Quarta-feira, 25 de março de 2026A decisão que autorizou a transferência de Jair Bolsonaro (PL) para prisão domiciliar limita a articulação direta do ex-presidente com aliados e políticos na largada para a disputa eleitoral deste ano; no Judiciário, o plenário do STF (Supremo Tribunal Federal) se reúne para votar uma série de ações relacionadas ao pagamento de penduricalhos no serviço público; no TSE (Tribunal Superior Eleitoral), o ex-governador do Rio de Janeiro Cláudio Castro (PL) foi condenado à inelegibilidade por oito anos; com a alta do petróleo, o governo federal projeta uma arrecadação adicional de R$ 16,7 bilhões com exploração de recursos naturais, influenciado pela variação do preço do barril; na guerra no Oriente Médio, os Estados Unidos enviaram ao Irã um plano de 15 pontos com o objetivo de pôr fim ao conflito. Porém, um porta-voz militar iraniano afirmou que "os Estados Unidos estão negociando consigo mesmos", segundo a mídia estatal do país. |
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Prisão de Bolsonaro
A decisão que autorizou a transferência de Jair Bolsonaro (PL) para prisão domiciliar limita a articulação direta do ex-presidente com aliados e políticos na largada para a disputa eleitoral deste ano. O ministro Alexandre de Moraes, do STF, determinou a suspensão por 90 dias de todas as visitas a Bolsonaro, exceto as da família, advogados e médicos. A medida tem como objetivo resguardar o ambiente controlado necessário e evitar o risco de sepse e controle de infecções. Os três meses nos quais o ex-chefe do Executivo ficará impedido de articular diretamente com aliados e políticos correspondem ao pontapé inicial da corrida eleitoral. Neste período, acontece a janela partidária, quando há definição de troca de partidos, e a desincompatibilização dos pré-candidatos. |
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Penduricalhos
O plenário do STF se reúne, nesta quarta-feira (25), para votar uma série de ações relacionadas ao pagamento de penduricalhos no serviço público. A comissão técnica criada para subsidiar o julgamento sobre pagamentos acima do teto constitucional sugeriu o uso das regras do Imposto de Renda como parâmetro para definir quais verbas podem ser classificadas como indenizatórias. A medida busca reduzir distorções e impedir que benefícios sejam usados para driblar o teto do funcionalismo. O relatório foi elaborado por um grupo com representantes dos Três Poderes. A discussão ocorre no contexto das decisões liminares dos ministros Flávio Dino e Gilmar Mendes que suspenderam pagamentos considerados irregulares. |
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Cláudio Castro
O TSE condenou na última terça-feira (24) o ex-governador do Rio de Janeiro Cláudio Castro (PL) à inelegibilidade por oito anos. A decisão do tribunal o deixa inelegível até 2030. O desfecho foi consolidado com o voto da ministra Cármen Lúcia, última a se manifestar, que acompanhou a relatora, Isabel Gallotti. Também votaram pela condenação os ministros Floriano de Azevedo Marques, Estela Aranha e o corregedor-geral da Justiça Eleitoral, Antonio Carlos Ferreira. Com isso, o placar ficou em 5 votos a 2 pela inelegibilidade. O julgamento apura o uso indevido da máquina pública nas eleições de 2022, com foco em contratações na Fundação Ceperj e na Uerj (Universidade do Estado do Rio de Janeiro). |
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Petróleo
O governo federal projeta uma arrecadação adicional de R$ 16,7 bilhões com exploração de recursos naturais, influenciado pela variação do preço do barril de petróleo. Para esta projeção, a equipe econômica considerou o preço médio do barril de petróleo a US$ 73,09. O barril tipo Brent voltou a fechar acima de US$ 100 na terça-feira (24), em meio ao clima de incerteza global gerado pelo conflito no Oriente Médio. A Lei Orçamentária Anual de 2026 previa arrecadar R$ 160,4 bilhões com exploração de recursos naturais. Agora, o primeiro Relatório de Avaliação de Receitas e Despesas projeta R$ 177,1 bilhões. De acordo com o secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Rogério Ceron, a equipe econômica pode aumentar ainda mais essa projeção caso o preço médio do barril de petróleo continue operando em valores acima de US$ 90. |
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Guerra no Oriente Médio
Os Estados Unidos enviaram ao Irã um plano de 15 pontos com o objetivo de pôr fim à guerra no Oriente Médio, disse uma fonte familiarizada com o assunto à Reuters na terça-feira (24). Mais cedo, na Casa Branca, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, informou que o vice-presidente, JD Vance, o secretário de Estado, Marco Rubio, e outros estão liderando as negociações com o Irã, expressando otimismo de que um acordo esteja próximo. Do outro lado, um porta-voz militar iraniano afirmou que "os Estados Unidos estão negociando consigo mesmos", segundo a mídia estatal, nesta quarta-feira (25). "Pessoas como nós nunca conseguirão se dar bem com pessoas como você", completou o iraniano. Nesta madrugada, o Conselho de Segurança Nacional do Iraque autorizou as Forças de Mobilização Popular (PMF), grupo de milícias xiitas apoiadas pelo Irã, a exercer o direito de autodefesa e a responder a ataques contra suas posições. O anúncio ocorre após ataque que atingiu um quartel-general da PMF e matou 15 combatentes. As PMF tem acusado os EUA e Israel pelos ataques. |
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