Os efeitos das atividades físicas vão muito além da musculatura e são sentidos em todo o sistema digestivo. Exercícios aeróbicos leves a moderados podem ajudar a reduzir gases e inchaço abdominal, pois melhoram o fluxo sanguíneo, a motilidade gastrointestinal e modulam positivamente a microbiota. Se você quiser dar uma "reiniciada" no seu intestino, priorize práticas que pedem menos força e mais ritmo, como caminhar, pedalar e nadar. Exercícios com a respiração mais profunda (diafragmática) também são indicados porque ajudam a movimentar essa região central do corpo, estimulando o nervo vago e promovendo os movimentos peristálticos do intestino. Como evitar a formação de gasesÉ possível fortalecer a região onde os gases normalmente ficam concentrados — chamada de core, o centro do corpo —, o que aumenta o suporte muscular aos órgãos internos e favorece o trânsito intestinal. São boas opções pilates e ioga, que combinam mecanismos mecânicos e neurológicos, e fazer prancha, um exercício isométrico. Ao executar a prancha, o corpo fica alinhado e sustentado apenas pelos antebraços e pontas dos pés, como se fosse uma tábua rígida. É ideal para fortalecer o core sem gerar compressão excessiva. Para sedentários, o importante é consistência: comece com caminhadas leves de 20 a 30 minutos, três a quatro vezes na semana. Veja se consegue conversar durante o exercício; se sim, a intensidade está adequada. Depois de algumas semanas, você pode incluir ioga ou pilates para ampliar os efeitos. O movimento coordenado entre músculos abdominais, diafragma e assoalho pélvico promove variações suaves da pressão intra-abdominal, estimulando o peristaltismo e a liberação de gases, de acordo com informações publicadas em reportagem de VivaBem. O que não fazer Treinos devem ser feitos após refeições leves. Se a refeição for pesada, espere por ao menos duas horas. Além desse cuidado, atenção a práticas de alta intensidade ou de longa duração, que podem provocar o efeito oposto do desejado: mais pressão, mais incômodo, mais vontade de parar. Exercícios muito exigentes podem agravar sintomas digestivos devido à redução do fluxo sanguíneo intestinal, aumento da permeabilidade intestinal, ativação do sistema nervoso simpático e alterações na motilidade. Quando a atividade passa do nível moderado para o intenso, aumenta o risco de desconfortos como enjoo, sensação de refluxo e mal-estar, efeitos que são ainda mais comuns após refeições recentes. Por isso, exercícios de alta intensidade e com intervalos reduzidos devem ser evitados nesse contexto, assim como corrida intensa, HIIT (treino intervalado de alta intensidade), maratonas ou práticas extenuantes, que estão associadas à piora desses sintomas. |