O ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes autorizou ontem a migração de Jair Bolsonaro para prisão domiciliar humanitária por um prazo inicial de 90 dias. Bolsonaro, que está internado em um hospital de Brasília desde o dia 13 de maio para o tratamento de uma broncopneumonia, terá de usar tornozeleira eletrônica e ficará proibido de usar as redes sociais ou de gravar áudios ou vídeos nesse regime. O descumprimento das medidas cautelares poderá levar à volta para o regime fechado, segundo a decisão. A casa do ex-presidente será vigiada pela Polícia Militar do Distrito Federal e apenas filhos e advogados poderão visitá-los. Todos passarão por revistas para evitar a entrada de telefone celular. Moraes também proibiu acampamentos ou aglomerações no raio de um quilômetro da residência. Na decisão, o ministro deixa claro que a mudança de regime prisional é temporária e "para fins de integral recuperação da broncopneumonia". O prazo de 90 dias vai começar a ser contado a partir de sua alta médica. Ministros do STF foram até Moraes defender domiciliar. O movimento pela concessão da prisão domiciliar de Jair Bolsonaro ganhou adeptos dentro do próprio Supremo, de acordo com a colunista do UOL Daniela Lima. Ela relata que nos últimos dez dias, integrantes da corte foram até o ministro Alexandre de Moraes advogar pelo benefício ao ex-presidente. Segundo a colunista, os colegas de Moraes disseram a ele que manter Bolsonaro na Papudinha no estado de saúde em que ele se encontra no momento o deixaria em uma situação de risco. Ainda segundo a colunista, os colegas de Moraes teriam argumentado que o quadro de pneumonia agravou o estado de saúde do ex-presidente e necessita agora de maior cautela. De acordo com os relatos colhidos pela coluna, os ministros disseram que a concessão da domiciliar blindaria a corte de instrumentalização política por um eventual novo revés no quadro de saúde de Bolsonaro. Leia mais. Aliados temem maior influência de Michelle na campanha de Flávio. Reportagem da Folha de S.Paulo relata que membros do PL e integrantes da pré-campanha de Flávio Bolsonaro comentaram que agora com Bolsonaro preso em casa ele vai ter maior participação nas articulações do filho, mas, por outro lado, a campanha também deverá sofrer mais influência da ex-primeira-dama Michelle. Pela decisão do ministro Alexandre de Moraes, apenas Michelle e médicos do ex-presidente terão acesso irrestrito a ele. Mesmo os advogados de Bolsonaro, que podem visitá-lo todos os dias da semana, precisam de agendamento prévio e têm horário limitado das 8h20 às 18h, com permanência máxima de 30 minutos. Bolsonaristas ouvidos pela reportagem da Folha dizem esperar que Bolsonaro seja mais exposto às opiniões políticas da mulher. Leia mais. TSE condena Claudio Castro e ex-governador fica inelegível. O Tribunal Superior Eleitoral condenou na noite de ontem o ex-governador do Rio de Janeiro Cláudio Castro a oito anos de inelegibilidade por abuso de poder político e econômico nas eleições de 2022. O placar foi de 5 a 2; apenas os ministros André Mendonça e Nunes Marques, indicados por Jair Bolsonaro, votaram contra a inelegibilidade. O governador renunciou ao cargo na segunda-feira e pretendia se candidatar ao Senado pelo Rio de Janeiro nas eleições de outubro, mas com o resultado do julgamento ele não poderá concorrer. O julgamento começou no dia 10 de março, mas foi suspenso por um pedido de vista de Nunes Marques. Como o estado está sem vice-governador e o presidente da Assembleia Legislativa foi afastado do cargo por ordem do STF, o presidente do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, Ricardo Couto, assumiu o posto. O novo governador deve ser escolhido em votação na Alerj nos próximos dias. Entenda. Lula sanciona PL Antifacção com dois vetos. Após intenso debate no Congresso e resistência da base governista, o presidente Lula sancionou ontem o PL Antifacção e vetou dois trechos. O principal veto barra a equiparação de penas entre integrantes e não integrantes de facções. O texto previa pena de 12 a 30 anos para pessoas sem vínculo com essas organizações criminosas, o que foi visto com receio pelo governo. O outro trecho tratava de financiamento. O projeto previa a perda de receita da União ao destinar produtos e valores apreendidos do crime organizado a fundos dos estados e do Distrito Federal. O presidente argumentou que vetaria porque "a proposição contraria o interesse público na medida em que reduz receita da União em momento de potencial elevação da demanda por recursos do Fundo Nacional de Segurança Pública". Veja como ficou a nova lei. Aprovação de Trump cai ao pior nível desde o início do mandato. A aprovação do presidente dos Estados Unidos caiu para 36%, o menor nível desde seu retorno à Casa Branca, de acordo com pesquisa Reuters/Ipsos. O levantamento indica que a piora ocorre em meio à alta dos preços de combustíveis e à desaprovação da guerra contra o Irã. Preços da gasolina subiram após EUA e Israel lançarem ataques coordenados contra o Irã em 28 de fevereiro. O levantamento associa a mudança de humor do eleitorado a esse aumento e ao desgaste com o conflito. A avaliação sobre custo de vida é um dos pontos mais fracos do presidente no estudo. Apenas 25% disseram aprovar a forma como Trump lida com o tema. A pesquisa mostrou também que a maioria desaprova os ataques dos EUA ao Irã. O índice de aprovação das ofensivas caiu de 37% para 35% em uma semana, enquanto a desaprovação subiu de 59% para 61%. Veja os números. |