03 março, 2026

Instituto Moreira Salles

 

IMS Poços apresenta exposição da fotógrafa Stefania Bril

Neste sábado (7/3), o IMS Poços abre a mostra Stefania Bril: desobediência pelo afeto. A exposição apresenta ao público a obra fotográfica, a produção crítica e a atuação institucional de Stefania Bril (1922-1992), figura central para a fotografia brasileira. Com curadoria de Ileana Pradilla Ceron e Miguel Del Castillo, a seleção reúne cerca de 340 itens, incluindo fotografias, vídeos, documentos e uma linha do tempo da artista.

Além da produção autoral, a mostra destaca o papel pioneiro de Stefania como crítica de fotografia na imprensa brasileira, com atuação destacada no jornal O Estado de S. Paulo e na revista Iris Foto. A mostra também resgata sua faceta de articuladora cultural, responsável pela organização dos primeiros festivais de fotografia no Brasil, os Encontros de Campos do Jordão (1978 e 1979), e pela criação da Casa da Fotografia Fuji.

Entre os principais destaques da mostra, estão imagens capturadas em metrópoles como São Paulo, Nova York, Paris e Amsterdã, onde o elemento humano é invariavelmente o protagonista das cenas. Todo o conjunto exibido é fruto da preservação do arquivo da artista pelo IMS, que detém a guarda de aproximadamente 15 mil imagens e uma vasta documentação textual sobre sua trajetória.

Programação de abertura: 
Às 9h, a mostra abre ao público. Às 17h, acontece uma conversa com os curadores, seguida de visita mediada, às 18h. Encerrando a programação, às 19h, o centro cultural apresenta o show Sinal aberto, com Jucilene Buosi, Luísa Mitre e Débora Costa.

Todas as atividades têm entrada gratuita e interpretação em Libras. saiba mais

Sobre Stefania Bril

Nascida na Polônia e sobrevivente do Holocausto, Stefania emigrou para o Brasil em 1950. Formada em química, iniciou sua trajetória na fotografia tardiamente, aos 47 anos. Na década de 1970, dedicou-se intensamente a registrar o fluxo da vida urbana, focando em pessoas comuns: crianças, idosos e trabalhadores, em vez de personalidades ou grandes eventos políticos.

Sua obra é marcada por uma "perspectiva do afeto e da irreverência", propondo sutis deslocamentos na forma de olhar para as metrópoles. Para Stefania, o cotidiano era um espaço de resistência, especialmente durante os anos de ditadura no Brasil. "Insisto em ter uma visão poética e levemente zombeteira de um mundo que às vezes se leva a sério demais", escreveu a artista em 1975. saiba mais
cinema
Agnès Varda em destaque no Cinema do IMS Paulista

Em março, o Cinema do IMS Paulista segue celebrando a obra de Agnès Varda, em diálogo com a exposição em cartaz no centro cultural, com a exibição de 12 filmes que destacam sua abordagem documental e humanista. Entre os destaques estão Visages, villages (2017), Os catadores e eu (1999), Tio Yanco (1967), Documentira (1981) e Ulisses (1982).

A programação inclui ainda estreias nacionais e internacionais, como Arco (2025), animação indicada ao Oscar, Narciso (2025), de Jeferson De, A vida secreta de meus três homens (2025), de Letícia Simões, e A mensageira (2025), de Iván Fund. Também serão exibidos os clássicos São Paulo Sociedade Anônima (1965), de Luiz Sergio Person, e Eu, tu, ele, ela (1975), de Chantal Akerman.

Também permanecem em cartaz Foi apenas um acidente (2025), de Jafar Panahi, A única saída (2025), de Park Chan-wook, e Sirât (2025), de Oliver Laxe. Confira a programação completa aqui
IMS Poços celebra o mês da mulher com programação especial

O Cinema do IMS Poços também dedica parte de sua programação à cineasta Agnès Varda, celebrando o mês em que se comemora o Dia Internacional da Mulher. A seleção pensada para o público poços-caldense inclui títulos como Uma canta, a outra não (1977); Ao longo da costa (1958); entre outros.

Alguns títulos da programação de São Paulo também chegam a Poços. É o caso da animação francesa Arco, exibida em versões dublada e legendada, e de Narciso, de Jeferson De, que trata de uma fábula sensível sobre família, racialidade e autoimagem.

Pela primeira vez na sala de cinema de Poços, dois clássicos serão apresentados em cópias restauradas: São Paulo Sociedade Anônima, de Luiz Sergio Person, que traz um retrato marcante da industrialização paulistana, e Eu, tu, ele, ela, de Chantal Akerman, obra fundamental do cinema experimental e feminista. Confira a programação completa aqui.
exposição em cartaz 
Agnès Varda | IMS Paulista

A exposição Fotografia AGNÈS VARDA Cinema reúne cerca de 200 fotografias tiradas pela artista nas décadas de 1950 e 1960. Entre os destaques, estão as imagens que Varda produziu na China, em 1957, quando viajou ao país como parte de uma delegação francesa. Grande parte inéditas, as fotografias foram tiradas após a Revolução Maoísta e antes da Revolução Cultural. Por cerca de dois meses, Varda percorreu cidades, portos, fábricas, templos e comunidades rurais, registrando cenas cotidianas, personagens comuns e as transformações em curso no país. Sua câmera também focou bastante nas crianças, vistas por Varda como a esperança do futuro de um país em revolução. saiba mais
outros destaques
A pintura de paisagem por Henri-Nicolas Vinet

Em 1856, o pintor francês Henri-Nicolas Vinet chegou ao Rio de Janeiro e se tornou um dos responsáveis pela renovação da pintura de paisagem no Brasil. Ligado à tradição da École de Barbizon e à prática do plein air, passou a pintar ao ar livre também em florestas cariocas. Apesar de críticas à tonalidade considerada “escura” de suas obras, conquistou reconhecimento, participou de importantes exposições e teve suas telas valorizadas pela burguesia local. Hoje, a maior parte de sua produção está em coleções particulares. leia aqui
O som da flauta de Carlos Poyares

Integrante de um dos grupos mais importantes da história da música popular brasileira, o Regional do Canhoto, Carlos Poyares gravou mais de dez álbuns solo. Mesmo seguindo a tradição de grandes flautistas brasileiros, recebeu menos reconhecimento que seus pares, fato destacado por José Ramos Tinhorão nos anos 1970. No disco O som maravilhoso da flauta de Carlos Poyares (1973), o flautista interpreta uma obra de sua autoria, “Buliçoso”, além de composições de Pixinguinha, Ernesto Nazareth, Abel Ferreira, entre outros. ouça aqui
Loja IMS
Publicação | Stefania Bril

Com 304 páginas, o livro apresenta a obra fotográfica, a produção crítica e a atuação no campo institucional de Stefania Bril (1922-1992), a partir de fotos de São Paulo, Nova York, Paris, Amsterdã, Jerusalém e Cidade do México, com foco nas pessoas "anônimas", assim como edifícios e construções, atravessados por intervenções lúdicas.

Também apresenta retratos feitos por Stefania, outra característica marcante de sua produção, além de textos dos curadores Ileana Pradilla Ceron e Miguel Del Castillo, do antropólogo e crítico de arte Alexandre Araujo Bispo, e da professora e dramaturga Alessandra Vannucci. compre aqui