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O economista do Banco Central Fabio Araujo afirmou que a regulação de stablecoins, para a qual há um projeto de lei em trâmite no Congresso, é hoje o maior desafio em ativos digitais . “(...) Temos pressão externa e é difícil coordenar com todos os stakeholders. Esse é um dos principais pontos que teremos que acompanhar neste ano”, afirmou Araujo. De acordo com o economista, a regulação hoje enfrenta também desafios de semântica, com a necessidade de explicação dos conceitos e termos deste universo para trazer maior transparência. |
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O número de agências bancárias caiu para pouco mais de 14 mil, devido ao avanço da tecnologia e à decisão dos bancos de cortar custos, muitas vezes deixando uma parcela da população sem atendimento. Desde 2015, 638 municípios ficaram sem agência bancária, o que desassistiu 6,9 milhões de pessoas, segundo cálculos do Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos), com base em dados do Banco Central. O fechamento se intensificou com a pandemia e o lançamento do Pix, e quase 6.000 agências tradicionais foram encerradas. Enquanto isso, os bancos investiram mais no atendimento remoto de gerentes e na criação de agências-conceito, com serviços como consultoria de investimentos. |
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Em um intervalo de dois a cinco anos, os ativos digitais serão vistos muito mais como infraestrutura bancária do que como produtos. A afirmação é de Larissa Moreira, gerente de Produtos de Ativos Digitais do Itaú Unibanco. A gestora avalia que o dinheiro ficará cada vez mais fragmentado com o crescimento de formas alternativas de pagamento , a exemplo das stablecoins. Nesse contexto, ela acredita que os bancos precisarão trabalhar para unificar as experiências em diferentes “trilhos” tecnológicos de transações. |
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Instituições financeiras e de pagamento podem ajudar outras empresas a resolver um dos principais desafios do ECA Digital: a verificação de idade para restringir conteúdos a menores de 18 anos. Em outros países, esse controle é feito por meio de recursos do sistema financeiro. É o caso do Reino Unido, onde a verificação é feita por meio do Open Banking . O usuário autoriza o banco a enviar um “sinal” de que ele possui a idade mínima, mas sem compartilhar informações pessoais, como data de nascimento. “Se um banco já verificou a identidade e a idade de um cliente para abrir uma conta, ele pode atuar como um provedor confiável para terceiros”, afirma Rony Vainzof, sócio-fundador do VLK Advogados. |



