04 março, 2026

Destaques de Inteligência artificial

 

Das guerras às eleições, a IA redefine disputas de poder

Olá!

A inteligência artificial está se aprimorando cada vez mais como arma estratégica durante guerras e outros conflitos.

O som característico dos drones de fabricação iraniana tornou-se familiar na Ucrânia nos últimos quatro anos. Agora, ele é ouvido cada vez mais no Golfo Pérsico, à medida que Teerã revida com essas armas baratas, porém eficazes, após o ataque dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã.

O professor de estudos de segurança da Universidade de Bath, na Inglaterra, Patrick Bury, disse à Associated Press que os drones transformaram a guerra graças à combinação de “vigilância persistente e ataque de alta precisão”, aliada a sistemas de mira aprimorados e inteligência artificial.

Os sistemas mais avançados de IA analisam rapidamente grandes volumes de dados provenientes de drones, interceptações de telecomunicações e inteligência humana.

Mas também preocupa outro tipo de ataque que ocorre fora das fronteiras do Leste Europeu e do Oriente Médio. No Brasil, prolonga-se a guerra digital, com "fake news", disseminação de mentiras e ataques às urnas eletrônicas.

Algumas organizações já se posicionaram na linha de frente para ajudar o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) a tentar barrar a desinformação nas próximas eleições.

Em outro campo de batalha, empresas disputam condições regulatórias e financeiras que favoreçam o Brasil na expansão de data centers de IA frente aos mercados globais.

Independentemente do mercado escolhido, ambientalistas criticam o avanço desse tipo de infraestrutura e defendem controles mais rigorosos, devido ao elevado consumo de água e energia.

Entre os argumentos ambientais está uma previsão de um centro de estudo da Universidade de Houston, segundo a qual, até 2030, os data centers do Texas consumiriam 161 bilhões de galões de água por ano.

Tamanha sede rendeu à IA o apelido de 'cativante vampira d’água'.

Acomode-se e aproveite a leitura!

A tecnologia e a guerra

Fundos hedge que haviam investido pesado em ações de mercados emergentes estão correndo para reavaliar suas posições, após o ataque dos EUA e de Israel ao Irã provocar quedas nas ações e moedas de alguns países em desenvolvimento.

Investidores disseram ao Financial Times que preocupações já existentes com a disrupção causada pela IA se somaram ao conflito no Irã, colocando seus planos em dúvida.

“Até o momento, estamos provavelmente mais preocupados com a deflação influenciada pela IA no longo prazo do que com o impacto de conflitos militares sobre o preço do petróleo e a inflação”, disse o Citi em relatório.

Srour: Como a tecnologia vai moldar o futuro do país

Desemprego, ajuste fiscal, valorização do real e guerras são alguns dos temas abordados por Solange Srour, diretora de macroeconomia para o Brasil no UBS Global Wealth Management. Ela participou do evento “Rumos 2026”, promovido pelo Valor em São Paulo, na segunda-feira (2).

Srour disse que a IA e seu impacto no mercado de trabalho moldarão o futuro do Brasil, discussões que ainda não estão à mesa no país, apesar de dominarem debates no exterior.

"Se perdermos um ano sem discutir isso [IA e emprego], vamos perder décadas", afirmou.

Data center avança no mundo e marca passo no Brasil

Empresas que constroem e administram centros de dados de grande escala reafirmam investimentos já comprometidos no Brasil e esperam a retomada ainda neste ano do Regime Especial de Tributação sobre Serviços de Data Center (Redata), que caducou em 25 de fevereiro.

Mas as companhias observam que novos aportes em data centers, em especial os de maior porte, estão e m compasso de espera. Com a demora, há o risco de migração para outros países.

A Amazon, por exemplo, anunciou que investirá mais € 18 bilhões (US$ 21 bilhões) na Espanha para expandir seus centros de dados.

A IA parece infinita, a água não

Os data centers como cérebro da inteligência artificial podem crescer indefinidamente. O problema é que esses equipamentos dependem de uso intensivo de água para operar, mas esse insumo é finito.

Edvaldo Santana, doutor em Engenharia de Produção e ex-diretor da Aneel, rebate as afirmações do CEO da Microsoft, Satya Nadella , sobre o crescimento infinito da IA.

"Penso como o CEO, e estou entre os que acham que a IA é um passo para elevar a produtividade. O problema é que Nadella não reparou no paradoxo por completo", diz Santana.

A tecnologia começa a redesenhar redes móveis no país

Impulsionada por investimentos crescentes, a inteligência artificial começa a redesenhar as redes móveis das grandes operadoras.

A partir de Barcelona, o jornalista do Valor, Rodrigo Carro, explica como as teles estão utilizando a IA em seus serviços no Brasil, com destaque para TIM Brasil e Telefônica, que detalham seus investimentos.

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Abraços,

Ivone Santana

Editora-assistente de ciência e inovação do Valor

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Quarta-feira, 04 de Março de 2026