Para quem se sente claustrofóbico até dentro de um elevador, não há profissão menos indicada que dirigir um tatuzão para abrir buracos sob a terra nas obras do Metrô de São Paulo. Mas o UOL encarou esse desafio, em reportagem de Lorena Barros, para poder contar a sensação de estar dentro de um desses veículos subterrâneos. "Andei pela máquina, batizada de Cora Coralina, pouco antes da chegada dela à estação Orfanato (linha Verde), no bairro da Vila Prudente. Por lá, o túnel é escavado a 36 metros de profundidade, com uma velocidade média de 4 centímetros por minuto, quase 20 vezes mais lento que a tartaruga-comum", conta a repórter. Primeiro, foi preciso descer por elevador uma altura equivalente a 12 andares de um prédio e caminhar cerca de 800 metros para chegar ao tatuzão, uma máquina do tamanho de um quarteirão (de ponta a ponta, tem 91 metros). As sensações descritas são de calor (cerca de 30°C constantes), muito barulho (tampões de ouvido são obrigatórios) e muita tremedeira causada pela ação de perfuração da terra promovida pela tuneladora (o nome verdadeiro do tatuzão), À medida que o tatuzão vai abrindo espaço, também aplica anéis de concreto para impedir que a terra acima desmorone. Já a terra escavada é descartada através de uma esteira. Cada tatuzão tem vida curta porque é montado especificamente para uma determinada obra. O destino pode ser ficar definitivamente no fim do túnel que escavou ou ser desmontado e ter suas peças reaproveitadas em outra obra. Esta newsletter ficou sem fôlego e quase teve crise de ansiedade com o relato. Se você quiser saber como é estar dentro de um tatuzão sem precisar passar por isso, veja o vídeo e o texto completo no UOL. |