As novas fronteiras da IA no trabalho – e seus efeitos colaterais![]() Olá! Nesta edição, exploramos como a Inteligência Artificial (IA) está transformando o mercado de trabalho global — da comunicação às buscas na internet, passando por pagamentos, investimentos e decisões estratégicas nas empresas. Você vai encontrar aqui histórias de CEOs que substituem equipes por algoritmos, jovens que trocam a universidade por trabalhos manuais, robôs que tentam ser terapeutas e até um Fusca que fala. Acomode-se e vamos aos insights! De CEO a avatar: IA assume o comando na KlamaA cada dia, a inteligência artificial é apontada como a nova fronteira de algum setor. É o caminho natural de uma tecnologia que não para de evoluir. Enquanto a IA traz ganhos de um lado, perdas são registradas do outro. Um exemplo é o da fintech sueca Klama. O CEO e cofundador Sebastian Siemiatkowski demitiu 40% da equipe e substituiu os funcionários por sistemas de IA. Depois, usou um avatar para anunciar os resultados do primeiro trimestre de 2025 — no lugar dele mesmo. Com a estratégia de substituir humanos, a Klama reduziu custos e aumentou receitas. Mas nem tudo saiu como o esperado: a qualidade do atendimento caiu. Agora, o CEO busca corrigir os rumos. Descubra como. Geração Z repensa futuro e aposta no trabalho manualA geração Z já enfrentava dilemas para escolher uma carreira — e agora se depara com o impacto da IA sobre o mercado de trabalho. Um estudo com jovens americanos mostra que muitos estão preocupados com a substituição de humanos por máquinas e o desaparecimento de profissões. Sentindo-se "atropelados" pela IA, alguns estão preferindo trabalhos manuais — e você pode conferir os motivos na reportagem. Enquanto isso, em Londres, até a saúde mental entrou na história: chatbots estão fazendo o papel de terapeutas. Pessoas compartilham suas angústias com inteligências artificiais, mas especialistas alertam para os riscos: vieses, respostas inadequadas e até incentivo ao suicídio. Para alguns psicólogos, é como conversar com um “terapeuta inexperiente”. IA sem 'filtro': comunicação compara Tesla a câncerNem sempre a IA é usada com bom senso. Em artigo recente, o estrategista Nizan Guanaes contou sobre uma campanha publicitária que deu errado: um chatbot enviou a jornalistas o seguinte texto, para promover um novo exame de câncer no estômago: “Você se preocupa mais com a Tesla do que com um câncer que mata milhares de pessoas.” A comparação desastrosa gerou efeito contrário ao pretendido — e mostra os riscos de deixar a comunicação nas mãos de uma IA sem supervisão humana. Otto, o novo ‘Fusca falante’ da VolkswagenA Volkswagen do Brasil decidiu fazer o oposto: usou IA com planejamento — e um toque de nostalgia. Em parceria com a Accenture, a montadora desenvolveu o Otto, assistente virtual integrado ao SUV Tera. É a primeira IA generativa lançada por uma fabricante de carros no Brasil. A iniciativa lembra o icônico Herbie, do filme “Se meu Fusca falasse”. Mas agora, é real e ao alcance do consumidor. A repórter Marli Olmos conta os bastidores do projeto. Veteranas da indústria europeia surfam a onda da IAQuatro dos grupos industriais mais antigos do setor elétrico europeu — Schneider Electric, Siemens, ABB e Legrand — provaram que tradição e inovação podem andar juntas. Impulsionadas pela explosão da demanda por centros de dados, essas empresas conseguiram, juntas, agregar 150 bilhões de euros ao valor de mercado, aproveitando as oportunidades criadas pela IA. Gostou desta análise?Compartilhe a postagem com colegas e amigos interessados no futuro da economia e da tecnologia. Para indicar a newsletter, basta copiar este link e enviar: https://valor.globo.com/newsletter/assine-newsletter/ Para ler mais sobre inteligência artificial, acesse este site, que reúne as notícias sobre a tecnologia. Você pode enviar críticas e sugestões para: ivone.santana@valor.com.br Abraços, Ivone Santana Editora-assistente de Ciência e Inovação do Valor |
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