pela PF estão um Porsche, um BMW e um Mercedes-Benz, este último avaliado em R$ 1 milhão. Também foi apreendida uma embarcação e quantias em dinheiro ainda não contabilizadas. Segundo a PF, Douver seria proprietário de um shopping em Itaipava, em Petrópolis, e do Feirão das Malhas, em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense. O inquérito apura os crimes de lavagem de dinheiro transnacional (com uso de criptoativos) e evasão de divisas. Como o esquema começouDouver é apontado como o principal articulador de um esquema fraudulento do tipo Ponzi, que prometia altos rendimentos aos investidores, mas usava o dinheiro de novos participantes para pagar os antigos, sustentando a pirâmide. Com o colapso do esquema, Douver criou sua própria moeda, a Tcoin. Segundo a PF, quando o investidor tentava resgatar em Bitcoin, a plataforma pagava em Tcoin, moeda desvalorizada. Segundo os pesquisadores, 1 Bitcoin valia R$ 100, enquanto 1 Tcoin, R$ 1. As investigações começaram após a condenação de Douver pelo esquema fraudulento da empresa Trade Coin Club (TCC), pela Comissão de Valores Mobiliários dos Estados Unidos (SEC). Apontado como chefe da organização criminosa pela SEC, Douver arrecadou mais de US$ 295 milhões – correspondentes à captação de mais de 82.000 unidades de Bitcoin – entre dezembro de 2016 e maio de 2018, lesando milhares de investidores ao redor do mundo. Condenado, ele retornou ao Brasil, fugindo da justiça americana. Segundo a PF, ao chegar ao Brasil, ele passou a aplicar o mesmo golpe, enquanto lavava ativos oriundos de operações financeiras ilícitas. Para isso, constituiu diversas empresas de fachada, registradas em nome de terceiros, além de estabelecer parcerias com empresários que ajudaram na aquisição de bens de valor. Douver foi preso em Genebra, na Suíça, pela Interpol, quando tentava embarcar. Ele foi extraditado para os Estados Unidos, onde permanece detido. O nome da operação faz alusão direta a Fantasos, figura mitológica grega que personifica os sonhos ilusórios — imagens enganosas que, embora pareçam reais, não passam de fantasia. Em suas apresentações, Douver se autodenominava um “Dreambuilder” — ou construtor de sonhos —, quando, na verdade, era o arquiteto de uma elaborada ilusão criada para enganar milhares de pessoas. Em suas apresentações, seja em palestras ou pelas redes sociais, Douver destacava os quatro passos do sucesso para se tornar milionário: oportunidade, momento certo, foco e o desejo de sonhar. Foi com essa história que o "Dreambuilder" iludiu e lesou milhares de pessoas num crime transnacional. |
| Jornal Flit Paralisante |
Corrupção Política e Policial , Jogo e Ludopatia – O Ciclo da Patologia Social
A tragédia da ludopatia, reconhecida como doença pela Organização Mundial da Saúde e pelo ordenamento jurídico brasileiro, não é um fenômeno que nasce do acaso ou da simples fraqueza individual. É, antes de tudo, o produto de um sistema perverso, alimentado por interesses econômicos bilionários e, sobretudo, pela corrupção sistêmica que infesta setores das instituições encarregadas de proteger a sociedade. A corrupção estatal, frequentemente associada ao tráfico de drogas, é também o principal alicerce da engrenagem do jogo ilegal e de sua mais devastadora consequência: a patologia do jogo, a ludopatia. Não se trata de mera omissão, mas de participação ativa de agentes do Estado na manutenção e expansão do submundo das apostas, seja pela venda de legislação, informação e proteção armada a casas clandestinas, manipulação de investigações ou cobrança de propinas para garantir o funcionamento de pontos do bicho, maquininhas, bingos, rifas , bets etc. Assim como no tráfico de cocaína, onde a corrupção policial é condição sine qua non para o funcionamento das organizações criminosas, no universo das apostas e do jogo ilegal a engrenagem só gira porque há quem, com mandato político submete o agente fardado e armado a servir ao crime em vez da lei. O resultado é a perpetuação de um ciclo de destruição: o dinheiro do jogo ilegal financia a corrupção, que por sua vez garante a impunidade dos exploradores e o aliciamento de novos apostadores – muitos dos quais acabarão vítimas da dependência patológica, arruinando famílias, carreiras e vidas. O artigo “O Abismo e a Rede: Rostos da Ludopatia Jurídica” escancara os efeitos devastadores do vício em jogos: dívidas impagáveis, crimes patrimoniais, destruição de lares e até suicídios. O Estado, ao regular as apostas, até pode tentar mitigar danos, mas enquanto houver agentes públicos corrompidos, toda regulação será insuficiente. Não há diferença moral, social ou jurídica entre o agente público que facilita o tráfico de cocaína e aquele que protege o jogo ilegal: ambos são indutores diretos de patologias sociais gravíssimas, ambos traem a confiança pública e ambos perpetuam ciclos de sofrimento e violência. A lavagem de dinheiro das apostas, como a do tráfico, financia o crime organizado, corrompe instituições e, sobretudo, destrói o tecido social. O senador, deputado, vereador e o policial corrupto não são apenas cúmplices: sãos agente ativo da epidemia de ludopatia que hoje assola o país, especialmente os mais vulneráveis. É preciso romper esse ciclo. O combate à corrupção , especialmente no tocante as Bets - é tão urgente para a saúde pública quanto o combate ao tráfico de drogas. A impunidade dos agentes corruptos é o principal combustível da tragédia silenciosa do vício em jogos. Sem responsabilização exemplar, sem depuração das instituições, estaremos condenados a assistir, impotentes, à multiplicação dos rostos devastados pela ludopatia – vítimas não só do jogo, mas da traição de quem deveria proteger. A corrupção política e policial, seja no tráfico ou no jogo, é a patologia-mãe das demais. Enquanto não a extirparmos, toda política pública será apenas um “enganativo”. Sem pruridos hipócritas, não há diferença entre o político e o policial que protege ou toma dinheiro do tráfico e o que protege ou extorque o jogo – ambos são agentes da doença social que destrói vidas, famílias e a própria democracia. O texto no link abaixo do Jus Brasil é uma referência indispensável para operadores do Direito, legisladores e estudiosos do tema, contribuindo para o debate sobre a proteção dos vulneráveis no contexto da explosão das apostas online e dos desafios impostos pela ludopatia no Brasil contemporâneo. |
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quinta-feira, 29 de maio de 2025 |
Fato é fato. Designa eventos ou acontecimentos que realmente aconteceram. Versão é o modo de explicar ou relatar um fato. É fato, por exemplo, que um golpe militar apoiado por civis suprimiu a democracia no Brasil entre 1964 e 1985. É versão que o golpe foi dado para salvar o Brasil do comunismo | ![]() O esporte favorito de Bolsonaro e do seu clã: pisar em casca de banana |
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| Folha de S.Paulo - 29/05/2025 | |||||
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| Estado de Minas - 29/05/2025 | |||||
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| Jornal O Tempo - 29/05/2025 | |||||
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