04 março, 2026

ICL Notícias

 

DESTAQUES

‘Quebrar todos os dentes’: Vorcaro planejou assalto para intimidar jornalista, diz PF

Grupo teria atuado para intimidar críticos e interferir em investigações, inclusive com tentativas de obstrução de Justiça

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), André Mendonça, decretou a prisão preventiva do banqueiro Daniel Vorcaro, apontado pela Polícia Federal (PF) como líder de uma suposta “milícia privada” voltada à intimidação de adversários, incluindo jornalistas, ex-funcionários e autoridades públicas.

A decisão foi tomada no âmbito da Operação Compliance Zero, que investiga a existência de uma estrutura paralela denominada “A Turma”, usada para monitoramento ilegal, obtenção de informações sigilosas e práticas de coação.


Segundo as investigações, o grupo teria atuado para intimidar críticos e interferir em investigações, inclusive com tentativas de obstrução de Justiça. (...)


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NOTÍCIAS DO DIA

PGR foi contra pedido da PF para prender Vorcaro

iPhone apreendido de Vorcaro reúne contatos do topo da Câmara

Sistema de defesa da OTAN derruba míssil iraniano e guerra se amplia

MEC propõe reduzir carga presencial na formação de professores e contraria própria regra


REVISTA LIBERTA

O futebol racista, misógino e populista


Preconceitos fazem parte do inconsciente, razão pela qual são tão difíceis de combater


Já dizia o escocês filósofo Bill Shankly (1913-1981), lendário treinador do então dominante Liverpool nas décadas de 1960/70, que “o futebol não é uma questão de vida ou de morte; é muito mais do que isso”.

Mal sabia ele como no Brasil sua dramática definição encontraria adeptos ao pé da letra entre os influenciadores clubistas (...)


Leia mais na coluna de Juca Kfouri

Flávio Bolsonaro desmanchará no ar


Sem agenda social ou projeto de país, ele ruirá em campanha 


Na manhã de 7 de setembro de 2018, o então deputado desmiolado e desmilinguido Jair Bolsonaro não era personagem levado a sério na cena eleitoral. É fato que, na pesquisa DataFolha divulgada em 22 de agosto daquele ano, ele tinha 19% de intenções de voto contra 39% de Lula (líder absoluto), 8% de Marina Silva, 6% de Geraldo Alckmin e 5% de (...)


Leia mais na coluna de Luis Costa Pinto


ARTIGOS EXCLUSIVOS

Como as plataformas digitais controlam a opinião pública?


A sua opinião política pode estar sendo moldada e polarizada através de bolhas criadas pelas plataformas digitais

O que são Big Techs e como funciona sua influência política


Como empresas de tecnologia se tornaram atores centrais na política global, moldando debates públicos com suas ferramentas

HISTÓRIA

A Ponte Rio–Niterói e a propaganda do “milagre econômico”

Em 4 de março de 1974, a ditadura militar inaugurava a Ponte Presidente Costa e Silva, mais conhecida como Ponte Rio–Niterói. Com 13,29 quilômetros de extensão, atravessando a Baía de Guanabara, a obra foi apresentada como símbolo do chamado “milagre econômico” e da promessa de modernização do regime.


Antes da ponte, quem precisava ir do Rio a Niterói tinha duas opções pouco práticas: percorrer mais de 100 quilômetros por estrada, passando por Magé, ou atravessar a baía em balsas. A nova ligação encurtou o trajeto e passou a integrar a BR-101, mudando a dinâmica de circulação na região metropolitana.


A construção começou em 1969, no período mais duro da ditadura, logo após o AI-5. Grandes obras como essa eram usadas pela propaganda oficial para projetar a imagem de um país em desenvolvimento, enquanto o regime restringia liberdades e perseguia opositores.


Também houve um custo humano pouco discutido na época. O regime registrou 33 mortes na construção, mas estimativas posteriores apontam números muito maiores, chegando a centenas de trabalhadores mortos em acidentes no canteiro de obras. A ponte se tornou, assim, um símbolo ambíguo: ao mesmo tempo em que transformou a mobilidade da região, também carrega as marcas de um período de autoritarismo e silenciamento.

COLUNA ICL


A criança e a língua do mundo


Precisamos escutar as crianças


O que será que as crianças pensam e sentem sobre os nossos dias terríveis; com massacres de meninas e meninos em Gaza, bombardeio de uma escola de meninas no Irã e tantas infâncias aniquiladas no mundo inteiro? Estamos escutando os erês? Ainda somos capazes disso?


Recorro a um relato ancestral.


Os ewés — africanos que vivem majoritariamente no sul de Gana, sudeste do Togo e em áreas do Benim — dizem que Mawú, a divindade suprema, criou Ayìkúngban, o mundo, e atribuiu funções aos seus filhos. Gun recebeu o poder de forjar os metais para produzir ferramentas de cultivo e guerra. Sakpatá recebeu a primazia de comandar as coisas terrenas e os poderes do sol.


Agué foi encarregado das plantas e dos animais das florestas. Sô recebeu o poder de comandar o frio e o calor. Agbê recebeu o poder de comandar os mares. E assim os voduns, eram centenas, foram ganhando funções.


Menos um.


(...)


Leia mais na coluna de Luiz Antonio Simas